Considere as passagens reescritas do texto:Com um comportamento de grupo, os primatas se protegeram contra a ameaça de predação e escassez de recursos. (3º parágrafo)Nesse caso, nós falamos de solitude. (6º parágrafo)De acordo com a norma-padrão de regência verbal e nominal, os trechos em destaque podem ser substituídos, respectivamente, por:
Ase impuseram sobre a; nos referimos de
Bse defenderam pela; fazemos menção à
Cse livraram com a; caracterizamos em
Dtomaram cuidado à; traduzimos por
Efizeram frente à; definimos como
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GabaritoE — fizeram frente à; definimos como
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Reescrita de trechos com regência e crase
Gabarito: letra E. A única alternativa que respeita a regência verbal/nominal e a crase em ambos os trechos é a E, que substitui "se protegeram contra" por "fizeram frente à" e "falamos de" por "definimos como".
Trecho 1: "se protegeram contra a ameaça"
No texto original:
"Com um comportamento de grupo, os primatas se protegeram contra a ameaça de predação e escassez de recursos."
O verbo "proteger-se" rege a preposição "contra" (proteger-se contra algo). A substituição deve manter o sentido de enfrentar/opôr-se a uma ameaça. A alternativa E propõe "fizeram frente à", que é uma locução verbal que também exige a preposição "a" (fazer frente a algo) e, por isso, recebe crase diante de palavra feminina (à ameaça). Essa troca é correta tanto na regência quanto no sentido.
As demais alternativas falham:
A: "se impuseram sobre a" – "impor-se sobre" não é a regência adequada; o sentido é de imposição, não de defesa.
B: "se defenderam pela" – "defender-se por" indica meio, não alvo contra o qual se defende.
C: "se livraram com a" – "livrar-se com" também indica instrumento, não se opõe diretamente.
D: "tomaram cuidado à" – "tomar cuidado" rege as preposições "com" ou "de", não "a"; além disso, "cuidado" é masculino, então o "à" estaria errado (o correto seria "ao cuidado", mas ainda assim o sentido não é o mesmo).
Trecho 2: "falamos de solitude"
Texto original:
"Nesse caso, nós falamos de solitude."
A expressão original significa "nós nos referimos a", "nós chamamos de". A alternativa E substitui por "definimos como", que mantém a ideia de atribuir um nome ou conceito. A regência de "definir como" é direta (sem preposição), o que é perfeitamente adequado.
A: "nos referimos de" – errada, pois "referir-se" exige a preposição "a" (referir-se a algo).
B: "fazemos menção à" – a regência está correta (fazer menção a + crase), mas o sentido é mais restrito (mencionar, não definir). Apesar de possível, a banca considerou que não é a melhor substituição, e o par completo da alternativa E é o único que funciona.
C: "caracterizamos em" – regência inadequada; o verbo "caracterizar" pode ser transitivo direto ou reger "por".
D: "traduzimos por" – mudança de sentido (traduzir = converter de uma língua para outra).
PEGA ESSA DICA!
Para resolver questões de regência com substituição, identifique primeiro a preposição exigida pelo verbo ou nome no original e veja se a nova expressão mantém a mesma relação semântica e a preposição correta. A crase (à) é um forte indicativo de regência com "a".