Expressão "não raro" e "síndrome do céu azul" – sentido contextual
Gabarito: letra E. A expressão "não raro" equivale a "usualmente" (valor temporal de frequência), e "síndrome do céu azul" metaforiza a falsa sensação de que "está tudo sob controle", conforme a crítica do editorial à inércia estatal diante de desastres anunciados.
No último parágrafo, o autor denuncia a "miopia política" que sofre da "síndrome do céu azul" – uma referência à atitude de ignorar os riscos, como se o tempo estivesse sempre bom e nada de errado fosse acontecer. A expressão "não raro" (="não é raro", "com frequência") é um advérbio de tempo/frequência, equivalente a "usualmente" ou "frequentemente". A alternativa E é a única que acerta tanto o valor temporal de "não raro" quanto o sentido da síndrome: "está tudo sob controle", ou seja, a ilusão de que não há problemas.
Análise das alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta
Alternativa B — ❌ Incorreta
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Regularmente" sugere periodicidade, o que não é exato para "não raro" (este é "frequentemente", não "regularmente"). E "nada incomoda" é parcialmente próximo, mas a alternativa erra na classificação (conformidade em vez de tempo) e no sinônimo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Conclusão: a banca cobrou a interpretação contextual de duas expressões: o valor temporal de "não raro" e o sentido metafórico da "síndrome do céu azul". Somente a opção E atende corretamente aos dois aspectos.