Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — VUNESP 2025
Medicina›Ortopedia e Traumatologia
Código
vu113634
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Ortopedia e Traumatologia
A doença de Dupuytren ocorre mais frequentemente no gênero
Amasculino; em 10% dos casos, ocorre a associação da doença de Ledderhose.
Bfeminino, com presença dos nódulos de Garrod no dorso da articulação interfalangiana proximal.
Cmasculino; em 3% dos casos, ocorre a associação da doença de Peyronie.
Dfeminino; em 10% dos casos, ocorre a associação da doença de Ledderhose.
Emasculino, com presença dos nódulos de Garrod no dorso da articulação interfalangiana distal.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — masculino; em 3% dos casos, ocorre a associação da doença de Peyronie.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Doença de Dupuytren: epidemiologia e associações
Gabarito: letra C. A doença de Dupuytren é mais frequente no gênero masculino e, em cerca de 3% dos casos, associa-se à doença de Peyronie — exatamente o que afirma a alternativa C. As demais alternativas erram ao inverter o gênero predominante, ao citar percentuais incorretos de associação ou ao localizar erroneamente os nódulos de Garrod.
A doença de Dupuytren é uma fibromatose palmar — uma proliferação benigna do tecido conjuntivo da aponeurose palmar, que leva à formação de cordões e nódulos e, progressivamente, a uma contratura em flexão dos dedos, principalmente o anular e o mínimo. É uma condição de etiologia multifatorial, com forte componente genético e associação a fatores como etilismo, tabagismo, diabetes e epilepsia. O conhecimento de sua epidemiologia e de suas associações é essencial para o ortopedista, pois orienta o diagnóstico e o rastreio de condições relacionadas.
A predominância no sexo masculino é marcante: a doença atinge homens com frequência muito maior que mulheres, com pico de incidência entre 50 e 60 anos. Essa diferença de gênero é um dos dados mais cobrados em provas, e a banca explora exatamente a inversão desse dado nas alternativas B e D.
Além da predominância masculina, a doença de Dupuytren faz parte de um espectro de fibromatoses que podem ocorrer em associação. As principais são:
Doença de Ledderhose: fibromatose plantar, que acomete a fáscia plantar do pé. A associação com a doença de Dupuytren é relatada em cerca de 10% dos casos.
Doença de Peyronie: fibromatose do pênis, que causa curvatura peniana. A associação com a doença de Dupuytren é relatada em cerca de 3% dos casos.
Nódulos de Garrod: fibromatose dorsal, que se manifesta como nódulos no dorso das articulações interfalangianas proximais (IFP), geralmente indolores e de crescimento lento. A presença desses nódulos é um sinal de diátese fibromatosa e pode acompanhar a doença de Dupuytren.
A banca, nesta questão, mistura esses três elementos — gênero, percentual de associação e localização dos nódulos — para criar distratores. A alternativa correta (C) combina o gênero masculino com o percentual de 3% para a doença de Peyronie. As alternativas que citam a doença de Ledderhose (A e D) erram o percentual (10% é a associação com Ledderhose, não com Peyronie) e, no caso da D, também o gênero. As alternativas que citam os nódulos de Garrod (B e E) erram a localização: eles ficam no dorso da articulação interfalangiana proximal, não distal, e a B ainda erra o gênero.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca os percentuais de associação: 10% é da doença de Ledderhose, 3% é da doença de Peyronie. Além disso, inverte o gênero (feminino) e desloca os nódulos de Garrod para a articulação distal. Fique atento a essas trocas — elas são o coração da questão.
Doença de Dupuytren: Fibromatose palmar (Contratura em flexão, Dedos anular e mínimo); Epidemiologia (Mais comum em homens, Pico: 50-60 anos); Associações (Ledderhose (plantar) — 10%, Peyronie (pênis) — 3%, Nódulos de Garrod (dorso IFP))
Alternativa A — ❌ Incorreta
Erra ao afirmar que a associação com a doença de Ledderhose ocorre em 10% dos casos. Esse percentual (10%) é, de fato, o da associação com a doença de Ledderhose, mas a alternativa o apresenta como se fosse o da doença de Peyronie. A associação com a doença de Peyronie é de 3%, não 10%. O gênero masculino está correto, mas o percentual está errado.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erra ao afirmar que a doença ocorre mais frequentemente no gênero feminino. A doença de Dupuytren é mais comum no masculino. Além disso, os nódulos de Garrod estão localizados no dorso da articulação interfalangiana proximal, e não distal — a alternativa acerta a localização proximal, mas erra o gênero.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa está correta: a doença de Dupuytren é mais frequente no gênero masculino e, em cerca de 3% dos casos, associa-se à doença de Peyronie. Esse é o dado clássico da literatura ortopédica.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erra ao afirmar que a doença ocorre mais frequentemente no gênero feminino (o correto é masculino) e ao citar a associação com a doença de Ledderhose em 10% dos casos — esse percentual é o da associação com a doença de Peyronie, não com a Ledderhose. A alternativa inverte o gênero e o percentual.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erra ao localizar os nódulos de Garrod no dorso da articulação interfalangiana distal. Os nódulos de Garrod localizam-se no dorso da articulação interfalangiana proximal. O gênero masculino está correto, mas a localização está errada.