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Questão de Medicina — Oncologia — VUNESP 2025

MedicinaOncologia
Código
vu113853
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Urologia
Em relação ao câncer renal, qual é a principal indicação para vigilância ativa em pacientes com tumores pequenos?
  1. ATumores < 3 cm e paciente com baixo risco cirúrgico.
  2. BTumores < 4 cm e histologia de células claras.
  3. CTumores entre 3-5 cm e histologia indeterminada.
  4. DTumores < 4 cm e paciente com expectativa de vida limitada.
  5. ETumores com crescimento lento, identificado por imagem.
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GabaritoD — Tumores < 4 cm e paciente com expectativa de vida limitada.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Câncer renal: vigilância ativa em tumores pequenos

Gabarito: letra D. A principal indicação para vigilância ativa em pacientes com tumores renais pequenos é a presença de tumor < 4 cm associado a expectativa de vida limitada — ou seja, pacientes com comorbidades significativas ou idade avançada, nos quais o risco cirúrgico supera o benefício oncológico. Essa conduta é respaldada pelo fato de que tumores pequenos (T1a, < 4 cm) têm baixo potencial metastático e crescimento indolente, permitindo acompanhamento conservador em pacientes selecionados.

A vigilância ativa é uma estratégia de manejo que consiste em monitorar o tumor com exames de imagem seriados, intervindo apenas se houver progressão. No câncer renal, ela é mais apropriada para tumores pequenos (geralmente < 4 cm, correspondendo ao estágio T1a) em pacientes com expectativa de vida limitada ou alto risco cirúrgico. O racional é que muitos desses tumores crescem lentamente e têm baixa probabilidade de metastatizar em horizontes de tempo curtos, de modo que o risco de morte por outras causas (comorbidades, idade) supera o risco de morte pelo câncer. Por isso, a decisão de vigiar em vez de operar depende menos do tamanho isolado e mais do contexto clínico do paciente — especialmente sua expectativa de vida e comorbidades.

Na prática, a vigilância ativa é indicada para tumores < 4 cm (T1a) em pacientes com:

  • Expectativa de vida limitada (ex.: idosos frágeis, com múltiplas comorbidades);

  • Alto risco cirúrgico (ex.: doença cardiovascular grave, insuficiência renal avançada);

  • Tumores de crescimento lento documentado em imagens seriadas.

O acompanhamento é feito com exames de imagem (TC, US ou RM) em intervalos regulares (ex.: a cada 3-6 meses no primeiro ano, depois anualmente), e a intervenção (cirurgia ou ablação) é reservada para casos de progressão tumoral significativa (ex.: crescimento > 0,5 cm/ano ou aumento do diâmetro máximo > 1 cm).

A distinção crucial que a banca explora é entre tamanho do tumor e condição do paciente. Enquanto o tamanho < 4 cm é um critério necessário (mas não suficiente), a expectativa de vida limitada é o fator que realmente justifica a vigilância ativa. Um paciente jovem e saudável com tumor < 4 cm geralmente é candidato a cirurgia (nefrectomia parcial), pois tem longa expectativa de vida e o risco de progressão ao longo de décadas é relevante. Já um paciente idoso com múltiplas comorbidades e tumor < 4 cm pode ser manejado com vigilância, pois o risco cirúrgico e a mortalidade por outras causas são altos.

A pegadinha desta questão está em confundir os critérios de vigilância ativa com outros conceitos: o tamanho < 4 cm é o limiar do estágio T1a, mas não é, sozinho, indicação de vigilância; a histologia de células claras é o subtipo mais comum, mas não define a conduta; e o crescimento lento é uma característica observada, mas não é o critério principal de indicação. O que decide é a expectativa de vida limitada — o equilíbrio entre risco do tumor e risco do tratamento.

Guarde a fronteira: tumor pequeno (< 4 cm) + paciente com expectativa de vida limitada = vigilância ativa. É exatamente nessa combinação que as alternativas se dividem.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a indicação é tumor < 3 cm e paciente com baixo risco cirúrgico. O erro está em dois pontos: (1) o limiar usual para vigilância ativa é < 4 cm (T1a), não < 3 cm; (2) paciente com baixo risco cirúrgico é justamente o candidato a cirurgia, não a vigilância — a vigilância é para quem tem alto risco cirúrgico ou expectativa de vida limitada. A alternativa inverte a lógica: quem tem baixo risco cirúrgico deve ser operado, não vigiado.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma tumor < 4 cm e histologia de células claras. O tamanho < 4 cm está correto, mas a histologia de células claras é o subtipo mais comum (75-85% dos casos) e não é critério para vigilância ativa. Na verdade, a histologia de células claras costuma ter comportamento mais agressivo que outros subtipos (como o papilífero tipo 1 ou o cromofóbico), o que, se fosse considerado, favoreceria a cirurgia, não a vigilância. A indicação de vigilância não depende do subtipo histológico, mas da condição clínica do paciente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma tumores entre 3-5 cm e histologia indeterminada. O tamanho entre 3-5 cm ultrapassa o limiar de 4 cm (T1a), entrando em T1b (4-7 cm), onde a vigilância ativa é menos indicada — tumores maiores têm maior risco de progressão. Além disso, "histologia indeterminada" não é critério para vigilância; na dúvida diagnóstica, a biópsia pode ser considerada, mas a conduta de vigilância não se baseia nisso. A alternativa mistura critérios sem fundamento clínico.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a alternativa correta. A vigilância ativa é indicada para tumores < 4 cm (T1a) em pacientes com expectativa de vida limitada. O tamanho pequeno reduz o risco de progressão, e a expectativa de vida limitada (por idade avançada ou comorbidades) faz com que o risco de morte por outras causas supere o risco do câncer, tornando a cirurgia desnecessária ou excessivamente arriscada. Essa é a principal indicação reconhecida nas diretrizes de oncologia urológica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma tumores com crescimento lento identificado por imagem. Embora o crescimento lento seja uma característica que favorece a vigilância ativa (e seja observado durante o acompanhamento), ele não é a indicação principal — é um critério secundário, usado para confirmar a segurança da conduta após o início da vigilância. A indicação primária é a combinação de tumor pequeno com expectativa de vida limitada. Além disso, a alternativa não menciona o tamanho do tumor, que é um critério essencial.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o critério decisivo: em vez de "expectativa de vida limitada", oferece opções com tamanhos e histologias que parecem plausíveis, mas não são o fator que define a vigilância ativa. O candidato que decora apenas "tumor < 4 cm" cai nas alternativas B ou E. Lembre-se: o tamanho é necessário, mas a condição do paciente é o que decide.

PEGA ESSA DICA!

Na prova, quando a questão perguntar sobre vigilância ativa em câncer renal, procure a alternativa que combine tumor pequeno (< 4 cm) com paciente de alto risco cirúrgico ou expectativa de vida limitada. Se a alternativa trouxer apenas tamanho ou apenas características do tumor, desconfie — o contexto clínico do paciente é o diferencial.

Gabarito: letra D

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