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Questão de Medicina — Neurologia — VUNESP 2025

MedicinaNeurologia
Código
vu113802
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Psiquiatria/Psicogeriatria
A doença de Alzheimer é um tipo comum de demência, mas várias outras patologias podem mimetizar seus sintomas, tornando o processo diagnóstico mais desafiador. Assinale a alternativa que apresenta um diagnóstico diferencial da doença de Alzheimer que deve ser considerado durante a avaliação.
  1. ADemência vascular.
  2. BDistúrbios do sono primários.
  3. CEsquizofrenia.
  4. DSíndrome das pernas inquietas
  5. ETranstorno do déficit de atenção e hiperatividade.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Demência vascular.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Diagnóstico diferencial da doença de Alzheimer

Gabarito: letra A. A demência vascular é um dos principais diagnósticos diferenciais da doença de Alzheimer, pois ambas cursam com declínio cognitivo, mas têm etiologias e apresentações clínicas distintas — a vascular está associada a história de AVC, déficits focais e alteração de marcha, enquanto a Alzheimer tem início insidioso e comprometimento precoce da memória. As demais alternativas (distúrbios do sono, esquizofrenia, síndrome das pernas inquietas e TDAH) não são, por si só, diagnósticos diferenciais clássicos de demência na avaliação inicial de um quadro demencial.

O diagnóstico diferencial da doença de Alzheimer é um passo essencial na avaliação de um paciente com queixa cognitiva, pois diversas condições podem mimetizar seus sintomas. A demência vascular é a segunda causa mais comum de demência, respondendo por até 25% dos casos, e compartilha com a Alzheimer o quadro de declínio cognitivo progressivo. No entanto, há diferenças clínicas importantes que ajudam a distingui-las: na demência vascular, o início pode ser súbito ou gradual, frequentemente há história de AVC, déficits neurológicos focais (como hemiparesia e sinal de Babinski), alteração de marcha e predomínio de disfunção executiva, enquanto na Alzheimer o comprometimento inicial e mais proeminente é da memória, com início insidioso e ausência de sinais focais.

A tabela abaixo resume as principais diferenças entre as duas condições, que são o cerne da distinção diagnóstica:

Critério

Doença de Alzheimer

Demência vascular

Início

Insidioso

Insidioso ou súbito

História de AVC

Não há

Presente em 1/3 dos casos

Déficit neurológico focal

Não há

Frequente

Principal alteração cognitiva

Memória

Função executiva

Alteração de marcha

Ausente

Quase sempre presente

Hipertensão e/ou diabetes

Pode haver

Quase sempre presente

Além da demência vascular, outros diagnósticos diferenciais importantes da doença de Alzheimer incluem a demência com corpúsculos de Lewy, a demência frontotemporal, a demência mista (Alzheimer + vascular), o hipotireoidismo, as hipovitaminoses e a neurossífilis. Essas condições podem apresentar quadros cognitivos semelhantes, mas têm características clínicas, exames complementares e tratamentos específicos que as diferenciam.

A pegadinha desta questão está em reconhecer que, embora condições psiquiátricas como esquizofrenia e TDAH possam cursar com prejuízo cognitivo, elas não são consideradas diagnósticos diferenciais primários de demência na avaliação inicial de um idoso com declínio cognitivo. O mesmo vale para distúrbios do sono e síndrome das pernas inquietas, que podem afetar a cognição de forma secundária, mas não são entidades que mimetizam o quadro demencial típico da Alzheimer. O diagnóstico diferencial clássico é feito com outras demências e causas reversíveis de declínio cognitivo.

Guarde a fronteira entre demência vascular e Alzheimer: é exatamente nela que as alternativas se dividem — a única opção que representa uma condição que mimetiza a demência de Alzheimer na avaliação é a demência vascular.

1Demências
Demência vascular
Demência com corpúsculos de Lewy
Demência frontotemporal
Demência mista
2Causas reversíveis
Hipotireoidismo
Hipovitaminoses
Neurossífilis
3Condições que não mimetizam
Distúrbios do sono
Esquizofrenia
Síndrome das pernas inquietas
TDAH
Diagnóstico diferencial de Alzheimer
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Diagnóstico diferencial de Alzheimer: Demências (Demência vascular, Demência com corpúsculos de Lewy, Demência frontotemporal, Demência mista); Causas reversíveis (Hipotireoidismo, Hipovitaminoses, Neurossífilis); Condições que não mimetizam (Distúrbios do sono, Esquizofrenia, Síndrome das pernas inquietas, TDAH)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A demência vascular é um diagnóstico diferencial clássico da doença de Alzheimer. Ambas são demências, mas com etiologias distintas: a vascular decorre de doença cerebrovascular (AVC, doença de pequenos vasos), enquanto a Alzheimer é uma doença neurodegenerativa. Na prática clínica, a distinção é feita por história de AVC, déficits focais, alteração de marcha e predomínio de disfunção executiva na vascular, em contraste com o comprometimento amnéstico insidioso da Alzheimer. A neuroimagem (TC ou RM de crânio) é fundamental para excluir doença vascular cerebral significativa antes de firmar o diagnóstico de Alzheimer.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Distúrbios do sono primários, como insônia e apneia obstrutiva do sono, podem causar queixas cognitivas subjetivas e prejuízo de atenção, mas não são considerados diagnósticos diferenciais primários de demência. Eles não cursam com o declínio cognitivo progressivo e incapacitante que caracteriza a doença de Alzheimer, e o tratamento do distúrbio do sono geralmente melhora a cognição, o que não ocorre nas demências neurodegenerativas.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico que pode cursar com prejuízo cognitivo, mas não é um diagnóstico diferencial clássico de demência na avaliação de um idoso com declínio cognitivo. O início da esquizofrenia é tipicamente na adolescência ou início da vida adulta, e o quadro é dominado por sintomas psicóticos (delírios, alucinações), não por perda progressiva de memória e outras funções cognitivas. Em idosos com primeiro surto psicótico, deve-se investigar doença cerebral orgânica, mas isso não torna a esquizofrenia um diferencial de Alzheimer.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A síndrome das pernas inquietas é um distúrbio do movimento relacionado ao sono, caracterizado por desconforto e necessidade de mover as pernas, geralmente à noite. Não causa declínio cognitivo progressivo e não é um diagnóstico diferencial de demência. Embora possa coexistir com outras condições, não mimetiza o quadro de Alzheimer.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é um transtorno do neurodesenvolvimento que se manifesta na infância, com prejuízo de atenção, hiperatividade e impulsividade. Embora possa persistir na vida adulta e causar queixas de memória e concentração, não é um diagnóstico diferencial de demência em idosos. O padrão de declínio cognitivo progressivo e incapacitante da Alzheimer não se confunde com o perfil de funcionamento do TDAH.

Gabarito: letra A

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