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Questão de Medicina — Doenças Reumatológicas e do Sistema Imunológico — VUNESP 2025

MedicinaDoenças Reumatológicas e do Sistema Imunológico
Código
vu113834
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Reumatologia
Dentre os autoanticorpos observados na esclerose sistêmica, qual está associado ao risco de crise renal esclerodérmica?
  1. AAnti-PCNA.
  2. BAnti-PL-7.
  3. CAnti-RNA polimerase 1.
  4. DAnti-RNA polimerase 3.
  5. EAnti-Scl-70.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Anti-RNA polimerase 3.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Esclerose sistêmica: autoanticorpos e risco de crise renal esclerodérmica

Gabarito: letra D. O autoanticorpo associado ao risco de crise renal esclerodérmica é o anti-RNA polimerase III. Essa associação é clássica e amplamente descrita na literatura médica: pacientes com esclerose sistêmica que apresentam esse anticorpo têm risco aumentado de desenvolver crise renal, uma complicação grave e potencialmente fatal. A alternativa D é a correta.

A esclerose sistêmica (ES), também conhecida como esclerodermia, é uma doença autoimune do tecido conjuntivo caracterizada por fibrose da pele e de órgãos internos, além de vasculopatia. Uma das formas de classificar a doença é pela presença de autoanticorpos específicos, que se correlacionam com o subtipo clínico (cutâneo limitado ou difuso) e com o risco de comprometimento de órgãos-alvo. Essa classificação sorológica é fundamental na prática clínica, pois permite antecipar complicações e direcionar o monitoramento.

A crise renal esclerodérmica (CRE) é uma complicação grave, caracterizada por hipertensão arterial maligna e insuficiência renal aguda, frequentemente com anemia hemolítica microangiopática. Ocorre em cerca de 5 a 10% dos pacientes com ES, principalmente na forma cutânea difusa e nos primeiros anos de doença. A fisiopatologia envolve lesão vascular renal com ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona. O tratamento de escolha é o uso de inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), como o captopril, que reduziu drasticamente a mortalidade.

A associação entre autoanticorpos e manifestações clínicas é um dos pilares do manejo da ES. O anticorpo anticentrômero está associado à forma cutânea limitada e ao risco de hipertensão arterial pulmonar. O anti-Scl-70 (antitopoisomerase I) está associado à forma cutânea difusa e à doença pulmonar intersticial. Já o anti-RNA polimerase III está fortemente associado à forma cutânea difusa e, de forma marcante, ao risco de crise renal esclerodérmica. É importante destacar que os pacientes raramente apresentam mais de um autoanticorpo específico da doença.

A banca explora a associação entre autoanticorpos e complicações específicas da esclerose sistêmica. O candidato precisa memorizar as principais correlações: anti-centrômero com hipertensão pulmonar, anti-Scl-70 com doença pulmonar intersticial e anti-RNA polimerase III com crise renal. A pegadinha está em confundir o anti-Scl-70, que é o anticorpo mais conhecido e frequentemente associado à forma difusa, com o risco de crise renal, quando na verdade esse risco é maior com o anti-RNA polimerase III.

1Anticentrômero
Forma cutânea limitada
Risco de hipertensão arterial pulmonar
2Anti-Scl-70 (antitopoisomerase I)
Forma cutânea difusa
Risco de doença pulmonar intersticial
3Anti-RNA polimerase III
Forma cutânea difusa
Risco de crise renal esclerodérmica
Autoanticorpos na esclerose sistêmica
LEVELsoulevel.com.br
Autoanticorpos na esclerose sistêmica: Anticentrômero (Forma cutânea limitada, Risco de hipertensão arterial pulmonar); Anti-Scl-70 (antitopoisomerase I) (Forma cutânea difusa, Risco de doença pulmonar intersticial); Anti-RNA polimerase III (Forma cutânea difusa, Risco de crise renal esclerodérmica)

Alternativa A — ❌ Incorreta

O anti-PCNA (antígeno nuclear de proliferação celular) é um autoanticorpo que pode ser encontrado em algumas doenças autoimunes, mas não é um marcador clássico de esclerose sistêmica nem está associado ao risco de crise renal esclerodérmica. Sua presença é mais estudada em outras condições, como o lúpus eritematoso sistêmico, e não tem correlação estabelecida com a complicação renal da esclerodermia.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O anti-PL-7 é um autoanticorpo dirigido contra a treonil-tRNA sintetase, sendo um marcador de miosite inflamatória (polimiosite/dermatomiosite), não de esclerose sistêmica. Portanto, não está associado ao risco de crise renal esclerodérmica. A confusão pode ocorrer porque tanto a esclerose sistêmica quanto as miosites são doenças reumáticas autoimunes, mas os autoanticorpos são distintos e específicos para cada condição.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O anti-RNA polimerase 1 é um autoanticorpo que pode estar presente em pacientes com esclerose sistêmica, mas não é o principal marcador de risco para crise renal. A associação mais forte e bem estabelecida é com o anti-RNA polimerase III. A banca pode tentar confundir o candidato ao trocar o número romano III pelo I, mas a correlação clínica relevante é com a RNA polimerase III.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O anti-RNA polimerase III é o autoanticorpo fortemente associado ao risco de crise renal esclerodérmica. Pacientes com esse anticorpo têm maior probabilidade de desenvolver a complicação renal, especialmente na forma cutânea difusa da doença. Essa associação é tão significativa que o anti-RNA polimerase III é considerado um marcador de risco para a crise renal, orientando o monitoramento mais rigoroso da pressão arterial e da função renal nesses pacientes.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O anti-Scl-70 (antitopoisomerase I) é um autoanticorpo clássico da esclerose sistêmica, associado à forma cutânea difusa e, principalmente, ao risco de doença pulmonar intersticial. Embora seja um anticorpo importante e frequentemente cobrado em provas, ele não é o marcador de risco para crise renal esclerodérmica. A pegadinha está em associar o anticorpo mais conhecido da forma difusa à complicação renal, quando na verdade essa correlação pertence ao anti-RNA polimerase III.

Gabarito: letra D

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