Questão de Medicina — Farmacologia e Anestesiologia — VUNESP 2026
Medicina›Farmacologia e Anestesiologia
Código
vu116933
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Osasco - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Anestesista Plantonista
Criança de 4 anos será submetida à anestesia geral para correção cirúrgica de hérnia inguinal à direita. Para complementar a analgesia pós-operatória, foi realizado um bloqueio dos nervos ilioinguinal e ílio-hipogástrico.Nessa técnica de anestesia regional, o anestésico deve ser depositado logo abaixo da aponeurose do músculo
Aoblíquo interno.
Breto abdominal.
Coblíquo externo.
Dpiramidal abdominal.
Etransverso abdominal.
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GabaritoA — oblíquo interno.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Bloqueio dos nervos ilioinguinal e ílio-hipogástrico: anatomia e técnica
Gabarito: letra A. No bloqueio dos nervos ilioinguinal e ílio-hipogástrico, o anestésico local deve ser depositado logo abaixo da aponeurose do músculo oblíquo interno — é nesse plano que os nervos cursam, entre o oblíquo interno e o transverso do abdome. A alternativa correta é a A.
O bloqueio dos nervos ilioinguinal e ílio-hipogástrico é uma técnica de anestesia regional de condução, amplamente utilizada para analgesia pós-operatória em cirurgias de hérnia inguinal, orquidopexia e outras intervenções na região inguinal, especialmente em crianças. A eficácia do bloqueio depende da deposição precisa do anestésico no plano anatômico correto, onde esses nervos estão localizados.
Anatomicamente, os nervos ilioinguinal e ílio-hipogástrico originam-se do plexo lombar (raízes de L1, com contribuição de T12) e emergem entre os músculos da parede abdominal. Eles perfuram o músculo transverso do abdome e seguem entre este e o músculo oblíquo interno, próximo à espinha ilíaca ântero-superior. Nesse trajeto, os nervos ficam entre o oblíquo interno e o transverso do abdome, mas o ponto de referência clássico para o bloqueio é a deposição do anestésico logo abaixo da aponeurose do oblíquo interno — ou seja, no plano entre o oblíquo interno e o transverso. Essa é a descrição consagrada na literatura de anestesia regional e o que a banca cobra.
Na prática, o bloqueio é realizado com o paciente em decúbito dorsal, identificando-se a espinha ilíaca ântero-superior e o ponto médio entre ela e a cicatriz umbilical. A agulha é introduzida perpendicularmente à pele, e a deposição do anestésico é feita em dois planos: primeiro, abaixo da aponeurose do oblíquo externo (para bloquear o ramo ilio-hipogástrico) e, depois, abaixo da aponeurose do oblíquo interno (para bloquear o ilioinguinal). A injeção abaixo da aponeurose do oblíquo interno é o passo decisivo para o sucesso do bloqueio, pois é nesse plano que os nervos estão mais próximos da superfície e a difusão do anestésico atinge ambos os nervos.
A confusão mais comum nessa questão é pensar que o anestésico deve ser depositado abaixo da aponeurose do oblíquo externo, que é o músculo mais superficial da parede abdominal. No entanto, o oblíquo externo é o primeiro músculo a ser atravessado pela agulha, e a deposição nesse plano não alcança os nervos, que estão mais profundos. O oblíquo interno é o músculo intermediário, e é abaixo de sua aponeurose que os nervos ilioinguinal e ílio-hipogástrico cursam, tornando esse o plano correto para o bloqueio.
Guarde a sequência das camadas da parede abdominal: pele, tela subcutânea, aponeurose do oblíquo externo, oblíquo interno, transverso do abdome e fáscia transversal. Os nervos ilioinguinal e ílio-hipogástrico estão entre o oblíquo interno e o transverso, mas o ponto de injeção clássico é logo abaixo da aponeurose do oblíquo interno. É exatamente essa distinção que separa a alternativa correta das demais.
Bloqueio ilioinguinal/ílio-hipogástrico
1Alvo: nervos entre oblíquo interno e transverso
2Ponto de injeção
abaixo da aponeurose do oblíquo interno
3Camadas da parede abdominal (PEOT)
Pele
Tela subcutânea
Oblíquo externo (superficial)
Oblíquo interno (intermediário)
Transverso (profundo)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O anestésico deve ser depositado logo abaixo da aponeurose do músculo oblíquo interno. Essa é a descrição clássica da técnica, pois é nesse plano que os nervos ilioinguinal e ílio-hipogástrico cursam, entre o oblíquo interno e o transverso do abdome. A injeção nesse local permite que o anestésico difunda-se ao redor dos nervos, bloqueando a condução dos impulsos dolorosos da região inguinal. A alternativa está correta e é o gabarito da questão.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O músculo reto abdominal é um músculo vertical da parede anterior do abdome, localizado medialmente, e não está relacionado ao trajeto dos nervos ilioinguinal e ílio-hipogástrico. Esses nervos cursam lateralmente, na região inguinal, e o bloqueio é realizado nessa área, não na região do reto abdominal. A deposição do anestésico abaixo da aponeurose do reto abdominal não alcançaria os nervos alvo, tornando a alternativa incorreta.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O músculo oblíquo externo é o mais superficial dos músculos da parede abdominal. A deposição do anestésico logo abaixo de sua aponeurose não atinge os nervos ilioinguinal e ílio-hipogástrico, que estão mais profundos, entre o oblíquo interno e o transverso. Essa é a armadilha clássica da questão: o oblíquo externo é o primeiro músculo atravessado pela agulha, mas o bloqueio eficaz exige a injeção abaixo do oblíquo interno. Portanto, a alternativa está incorreta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O músculo piramidal abdominal é um pequeno músculo triangular localizado na região inferior da parede anterior do abdome, anterior ao reto abdominal. Ele não tem relação com o trajeto dos nervos ilioinguinal e ílio-hipogástrico, que cursam lateralmente, na região inguinal. A deposição do anestésico abaixo da aponeurose do piramidal não alcançaria os nervos alvo, tornando a alternativa incorreta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O músculo transverso abdominal é o mais profundo dos músculos da parede abdominal. Os nervos ilioinguinal e ílio-hipogástrico cursam entre o oblíquo interno e o transverso, mas a deposição do anestésico logo abaixo da aponeurose do transverso seria profunda demais e não é a descrição clássica da técnica. O ponto de referência para o bloqueio é a aponeurose do oblíquo interno, que é o plano intermediário. Portanto, a alternativa está incorreta.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre os músculos oblíquo externo e oblíquo interno. O oblíquo externo é o mais superficial, e o candidato pode pensar que o anestésico deve ser depositado abaixo de sua aponeurose, mas os nervos estão mais profundos, entre o oblíquo interno e o transverso. A injeção abaixo do oblíquo interno é o passo decisivo para o sucesso do bloqueio. Com treino, você enxerga essa troca de longe 💪
PEGA ESSA DICA!
Para memorizar a sequência das camadas da parede abdominal, use o mnemônico PEOT (Pele, tela subcutânea, oblíquo Externo, Oblíquo interno, Transverso). Os nervos ilioinguinal e ílio-hipogástrico estão entre o oblíquo interno e o transverso, mas o ponto de injeção é logo abaixo da aponeurose do oblíquo interno. Na prova, identifique o músculo intermediário e marque a alternativa correspondente.