Pular para o conteúdo principal

Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — VUNESP 2025

MedicinaOrtopedia e Traumatologia
Código
vu113643
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Ortopedia e Traumatologia
A compressão da raiz de L5 nas hérnias de disco lombares leva a déficit sensorial na face
  1. Aposterolateral da coxa e fraqueza motora dos músculos fibulares.
  2. Banterolateral da perna e fraqueza do glúteo médio.
  3. Clateral do tornozelo e fraqueza do glúteo médio.
  4. Danterolateral da perna e fraqueza motora do quadríceps.
  5. Elateral do tornozelo e fraqueza motora dos músculos fibulares.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — anterolateral da perna e fraqueza do glúteo médio.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Hérnia de disco lombar: síndrome radicular de L5

Gabarito: letra B. A compressão da raiz de L5 compromete a sensibilidade na face anterolateral da perna e a força do glúteo médio (além de outros músculos inervados por L5, como o extensor longo do hálux e o tibial anterior). A alternativa B é a única que combina corretamente o dermátomo e o miótomo de L5.

A hérnia de disco lombar é a causa mais comum de compressão radicular na coluna lombar, e o diagnóstico topográfico depende do conhecimento preciso dos dermátomos (áreas de sensibilidade) e miótomos (músculos inervados) de cada raiz. A raiz de L5 emerge entre as vértebras L4 e L5 e é a mais frequentemente acometida nas hérnias póstero-laterais nesse nível. Quando comprimida, gera uma síndrome radicular característica, com dor, parestesia e déficit neurológico na distribuição da raiz.

O dermátomo de L5 corresponde à face anterolateral da perna e ao dorso do pé, incluindo o hálux. Já o miótomo de L5 inclui o glúteo médio (abdutor do quadril), o tibial anterior (flexão dorsal do pé), o extensor longo do hálux (extensão do hálux) e os fibulares (eversão do pé). A fraqueza do glúteo médio manifesta-se clinicamente como sinal de Trendelenburg positivo, e a fraqueza do extensor longo do hálux é um dos achados mais sensíveis e específicos para radiculopatia de L5.

É importante distinguir a síndrome de L5 da de S1, que é a outra raiz mais comumente comprimida. A raiz de S1 compromete a sensibilidade na face posterior da coxa e da perna e na borda lateral do pé, e causa fraqueza do tríceps sural (flexão plantar) e dos músculos fibulares (eversão). A confusão entre os dermátomos de L5 e S1 é a pegadinha clássica dessa questão, pois ambas as raízes inervam os fibulares, mas em territórios sensoriais distintos.

A banca explora exatamente essa fronteira: as alternativas que citam "lateral do tornozelo" ou "posterolateral da coxa" remetem ao dermátomo de S1, enquanto a fraqueza do glúteo médio é um marcador fiel de L5. Guarde o par: L5 = anterolateral da perna + glúteo médio; S1 = posterior da perna/lateral do pé + tríceps sural/fibulares. É nesse contraste que as alternativas se dividem.

Critério

Raiz L5

Raiz S1

Dermátomo

Face anterolateral da perna e dorso do pé

Face posterior da perna e lateral do pé

Miótomo principal

Glúteo médio, tibial anterior, extensor longo do hálux

Tríceps sural, fibulares

Sinal clínico

Trendelenburg positivo, fraqueza do hálux

Fraqueza da flexão plantar

Alternativa A — ❌ Incorreta

A face posterolateral da coxa pertence ao dermátomo de S1 e S2, não ao de L5. Além disso, a fraqueza dos músculos fibulares (eversão do pé) é mais característica de S1, embora também receba inervação de L5. O erro está no território sensorial, que não corresponde a L5.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A face anterolateral da perna é o dermátomo clássico de L5, e o glúteo médio (abdutor do quadril) é um dos principais músculos inervados por essa raiz. A combinação está correta e é a única que espelha fielmente a síndrome radicular de L5.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A face lateral do tornozelo corresponde ao dermátomo de S1, não ao de L5. Embora a fraqueza do glúteo médio seja correta para L5, o território sensorial está trocado, tornando a alternativa incorreta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A face anterolateral da perna está correta para L5, mas a fraqueza do quadríceps (extensão do joelho) é característica das raízes L2, L3 e L4, não de L5. O miótomo está trocado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A face lateral do tornozelo é dermátomo de S1, e a fraqueza dos músculos fibulares, embora receba inervação de L5, é mais proeminente na síndrome de S1. A combinação mistura elementos de L5 e S1, mas o território sensorial está errado para L5.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca os dermátomos de L5 e S1, que são as duas raízes mais comprimidas nas hérnias lombares. Lembre-se: L5 = anterolateral da perna e dorso do pé; S1 = posterior da perna e lateral do pé. A fraqueza do glúteo médio é um marcador fiel de L5, enquanto a fraqueza dos fibulares e do tríceps sural aponta para S1. Com esse mapa na cabeça, você elimina as alternativas A, C e E na hora.

Gabarito: letra B

Link permanente: /questoes/vu113643