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Questão de Português — Interpretação de Textos — VUNESP 2025

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
vu114635
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Osasco - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Em seu artigo, o autor mostra-se favorável a uma mudança de comportamento no que tange a
  1. Adimensionar corretamente a viabilidade de se usar a palavra “câncer” com quem é diagnosticado com a doença, vista como estigma social até hoje.
  2. Bentender a desesperança causada pela palavra “câncer” para as pessoas diagnosticadas com essa doença, pois viverão uma guerra silenciosa marcada pela dor.
  3. Cdesconstruir preconceitos que giram em torno da palavra “câncer”, uma vez que a doença perdeu o estigma de tempos atrás e já tem cura na maioria dos casos.
  4. Ddiminuir a carga negativa tradicionalmente atribuída à palavra “câncer” como forma de preservar a autoestima das pessoas que convivem com essa doença.
  5. Evetar totalmente o emprego da palavra “câncer”, já que ela, além de comprometer a autoestima das pessoas doentes, ainda prejudica a conscientização.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — diminuir a carga negativa tradicionalmente atribuída à palavra “câncer” como forma de preservar a autoestima das pessoas que convivem com essa doença.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A tese do autor sobre a mudança de comportamento em relação à palavra "câncer"

Gabarito: letra D. O autor defende, de modo explícito, a necessidade de reduzir a carga negativa que a palavra "câncer" carrega, como forma de preservar a autoestima de quem convive com a doença. A passagem central que sustenta essa ideia é:

"É hora de reduzir a carga negativa que a palavra câncer carrega, pois, além de perpetuar desinformação, contribui para o isolamento emocional e psicológico de quem convive ou acompanha alguém nesse processo."

E complementa ao afirmar que o tratamento do câncer como algo terminal ou como uma guerra "é uma violência silenciosa que abala a autoestima de quem está em tratamento". A alternativa D parafraseia fielmente essa tese, unindo a redução da carga negativa à preservação da autoestima.

Alternativa A — ❌ Incorreta

"dimensionar corretamente a viabilidade de se usar a palavra 'câncer' com quem é diagnosticado"

O texto não discute a "viabilidade" de uso da palavra com pacientes. O autor quer reduzir o estigma, não avaliar quando é adequado empregá-la. Essa alternativa extrapola o conteúdo textual, introduzindo um conceito alheio ao artigo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"entender a desesperança causada pela palavra 'câncer' [...] pois viverão uma guerra silenciosa"

O autor critica a metáfora da guerra ("tratar o câncer como algo terminal ou como uma guerra é uma violência silenciosa"). Portanto, ele não defende que se entenda a desesperança por meio dessa guerra; pelo contrário, quer mudar esse discurso. A alternativa contradiz o texto ao tomar o criticado como positivo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"desconstruir preconceitos [...] pois a doença perdeu o estigma e já tem cura na maioria dos casos"

O autor afirma que a palavra ainda carrega estigma ("decorrentes de décadas de desinformação") e que os avanços são "promissores", mas não diz que o estigma se perdeu nem que há cura na maioria dos casos — ele mesmo ressalva que a doença "pode ser o ponto final para muitas pessoas". A alternativa generaliza e acrescenta informações falsas.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Como demonstrado, a alternativa é uma paráfrase literal da tese central: a redução da carga negativa da palavra "câncer" como meio de preservar a autoestima dos pacientes (ou, no texto, de quem convive com a doença). O próprio autor encerra o segundo parágrafo com essa conclusão.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"vetar totalmente o emprego da palavra 'câncer' [...] prejudica a conscientização"

O autor nunca propõe vetar a palavra; ele quer transformar o discurso e disseminar informações precisas. Vetar seria o oposto da conscientização que ele defende. A alternativa extrapola radicalmente, criando uma proposta extremista não presente no texto.


💡 Dica: em questões de interpretação, grife a tese do autor (costuma aparecer em parágrafos de introdução ou conclusão) e desconfie de alternativas que contêm palavras do texto mas alteram o sentido por meio de acréscimos, inversões ou absolutizações ("sempre", "nunca", "vetar totalmente").

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