O erro construtivo de Juliana
Gabarito: letra C. A perspectiva de Hoffmann (2018) vê o erro de Juliana como um ato inteligente e construtivo, pois ela buscou ativamente relacionar o termo desconhecido com outras palavras que já conhecia, aplicando o prefixo "des-" com o sentido de reversão. O texto indica que ela "definiu a palavra 'desmatamento' como des-matar, no sentido de tornar vivo novamente" e que isso é "análogo a 'despentear' ou 'desarrumar'". Isso demonstra uma tentativa de compreensão por analogia, o que, para Hoffmann, é positivo, pois revela um erro que impulsiona o aprendizado.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que é uma "falha na aprendizagem", sugerindo que Juliana está atrasada. O texto, porém, não apoia essa visão negativa; ao contrário, destaca o raciocínio analógico da aluna.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Atribui o erro a uma "lacuna no ensino", culpando o professor. O texto não menciona falha docente, e a perspectiva de Hoffmann valoriza o erro como parte do processo de aprendizagem, não como déficit de ensino.
Alternativa C — ✅ Correta
Conforme explicitado no texto, Juliana "buscou o estabelecimento de relações com outras palavras do seu vocabulário", o que é exatamente o que Hoffmann considera um ato inteligente. O erro é construtivo porque mostra tentativa de atribuir sentido.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Sugere que Juliana agiu com intenção estética ou poética. O texto afirma que ela foi "desafiada a explicar um termo que lhe era desconhecido" — não há indício de finalidade artística; foi uma tentativa genuína de compreensão.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Propõe uma conclusão generalizante sobre priorizar o ensino de português. O texto não discute políticas educacionais nem compara disciplinas; extrapola o tema.
Gabarito: letra C