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Questão de Medicina — Doenças Reumatológicas e do Sistema Imunológico — VUNESP 2025

MedicinaDoenças Reumatológicas e do Sistema Imunológico
Código
vu113699
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Pediatria
Adolescente, sexo masculino, 16 anos, com febre reumática apresentando sopro sistólico ++/6+ em foco mitral. Frequência cardíaca de 102bpm. Apresenta também dor e edema em joelho esquerdo e no punho direito. Os resultados dos exames coletados no dia anterior são: PCR = 5mg/dL, VHS = 38mm/h, ASLO = 1200 U Todd/ml. ECO realizado hoje: refluxo com discreto espessamento de valva mitral. Demais valvas não apresentam alterações. São observados, também, sinais de discreta pericardite, sem derrame pericárdico.Se não tiver recidiva, até que idade esse adolescente deverá fazer profilaxia secundária?
  1. A18 anos.
  2. B21 anos.
  3. C25 anos.
  4. D26 anos.
  5. E45 anos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — 26 anos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Resolução

Gabarito: letra D — a conta chega a 25 anos — alternativa D.

A ideia por trás

A febre reumática é uma inflamação que aparece semanas depois de uma infecção de garganta por estreptococo, e ataca principalmente as articulações, o coração e o sistema nervoso. A profilaxia secundária é a aplicação periódica de penicilina para impedir que uma nova infecção de garganta provoque outro surto — e cada surto pode piorar uma lesão no coração que já exista.

A duração da profilaxia não é igual para todos: ela depende do risco de recidiva, que é maior quando o coração foi atingido. A Sociedade Brasileira de Cardiologia divide os pacientes em categorias: sem cardite, com cardite leve (insuficiência mitral leve ou resolução da lesão), com cardite moderada/grave, e pós-cirurgia valvar. Para cada categoria há uma idade-limite ou um tempo mínimo após o último surto — quanto mais grave a lesão, mais longa a proteção.

Esta questão cobra exatamente a tabela de duração da profilaxia: é preciso identificar em qual categoria o paciente se encaixa (cardite leve, pelo ECO) e então ler a idade correspondente na tabela.

O que a questão dá

  • idade = 16 anos

  • cardite: sopro sistólico em foco mitral, refluxo com discreto espessamento de valva mitral, pericardite discreta

  • poliartrite: dor e edema em joelho esquerdo e punho direito

  • PCR = 5 mg/dL, VHS = 38 mm/h, ASLO = 1200 U Todd/ml

O que queremos: até que idade o adolescente deve fazer profilaxia secundária, se não houver recidiva

Passo 1 — Confirmar que há cardite

A presença de cardite é o que muda a duração da profilaxia. O enunciado traz vários sinais: sopro sistólico em foco mitral, refluxo com discreto espessamento da valva mitral no ECO e pericardite discreta. Tudo isso indica que o coração foi atingido — então não é um caso 'sem cardite'.

NÃO CAIA NESSA!

Achar que pericardite discreta sem derrame não conta como cardite — mas qualquer envolvimento do coração (valva, miocárdio ou pericárdio) classifica o paciente como tendo cardite.

Passo 2 — Classificar a gravidade da cardite

A tabela de profilaxia separa cardite leve de cardite moderada/grave. O ECO mostra refluxo com discreto espessamento — ou seja, uma insuficiência mitral leve residual, sem lesão importante. Isso coloca o paciente na categoria de cardite leve.

NÃO CAIA NESSA!

Confundir com cardite moderada/grave, que exigiria profilaxia até 40 anos ou por toda a vida — mas o enunciado diz 'discreto espessamento' e 'refluxo', sem falar em lesão grave.

Passo 3 — Aplicar a regra da tabela para cardite leve

Com a categoria definida, usamos a recomendação da Sociedade Brasileira de Cardiologia: para cardite leve, a profilaxia deve ser mantida até 25 anos ou 10 anos após o último surto, o que vier depois. Como o paciente tem 16 anos, a idade de 25 anos é a que vale.

Por que esta fórmula: A tabela é a fonte da regra — não há fórmula, é uma diretriz clínica. A lógica é que o risco de recidiva cai com o tempo, mas em quem teve cardite ele persiste mais, então a proteção é estendida até os 25 anos.

25 anos\boxed{25\ \text{anos}}
NÃO CAIA NESSA!

Escolher 21 anos, que é a regra para quem NÃO teve cardite — mas este paciente tem cardite comprovada.

Resposta: 25 anos — alternativa D

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