A frase que está em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal se encontra na alternativa:
ADescreve-se, no texto selecionado, os traços de comportamento que definem os intelectualmente humildes.
BPara Elizabeth Mancuso, convém àqueles que pretendem ser humildes intelectualmente não sucumbir ao “efeito de modéstia”.
CA aceitação de que somos imperfeitos nos conduzem ao primeiro passo para se chegar à humildade intelectual.
DPodem haver, a curto prazo, bons resultados quando compartilhamos emoções autotranscendentes.
ENos depoimentos, nota-se que os estudiosos se referem apenas a probabilidades quando se tratam dos que têm humildade intelectual.
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GabaritoB — Para Elizabeth Mancuso, convém àqueles que pretendem ser humildes intelectualmente não sucumbir ao “efeito de modéstia”.
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Concordância verbal — sujeito oracional e casos especiais
Gabarito: letra B. A única alternativa que respeita a norma-padrão de concordância verbal é a B, pois o verbo convém fica corretamente no singular: seu sujeito é a oração "não sucumbir ao 'efeito de modéstia'" (sujeito oracional), que exige verbo na 3ª pessoa do singular. As demais alternativas apresentam desvios típicos: voz passiva sintética com sujeito plural, verbo haver impessoal flexionado, sujeito singular com verbo plural, e verbo tratar-se flexionado indevidamente.
Concordância verbal: Sujeito oracional (Verbo na 3ª pessoa do singular, Ex.: convém + [oração sujeito]); Voz passiva sintética (se) (Verbo concorda com o sujeito, Ex.: Descrevem-se os traços (plural)); Verbo haver (existir) (Impessoal → sempre singular, Ex.: Pode haver resultados); Sujeito simples (Verbo concorda com o núcleo, Ex.: A aceitação nos conduz (singular)); Verbo tratar-se (Impessoal → sempre singular, Ex.: trata-se de probabilidades)
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Descreve-se, no texto selecionado, os traços de comportamento que definem os intelectualmente humildes."
O verbo descrever está na voz passiva sintética (partícula se). O sujeito é "os traços de comportamento" (plural). A forma correta seria "Descrevem-se" — o verbo deve concordar com o sujeito: se o sujeito é plural, o verbo vai para o plural. Erro: concordância na voz passiva sintética.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Para Elizabeth Mancuso, convém àqueles que pretendem ser humildes intelectualmente não sucumbir ao 'efeito de modéstia'."
O sujeito do verbo convém é a oração "não sucumbir ao 'efeito de modéstia'". Sujeito oracional sempre pede verbo na 3ª pessoa do singular. Além disso, o restante da frase está em conformidade com a norma. A expressão "àqueles que pretendem ser humildes" está de acordo com o texto (parágrafo 5: "subestimar a própria capacidade… ser humilde não significa pensar menos de si").
Alternativa C — ❌ Incorreta
"A aceitação de que somos imperfeitos nos conduzem ao primeiro passo para se chegar à humildade intelectual."
O núcleo do sujeito é "A aceitação" (singular). O verbo conduzem está no plural. O correto é "nos conduz" — o verbo deve concordar com o sujeito. Erro: sujeito singular com verbo plural.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Podem haver, a curto prazo, bons resultados quando compartilhamos emoções autotranscendentes."
O verbo haver no sentido de existir é impessoal — não tem sujeito e fica sempre na 3ª pessoa do singular. O correto é "Pode haver". A forma podem haver é um erro clássico de concordância. Erro: flexão indevida do verbo impessoal haver.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Nos depoimentos, nota-se que os estudiosos se referem apenas a probabilidades quando se tratam dos que têm humildade intelectual."
O verbo tratar na expressão "tratar-se de" é impessoal: não varia, fica sempre no singular. O correto é "quando se trata de". A flexão se tratam está errada. Já nota-se está correto (sujeito oracional). Erro: flexão do verbo impessoal tratar-se.
Conclusão: A única alternativa que não apresenta desvio de concordância é a B. Memorize: sujeito oracional = verbo singular; haver existencial = singular; tratar-se de = singular; voz passiva sintética = verbo concorda com o sujeito.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.