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Questão de Medicina — Pneumologia — VUNESP 2025

MedicinaPneumologia
Código
vu113740
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Pneumologia
Na prova de função pulmonar (PFP), o uso de broncodilatador (BD) para avaliar resposta é recomendado para ampliar a sensibilidade do resultado. Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação correta.
  1. ASe VEF1 e CVF tiverem redução proporcional, e após BD for normalizada, é um processo restritivo.
  2. BNa manobra de capacidade vital lenta, a resposta a BD não tem valor estabelecido na doença obstrutiva.
  3. CEm uso crônico de corticoide na asma não há necessidade de fazer uso de BD, pois a resposta é sempre negativa.
  4. DEm pacientes com DPOC que têm resposta a BD no VEF1 na PFP há melhora da dispneia e resposta a corticosteroide inalatório.
  5. ESegundo ATS/ERS, 2022, variação >10% em relação ao basal de VEF1 ou CVF é considerada reposta positiva.
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GabaritoE — Segundo ATS/ERS, 2022, variação >10% em relação ao basal de VEF1 ou CVF é considerada reposta positiva.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Prova de função pulmonar e resposta ao broncodilatador

Gabarito: letra E. Segundo a diretriz ATS/ERS de 2022, a resposta positiva ao broncodilatador é definida como variação > 10% em relação ao basal do VEF1 ou da CVF — exatamente o que a alternativa E afirma. As demais alternativas contêm erros conceituais sobre a interpretação da espirometria e o papel do broncodilatador na avaliação de doenças obstrutivas.

A prova de função pulmonar (PFP) é o exame central para o diagnóstico e acompanhamento de doenças respiratórias, especialmente as obstrutivas, como asma e DPOC. O teste de broncodilatação consiste em medir o VEF1 e a CVF antes e após a inalação de um broncodilatador de curta duração (geralmente salbutamol 400 mcg), avaliando se há reversibilidade da obstrução ao fluxo aéreo. Essa resposta é um dos critérios para o diagnóstico de asma e ajuda a diferenciá-la da DPOC, na qual a obstrução é tipicamente menos reversível.

A diretriz ATS/ERS de 2022 estabeleceu critérios específicos para definir uma resposta positiva ao broncodilatador. No adulto, considera-se resposta positiva quando há aumento do VEF1 ou da CVF ≥ 12% e ≥ 200 mL em relação ao basal, com maior confiabilidade se o aumento for ≥ 15% e ≥ 400 mL. No entanto, a alternativa E menciona um critério mais simples: variação > 10% em relação ao basal de VEF1 ou CVF. Essa é uma interpretação correta segundo a ATS/ERS 2022, que passou a considerar esse limiar como indicativo de resposta positiva, ampliando a sensibilidade do teste.

É importante destacar que a resposta ao broncodilatador não é um marcador absoluto de asma ou DPOC. Na asma, a reversibilidade costuma ser mais pronunciada, mas sua ausência não exclui o diagnóstico. Na DPOC, a resposta pode ser pequena ou ausente, mas isso não impede o uso de broncodilatadores, que são a base do tratamento sintomático. A resposta ao broncodilatador na PFP não se correlaciona diretamente com a melhora da dispneia ou com a resposta ao corticoide inalatório, que depende de outros fatores, como a eosinofilia sanguínea.

A pegadinha central desta questão está na confusão entre os critérios de resposta ao broncodilatador e os padrões espirométricos de doenças obstrutivas e restritivas. A banca explora a ideia de que a normalização após broncodilatador indica restrição (errado — indica reversibilidade da obstrução), e que a resposta ao broncodilatador na DPOC prediz resposta ao corticoide (errado — não há essa correlação). Guarde o critério da ATS/ERS 2022: variação > 10% no VEF1 ou CVF é resposta positiva.

  1. 1Medir VEF1 e CVF basal
  2. 2Inalar BD curta duração
  3. 3Redosar VEF1 e CVF
  4. 4Variação > 10% = resposta positiva
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a redução proporcional de VEF1 e CVF com normalização após broncodilatador indica processo restritivo. Isso está errado: a redução proporcional de VEF1 e CVF com relação VEF1/CVF normal ou aumentada sugere padrão restritivo, mas a normalização após broncodilatador indica reversibilidade da obstrução, não restrição. Na doença restritiva, a CPT está reduzida e não há resposta significativa ao broncodilatador.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que na manobra de capacidade vital lenta a resposta ao broncodilatador não tem valor estabelecido na doença obstrutiva. Isso é falso: a capacidade vital lenta (CVL) é uma manobra alternativa à CVF, e a resposta ao broncodilatador medida pela CVL também é válida na avaliação de doenças obstrutivas, especialmente na DPOC, onde a CVL pode ser mais sensível para detectar aprisionamento aéreo. A resposta ao broncodilatador na CVL tem valor estabelecido e é utilizada na prática clínica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que em uso crônico de corticoide na asma não há necessidade de fazer uso de broncodilatador, pois a resposta é sempre negativa. Isso é duplamente errado: (1) o broncodilatador de curta duração é a medicação de resgate para alívio dos sintomas, independentemente do uso de corticoide inalatório; (2) a resposta ao broncodilatador não é sempre negativa em pacientes em uso de corticoide — ela pode ser positiva, embora o corticoide possa reduzir a inflamação e, consequentemente, a variabilidade da obstrução.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que em pacientes com DPOC que têm resposta ao broncodilatador no VEF1 na PFP há melhora da dispneia e resposta a corticoide inalatório. Isso não é verdade: a resposta ao broncodilatador na PFP não prediz a melhora da dispneia nem a resposta ao corticoide inalatório na DPOC. A dispneia na DPOC está mais relacionada à hiperinsuflação pulmonar do que ao VEF1, e a resposta ao corticoide inalatório é guiada por outros fatores, como a eosinofilia sanguínea.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que, segundo ATS/ERS 2022, variação > 10% em relação ao basal de VEF1 ou CVF é considerada resposta positiva. Isso está correto: a diretriz ATS/ERS de 2022 estabeleceu que uma variação > 10% no VEF1 ou na CVF após broncodilatador é indicativa de resposta positiva, ampliando a sensibilidade do teste em relação aos critérios anteriores (≥ 12% e ≥ 200 mL).

Gabarito: letra E

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