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Questão de Medicina — Pneumologia — VUNESP 2026

MedicinaPneumologia
Código
vu117030
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Osasco - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Pneumologista Infantil Plantonista
Leia o texto a seguir:Um inquérito realizado recentemente no Brasil mostrou que apenas 12,3% dos asmáticos estão com a doença controlada e apenas 32% aderem ao tratamento.(Disponível em: https://www.apm.org.br/asma-doenca-nao-e-sazonal-epode-ser-grave/, 06.05.2025)Na atualização do GINA 2025, algumas mudanças foram feitas no manejo do primeiro atendimento na urgência pediátrica de crianças entre 6 a 11 anos de idade.Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma dessas mudanças do GINA 2025.
  1. APriorizar o acesso venoso para corticoterapia em todos os pacientes.
  2. BRealizar os ciclos de resgate com corticoide inalatório + beta2-agonista de longa duração.
  3. CRealizar raio-X de tórax e coleta de gasometria arterial em pacientes com gravidade leve.
  4. DManter indicação de ipratrópio + beta2-agonista de curta duração + oxigênio nas crises moderadas/ graves.
  5. ERealizar internação ou observação hospitalar, independentemente da gravidade da crise, pelo risco de deterioração clínica.
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GabaritoD — Manter indicação de ipratrópio + beta2-agonista de curta duração + oxigênio nas crises moderadas/ graves.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Manejo da crise de asma na urgência pediátrica: atualização GINA 2025

Gabarito: letra D. A atualização do GINA 2025 mantém a indicação de ipratrópio + beta2-agonista de curta duração (SABA) + oxigênio no tratamento das crises moderadas a graves em crianças de 6 a 11 anos, sendo essa a conduta que permaneceu como pilar do manejo agudo. As demais alternativas trazem condutas que não correspondem às recomendações atuais, seja por exagerar na indicação de exames, por trocar a medicação de resgate ou por generalizar a necessidade de internação.

O manejo da exacerbação asmática na urgência pediátrica segue uma lógica escalonada, baseada na gravidade da crise. O primeiro passo é a avaliação clínica (frequência respiratória, uso de musculatura acessória, saturação de oxigênio, capacidade de falar) para classificar a crise em leve, moderada ou grave. A partir dessa classificação, define-se a conduta: nas crises moderadas e graves, a combinação de broncodilatador de curta duração (SABA) com anticolinérgico (ipratrópio) é recomendada por potencializar a broncodilatação, reduzir a necessidade de internação e melhorar a função pulmonar. O oxigênio é administrado para manter a saturação acima de 92-94%. Essa tríade — SABA + ipratrópio + O2 — é o tratamento de primeira linha para crises moderadas a graves, conforme as diretrizes do GINA e da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

A atualização do GINA 2025 trouxe mudanças importantes, mas não alterou esse pilar. As principais mudanças recentes envolvem a ênfase no uso de corticoide inalatório (CI) associado ao SABA como medicação de resgate (em vez de SABA isolado) no tratamento de manutenção, e a recomendação de não usar SABA isolado como única terapia de resgate. No entanto, na crise aguda moderada/grave, o SABA continua sendo o broncodilatador de escolha, e o ipratrópio é adicionado justamente por seu efeito broncodilatador adicional. O corticoide sistêmico (oral ou endovenoso) é indicado precocemente nas crises moderadas a graves, mas não substitui o broncodilatador inalatório.

É importante distinguir o tratamento de manutenção da asma (cuidado crônico) do tratamento da crise aguda (urgência). No cuidado crônico, o GINA 2025 recomenda o uso de CI + formoterol (ou CI + SABA) como medicação de resgate, em vez de SABA isolado. Já na crise aguda, o manejo é diferente: o SABA em altas doses, associado ao ipratrópio, é a base do tratamento, e o corticoide sistêmico é adicionado para reduzir a inflamação. A alternativa B confunde esses dois cenários ao sugerir "corticoide inalatório + beta2-agonista de longa duração" como ciclo de resgate na urgência — isso não é a conduta para crise aguda.

A pegadinha central desta questão é a confusão entre o tratamento de manutenção (que mudou no GINA 2025) e o tratamento da crise aguda (que permaneceu essencialmente o mesmo). O aluno que estudou as mudanças do GINA 2025 pode ser levado a pensar que o SABA isolado foi abolido também na crise, mas não foi: na urgência, o SABA continua sendo o broncodilatador de primeira linha, e o ipratrópio é um adjuvante valioso nas crises moderadas a graves. A alternativa D é a única que reflete corretamente essa conduta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o tratamento de manutenção da asma (que mudou no GINA 2025, com uso de CI + formoterol como resgate) e o tratamento da crise aguda na urgência (que mantém SABA + ipratrópio + O2). O candidato que decorou as mudanças do GINA pode achar que o SABA foi abolido também na crise, mas não foi — na urgência, o SABA continua sendo o broncodilatador de primeira linha, e o ipratrópio é adicionado nas crises moderadas a graves.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Priorizar o acesso venoso para corticoterapia em todos os pacientes é uma conduta excessiva. O corticoide sistêmico é indicado nas crises moderadas a graves, mas a via oral é preferível quando o paciente tolera, e o acesso venoso não é necessário em todos os casos. A via inalatória (SABA + ipratrópio) é a prioridade no atendimento inicial, e o corticoide pode ser administrado por via oral na maioria dos casos. A alternativa erra ao generalizar a necessidade de acesso venoso.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Realizar ciclos de resgate com corticoide inalatório + beta2-agonista de longa duração (LABA) não é a conduta para crise aguda na urgência. Essa combinação é usada no tratamento de manutenção da asma (como o CI + formoterol), não no manejo da exacerbação aguda. Na crise, o broncodilatador de escolha é o SABA (curta duração), e o LABA não é recomendado como medicação de resgate na urgência. A alternativa confunde o tratamento crônico com o agudo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Realizar raio-X de tórax e gasometria arterial em pacientes com gravidade leve é uma conduta desproporcional. O raio-X de tórax é indicado apenas quando há suspeita de complicações (pneumotórax, pneumonia, atelectasia) ou quando o paciente não responde ao tratamento inicial. A gasometria arterial é reservada para crises graves ou com deterioração clínica, não para crises leves. A alternativa erra ao indicar exames invasivos e desnecessários para gravidade leve.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Manter a indicação de ipratrópio + beta2-agonista de curta duração (SABA) + oxigênio nas crises moderadas/graves é a conduta correta e mantida pelo GINA 2025. O ipratrópio (anticolinérgico) potencializa a broncodilatação do SABA, reduz a necessidade de internação e melhora a função pulmonar. O oxigênio é administrado para manter a saturação adequada. Essa tríade é o tratamento de primeira linha para crises moderadas a graves, e a atualização do GINA não a alterou.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Realizar internação ou observação hospitalar independentemente da gravidade da crise é uma conduta excessiva e contrária às recomendações. A decisão de internar ou observar deve ser baseada na resposta ao tratamento inicial, na gravidade da crise e nos fatores de risco do paciente. Crises leves podem ser manejadas em casa ou com observação breve, sem necessidade de internação. A alternativa erra ao generalizar a necessidade de internação para todos os casos.

Gabarito: letra D — a única alternativa que reflete corretamente a conduta mantida pelo GINA 2025 para o manejo da crise moderada/grave na urgência pediátrica.

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