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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — VUNESP 2025

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
vu113708
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Pediatria
O comprometimento do crescimento pós-natal é muito comum em crianças nascidas prematuramente. O crescimento compensatório (catch up) é caracterizado por uma velocidade acelerada do crescimento e permite que crianças nascidas prematuras consigam equiparar o seu crescimento ao das crianças nascidas a termo.O índice antropométrico que costuma ser o primeiro a se equiparar entre os prematuros e os nascidos a termo é:
  1. Apeso para a idade cronológica.
  2. Bperímetro cefálico para a idade cronológica.
  3. Ccomprimento para a idade corrigida para prematuridade.
  4. Dpeso para idade corrigida para prematuridade.
  5. Eperímetro cefálico para idade corrigida para prematuridade.
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GabaritoE — perímetro cefálico para idade corrigida para prematuridade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crescimento compensatório (catch up) no prematuro: qual índice se equipara primeiro?

Gabarito: letra E. O perímetro cefálico é o primeiro índice antropométrico a se equiparar entre prematuros e nascidos a termo, e essa comparação deve ser feita usando a idade corrigida para a prematuridade — não a idade cronológica. É o que a alternativa E afirma, e é o entendimento clássico da puericultura e da neonatologia.

O crescimento compensatório, também chamado de catch up, é o fenômeno pelo qual uma criança que sofreu restrição de crescimento — como ocorre com muitos prematuros — apresenta uma velocidade de crescimento acelerada após o insulto, buscando retomar o canal de crescimento que teria seguido se não houvesse a interrupção. No prematuro, essa recuperação não acontece de forma uniforme: há uma ordem hierárquica na recuperação dos diferentes segmentos corporais, e conhecê-la é essencial para o acompanhamento correto.

A regra prática, amplamente ensinada em pediatria, é que o perímetro cefálico é o primeiro parâmetro a se recuperar, seguido pelo peso e, por último, pelo comprimento/estatura. Isso ocorre porque o cérebro tem prioridade no crescimento — o chamado brain sparing —, protegendo o órgão mais nobre em situações de restrição nutricional. Assim, quando avaliamos um prematuro em acompanhamento, esperamos que o perímetro cefálico cruze as curvas de crescimento antes do peso e do comprimento.

Outro ponto crucial é a idade corrigida. As curvas de crescimento da OMS (e as da Caderneta da Criança) foram construídas para crianças nascidas a termo. Para avaliar um prematuro, devemos usar a idade corrigida, que subtrai da idade cronológica as semanas que faltaram para completar 40 semanas de gestação. Por exemplo, um bebê nascido com 32 semanas, com 2 meses de vida cronológica, tem idade corrigida de 1 mês (2 meses − 8 semanas de prematuridade). Essa correção é necessária até os 2 anos de idade, pois após esse período a diferença de crescimento se torna desprezível. Usar a idade cronológica para avaliar um prematuro leva a erros de interpretação, subestimando ou superestimando o crescimento.

A banca explora exatamente essa confusão: as alternativas misturam os índices (peso, comprimento, perímetro cefálico) com os tipos de idade (cronológica vs. corrigida). O candidato que sabe que o perímetro cefálico é o primeiro a recuperar, mas não lembra que a comparação deve ser feita com a idade corrigida, pode cair na alternativa B. E quem sabe da idade corrigida, mas não da ordem de recuperação, pode cair na D. A combinação correta — perímetro cefálico + idade corrigida — é a letra E.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca a idade cronológica pela corrigida e inverte a ordem de recuperação dos índices. O perímetro cefálico é o primeiro a se equiparar, e isso só é verdade quando comparamos usando a idade corrigida. Se você usar a idade cronológica, o perímetro cefálico ainda será o primeiro, mas a comparação fica incorreta — e é isso que a alternativa B faz. Fique atento: a pegadinha está em casar o índice certo com o tipo de idade certo.

  1. 11º Perímetro cefálico
  2. 22º Peso
  3. 33º Comprimento
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Peso para a idade cronológica. Erra duplamente: primeiro, o peso não é o primeiro índice a se equiparar (é o segundo, depois do perímetro cefálico); segundo, usa a idade cronológica, que não é a adequada para avaliar prematuros — deve-se usar a idade corrigida. O peso é um índice importante, mas sua recuperação vem depois da do perímetro cefálico.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Perímetro cefálico para a idade cronológica. Acerta o índice (perímetro cefálico é o primeiro a se recuperar), mas erra o tipo de idade: para prematuros, a avaliação deve ser feita com a idade corrigida, não a cronológica. Usar a idade cronológica subestima o crescimento do prematuro, pois ele é comparado com crianças mais velhas. A alternativa correta é a E, que usa a idade corrigida.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Comprimento para a idade corrigida para prematuridade. Acerta o uso da idade corrigida, mas erra o índice: o comprimento é o último a se equiparar entre os prematuros e os nascidos a termo. A recuperação do comprimento é mais lenta e ocorre depois do peso e do perímetro cefálico.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Peso para idade corrigida para prematuridade. Acerta o uso da idade corrigida, mas erra o índice: o peso é o segundo a se recuperar, não o primeiro. O perímetro cefálico tem prioridade no crescimento, seguido pelo peso e, por fim, pelo comprimento.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Perímetro cefálico para idade corrigida para prematuridade. Esta é a combinação correta: o perímetro cefálico é o primeiro índice antropométrico a se equiparar entre prematuros e nascidos a termo, e essa comparação deve ser feita usando a idade corrigida para a prematuridade. O cérebro tem prioridade no crescimento (brain sparing), o que explica a recuperação mais precoce do perímetro cefálico. A idade corrigida é essencial para não subestimar o crescimento do prematuro, e deve ser usada até os 2 anos de idade.

Gabarito: letra E — perímetro cefálico para idade corrigida para prematuridade.

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