Questão de Português — Morfologia - Pronomes — VUNESP 2025
Português›Morfologia - Pronomes
Código
vu114087
Banca
VUNESP
Órgão
Câmara de Tatuí - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Assinale a alternativa em que o trecho do texto foi reescrito em conformidade com a norma-padrão de colocação pronominal.
ATanto têm-na que editam um jornalzinho… (2° parágrafo)
BSe chama precisamente A Voz dos Animais… (2° parágrafo)
CNão pode-se dizer que os animais abusem… (2° parágrafo)
D… abusem do direito de se manifestar. (2° parágrafo)
EAinda comprazemo-nos em fazer sofrer… (5° parágrafo)
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoD — … abusem do direito de se manifestar. (2° parágrafo)
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Colocação Pronominal — Reescrita conforme a norma-padrão
Gabarito: letra D. A única alternativa que respeita as regras de colocação pronominal é a D, que reescreve "manifestar-se" como "se manifestar" (próclise facultativa diante de infinitivo). Todas as demais violam a norma: A ignora a atração do advérbio "tanto"; B coloca pronome átono em início de oração; C desrespeita a atração da palavra negativa "não"; E ignora a atração do advérbio "ainda".
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Tanto a têm que editam um jornalzinho…" (texto original)
A reescrita "Tanto têm-na" comete êrro de ênclise indevida. O advérbio "tanto" é palavra atrativa que exige próclise: o pronome deve vir antes do verbo. A forma correta seria "Tanto a têm". Portanto, a alternativa fere a regra de próclise obrigatória com advérbios.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Chama-se precisamente A Voz dos Animais…" (texto original)
A reescrita "Se chama" coloca o pronome átono em início de oração, o que é proibido pela norma-padrão. Em português, não se inicia frase com pronome oblíquo átono. O correto é manter a ênclise: "Chama-se".
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Não se pode dizer que os animais abusem…" (texto original)
A reescrita "Não pode-se" desrespeita a atração da palavra negativa "não", que exige próclise. A forma correta é "não se pode". A ênclise após "não" é inadmissível na norma culta.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"… abusem do direito de manifestar-se." (texto original)
A reescrita "de se manifestar" altera a colocação de ênclise para próclise diante de infinitivo impessoal. A regra: o pronome oblíquo átono pode ficar antes ou depois do infinitivo, desde que não haja palavra atrativa (a preposição "de" não atrai). Ambas as formas são igualmente corretas. Portanto, a reescrita está em conformidade com a norma-padrão.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Ainda nos comprazemos em fazer sofrer…" (texto original)
A reescrita "Ainda comprazemo-nos" ignora a atração do advérbio "ainda", que exige próclise. O correto é "ainda nos comprazemos". A ênclise após advérbio é erro.
NÃO CAIA NESSA!
A banca testa o conhecimento dos principais fatores de próclise obrigatória (palavras negativas, advérbios, pronomes relativos, conjunções subordinativas) e a proibição de pronome átono em início de frase. A alternativa D é a única que não apresenta nenhum desses fatores, sendo a reescrita facultativa permitida.
PEGA ESSA DICA!
Ao resolver questões de colocação pronominal, identifique primeiro se há palavra atrativa (advérbio, pronome indefinido, conjunção subordinativa, palavra negativa). Se houver, a próclise é obrigatória. Se não houver, e o verbo não estiver no futuro do presente ou do pretérito, a ênclise é a regra (exceto início de oração).