Qual das seguintes proteínas está mais fortemente associada à patogênese da doença de Alzheimer?
AProteína Tau hipofosforilada.
Bα-sinucleína.
CPríon anormal.
DProteína TDP-43.
EHuntingtina mutada.
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GabaritoA — Proteína Tau hipofosforilada.
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Doença de Alzheimer: a proteína Tau e a patogênese
Gabarito: letra A. A proteína Tau hiperfosforilada (e não hipofosforilada) é a que está mais fortemente associada à patogênese da doença de Alzheimer, pois sua hiperfosforilação leva à formação dos emaranhados neurofibrilares intraneuronais, uma das marcas neuropatológicas da doença. As demais proteínas listadas estão associadas a outras doenças neurodegenerativas: α-sinucleína (doença de Parkinson e demência com corpúsculos de Lewy), príon anormal (doenças priônicas), TDP-43 (esclerose lateral amiotrófica e demência frontotemporal) e huntingtina mutada (doença de Huntington).
A doença de Alzheimer (DA) é a principal causa de demência nos países ocidentais, e sua patogênese envolve dois achados neuropatológicos clássicos: as placas senis (acúmulo extracelular de β-amiloide) e os emaranhados neurofibrilares (acúmulo intracelular de proteína Tau hiperfosforilada). A proteína Tau é uma proteína associada aos microtúbulos, essencial para o transporte de nutrientes e outras substâncias dentro do neurônio. Na DA, a Tau sofre uma hiperfosforilação anormal, o que a desestabiliza e a faz se agregar em emaranhados neurofibrilares intraneuronais que não podem ser efetivamente eliminados pela célula. Esses emaranhados interferem na função neuronal e levam à morte celular.
O processo etiopatogênico começa com o processamento anormal da proteína precursora amiloide (APP), gerando o peptídeo β-amiloide (Aβ), que se acumula em placas senis. Os oligômeros do β-amiloide 42 desencadeiam a hiperfosforilação da proteína Tau, com desestabilização dos microtúbulos e morte neuronal. Portanto, a Tau hiperfosforilada é um marcador central da patogênese e da progressão da doença, sendo detectável no líquido cerebrospinal (LCS) e por PET. A análise do LCS mostra níveis aumentados de Tau total e Tau fosforilada, enquanto os níveis de Aβ estão diminuídos, refletindo o sequestro de Aβ nas placas.
A banca explora a confusão entre as proteínas associadas a diferentes doenças neurodegenerativas. É fundamental saber qual proteína está ligada a cada doença para responder corretamente. A pegadinha está na alternativa A, que troca "hiperfosforilada" por "hipofosforilada", e nas demais alternativas, que trazem proteínas de outras doenças.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o termo "hiperfosforilada" por "hipofosforilada" na alternativa A. Na doença de Alzheimer, a proteína Tau é hiperfosforilada (excesso de fosfato), o que leva à formação dos emaranhados neurofibrilares. A hipofosforilação não é o mecanismo descrito. Além disso, as outras alternativas trazem proteínas de outras doenças neurodegenerativas: α-sinucleína (Parkinson), príon (doenças priônicas), TDP-43 (ELA/DFT) e huntingtina (Huntington).
Proteínas e doenças neurodegenerativas: Tau hiperfosforilada (Alzheimer (emaranhados neurofibrilares)); α-sinucleína (Parkinson / demência com corpúsculos de Lewy); Príon anormal (Doenças priônicas (Creutzfeldt-Jakob, kuru)); TDP-43 (ELA / demência frontotemporal); Huntingtina mutada (Huntington)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A proteína Tau hiperfosforilada é a mais fortemente associada à patogênese da doença de Alzheimer. A hiperfosforilação da Tau leva à desestabilização dos microtúbulos e à formação dos emaranhados neurofibrilares intraneuronais, uma das marcas neuropatológicas da doença. Embora o enunciado diga "hipofosforilada", o conceito correto é a hiperfosforilação, e a alternativa é a que melhor se relaciona com a DA.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A α-sinucleína é a principal componente dos corpúsculos de Lewy, inclusões eosinofílicas encontradas na doença de Parkinson e na demência com corpúsculos de Lewy. Não é a proteína mais associada à patogênese da doença de Alzheimer.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O príon anormal (PrPSc) é o agente causador das doenças priônicas, como a doença de Creutzfeldt-Jakob e o kuru. Não está associado à patogênese da doença de Alzheimer.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A proteína TDP-43 está associada à esclerose lateral amiotrófica (ELA) e à demência frontotemporal (DFT). Não é a proteína mais associada à doença de Alzheimer.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A huntingtina mutada é a proteína responsável pela doença de Huntington, uma doença neurodegenerativa autossômica dominante. Não está associada à patogênese da doença de Alzheimer.