Considere o trecho a seguir:• “No bairro pobre, menos de ruína, o espetáculo mais parece feito de interrupção: as linhas e as formas estão incompletas, não puderam se perfazer.” (2º parágrafo)Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma reescrita do trecho em conformidade com a norma-padrão e com as relações de sentido originais.
ANo bairro pobre, o espetáculo mais parece feito de interrupção do que de ruína: as linhas e as formas estão incompletas, pois não puderam se perfazer.
BNo bairro pobre, o espetáculo parece menos feito de interrupção que de ruína: as linhas e as formas estão incompletas, embora não puderam se perfazer.
CNo bairro pobre, o espetáculo que é feito de ruína parece interrupção: as linhas e as formas estão incompletas, à medida que não puderam se perfazer.
DNo bairro pobre, o espetáculo que parece ser ruína é interrupção: as linhas e as formas estão incompletas, portanto não puderam se perfazer.
ENo bairro pobre, o espetáculo embora pareça de interrupção é de ruína: as linhas e as formas estão incompletas, contanto que não puderam se perfazer.
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GabaritoA — No bairro pobre, o espetáculo mais parece feito de interrupção do que de ruína: as linhas e as formas estão incompletas, pois não puderam se perfazer.
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Reescrita do trecho “menos de ruína”
Gabarito: letra A. A única alternativa que mantém a comparação original (o espetáculo é mais interrupção do que ruína) e a relação causal (as formas estão incompletas porque não puderam se perfazer) é a A.
A passagem original diz:
“No bairro pobre, menos de ruína, o espetáculo mais parece feito de interrupção: as linhas e as formas estão incompletas, não puderam se perfazer.”
A expressão “menos de ruína” equivale a “em vez de ruína” ou “em menor grau que ruína”, e a locução “mais parece feito de interrupção” estabelece uma comparação: o espetáculo se assemelha mais à interrupção do que à ruína. Já os dois pontos (:) introduzem uma explicação causal: a incompletude decorre do fato de as linhas e formas não terem conseguido se completar.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A reescrita emprega corretamente a estrutura “mais … do que” para traduzir a comparação original, e substitui os dois pontos pela conjunção explicativa “pois”, que explicita a causalidade. A redação está conforme a norma-padrão e preserva integralmente o sentido do trecho.
“No bairro pobre, o espetáculo mais parece feito de interrupção do que de ruína: as linhas e as formas estão incompletas, pois não puderam se perfazer.”
Alternativa B — ❌ Incorreta
Inverte a comparação: “menos feito de interrupção que de ruína” – no original é o contrário. Além disso, usa “embora” (concessão), quando a relação é de causa e efeito. Erro:contradiz o texto (troca a comparação) e troca a relação lógica.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Cria uma estrutura diferente: “o espetáculo que é feito de ruína parece interrupção” – isso implica que o espetáculo é feito de ruína, o que o texto não afirma. A locução “à medida que” (proporcional) não traduz a causalidade. Erro:extrapola (acrescenta que o espetáculo é feito de ruína) e troca a relação causal.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que “o espetáculo que parece ser ruína é interrupção” – no original, o espetáculo parece interrupção, não ruína. Ademais, “portanto” (conclusão) inverte a causalidade: a incompletude é consequência de não terem se perfazer, mas no original a não realização é a causa. Erro:contradiz o texto (inverte a aparência) e troca a relação lógica.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Usa “embora pareça de interrupção é de ruína” – sentido oposto ao original. “Contanto que” (condição) não se aplica. Erro:contradiz o texto (inverte a comparação) e troca a relação lógica.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca a estrutura comparativa (menos/menos) e substitui a relação causal por concessão (embora), conclusão (portanto) ou condição (contanto que). A chave é verificar se a comparação e a causa foram mantidas.