Contraste entre símbolo e representação artística
Gabarito: letra D. A passagem "Embora as sereias simbolizem o pecado, o artista não esculpirá monstros" já estabelece o contraste central: de um lado, o sentido simbólico tradicional (pecado, monstros); do outro, a criação do artista ("formosas moças índias que alegremente tocarão o charango, e amarão sem sombra de culpa"). O comando pede justamente esse contraste, e a alternativa D o nomeia com precisão.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que há contraste entre "formosura" e "figura desumana". O texto, porém, diz que o artista não esculpirá monstros, mas sim formosas moças. Logo, a "figura desumana" sequer aparece no relato — é uma extrapolação.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Menciona "pecado cometido pelas sereias" e "perdão graças ao relacionamento com Tunupa". O texto não afirma que as sereias cometeram pecado nem que foram perdoadas. O mito narra apenas que elas amaram Tunupa. A ideia de perdão é acrescentada de fora (extrapolação).
Alternativa C — ❌ Incorreta
Contrapõe "o poder do deus Tunupa sobre os raios e trovões" e "a humanidade das sereias esculpidas". O texto não estabelece essa oposição; apenas descreve Tunupa como deus do fogo/raio e as sereias como moças que o amaram. Não há contraste deliberado entre esses dois elementos.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Exatamente o que o texto faz: de um lado, o simbolismo tradicional das sereias (pecado) – como dito em "Embora as sereias simbolizem o pecado"; de outro, a versão que o artista esculpirá – "formosas moças índias que alegremente tocarão o charango, e amarão sem sombra de culpa". O contraste é realçado pelo conectivo "Embora".
Alternativa E — ❌ Incorreta
Fala em "atribuição de poderes divinos às sereias" e "força destrutiva dos vulcões". O texto não confere poderes divinos às sereias (elas são descritas como moças que amam um deus) e os vulcões são deixados por Tunupa, não em contraste com as sereias. É uma fuga ao tema.
Gabarito: letra D.