Paciente de 35 anos, sexo masculino, foi submetido a transplante renal com sucesso. Qual esquema de vacinação de HPV deve ser oferecido a ele de acordo com o Ministério da Saúde do Brasil?
AA vacinação de HPV não está recomendada para pacientes adultos transplantados.
BDose única.
CDuas doses, com intervalo de 3 meses.
DTrês doses, com intervalo de 2 meses para a segunda dose e seis meses para a terceira dose.
EDuas doses, com intervalo de 3 meses e reforço após 5 anos.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoD — Três doses, com intervalo de 2 meses para a segunda dose e seis meses para a terceira dose.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Vacinação contra HPV em transplantados renais
Gabarito: letra D. Para pacientes transplantados de órgãos sólidos, o Ministério da Saúde do Brasil recomenda o esquema de três doses da vacina contra o HPV, com intervalo de 2 meses entre a primeira e a segunda dose e de 6 meses entre a primeira e a terceira dose (esquema 0-2-6 meses). Essa recomendação se baseia no fato de que pacientes imunossuprimidos, como os transplantados, apresentam resposta imune reduzida à vacinação, necessitando de um esquema mais robusto para garantir proteção adequada.
A vacina contra o HPV é uma vacina inativada (não contém vírus vivo), o que a torna segura para uso em pacientes imunossuprimidos, incluindo transplantados. No Brasil, a vacina quadrivalente (que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV) é a disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para a população geral, o esquema padrão é de duas doses, mas para grupos especiais, como pessoas vivendo com HIV, transplantadas e pacientes oncológicos, o esquema é ampliado para três doses, justamente por apresentarem menor resposta imunológica e maior risco de infecção persistente pelo HPV e desenvolvimento de lesões associadas.
O raciocínio por trás do esquema de três doses em imunossuprimidos é simples: a imunossupressão, necessária para evitar a rejeição do órgão transplantado, diminui a capacidade do sistema imunológico de responder à vacina. Com três doses, busca-se estimular uma resposta imune mais forte e duradoura, aumentando a chance de o paciente desenvolver anticorpos protetores contra o HPV. É importante ressaltar que a vacinação não é terapêutica, ou seja, não trata infecções já existentes, mas previne a infecção por novos tipos virais.
A principal distinção que a banca explora nesta questão é entre o esquema vacinal padrão (duas doses) e o esquema especial para imunossuprimidos (três doses). O candidato que não conhece essa particularidade pode facilmente marcar a alternativa que menciona duas doses, caindo na pegadinha. A chave para acertar é identificar o paciente como transplantado renal, o que o coloca automaticamente no grupo de imunossuprimidos que necessita do esquema estendido.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre o esquema padrão de vacinação contra HPV (duas doses) e o esquema especial para imunossuprimidos (três doses). O paciente transplantado renal é um imunossuprimido, portanto, o esquema correto é o de três doses, com intervalos de 0, 2 e 6 meses. As alternativas que mencionam duas doses (C e E) ou dose única (B) estão incorretas, pois não se aplicam a esse grupo específico.
11ª dose
22ª dose (2 meses)
33ª dose (6 meses)
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
A vacinação contra HPV é recomendada para pacientes adultos transplantados. O Ministério da Saúde inclui os transplantados de órgãos sólidos no grupo de pessoas que devem receber a vacina, com esquema especial de três doses. A alternativa erra ao afirmar que não há recomendação, contrariando as diretrizes do PNI.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O esquema de dose única não é o recomendado para nenhum grupo no Brasil. Para a população geral, o esquema é de duas doses; para imunossuprimidos, como transplantados, o esquema é de três doses. A dose única não confere proteção adequada, especialmente em pacientes com resposta imune comprometida.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O esquema de duas doses é o padrão para a população geral (meninas e meninos de 9 a 14 anos), mas não se aplica a pacientes transplantados. Para imunossuprimidos, o Ministério da Saúde recomenda três doses, pois a resposta imune à vacinação é reduzida nesse grupo, exigindo um esquema mais completo para garantir proteção.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa descreve corretamente o esquema de vacinação contra HPV para pacientes transplantados: três doses, com intervalo de 2 meses para a segunda dose e 6 meses para a terceira dose (esquema 0-2-6 meses). Essa recomendação é específica para imunossuprimidos, incluindo transplantados de órgãos sólidos, e visa compensar a menor resposta imunológica desses pacientes.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O esquema de duas doses com reforço após 5 anos não é o recomendado para transplantados. Para esse grupo, o esquema é de três doses, sem necessidade de reforço adicional nesse intervalo. A alternativa confunde o esquema padrão (duas doses) com a necessidade de reforço, que não é prevista para a vacina contra HPV no Brasil.