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Questão de Medicina — Pneumologia — VUNESP 2026

MedicinaPneumologia
Código
vu117056
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Osasco - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Pneumologista Plantonista
Quanto a pneumonias adquiridas em comunidade, pode-se afirmar que
  1. AHaemophilus influenzae é o agente bacteriano mais comum em pacientes diabéticos.
  2. Bmacrolídeo cobre apenas pneumonias não complicadas como agentes atípicos.
  3. Cpara tratamento de pneumonia bacteriana em diabéticos, recomendam-se 1 betalactâmico e 1 quinolona respiratória.
  4. Dopção de tratamento para pacientes com comorbidades, e não internados em enfermaria, são as cefalosporinas.
  5. Epacientes com PAC internados em UTI devem receber tazobactam.
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GabaritoC — para tratamento de pneumonia bacteriana em diabéticos, recomendam-se 1 betalactâmico e 1 quinolona respiratória.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Pneumonia adquirida na comunidade (PAC): tratamento e agentes etiológicos

Gabarito: letra C. Para o tratamento de pneumonia bacteriana em pacientes diabéticos, as diretrizes recomendam a associação de um betalactâmico com uma quinolona respiratória, pois o diabetes é uma comorbidade que aumenta o risco de desfechos desfavoráveis e exige cobertura ampliada. As demais alternativas apresentam erros conceituais ou de conduta, como veremos a seguir.

A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é uma infecção aguda do parênquima pulmonar que acomete indivíduos fora do ambiente hospitalar ou nas primeiras 48 horas após a admissão. O agente bacteriano mais frequente em todas as formas de apresentação é o Streptococcus pneumoniae, seguido por Haemophilus influenzae, Mycoplasma pneumoniae, Chlamydophila pneumoniae e Legionella sp. A escolha do tratamento empírico depende da gravidade, da presença de comorbidades e do local de tratamento (ambulatorial, enfermaria ou UTI).

Para pacientes ambulatoriais de baixo risco, sem comorbidades, recomenda-se monoterapia com amoxicilina ou macrolídeo (azitromicina ou claritromicina). Já para pacientes com comorbidades (como diabetes, DPOC, insuficiência cardíaca, hepatopatia) ou com mais de 50 anos, que necessitam de internação em enfermaria, a conduta indicada é a terapia combinada com betalactâmico (ceftriaxona, cefotaxima ou ampicilina/sulbactam) associado a um macrolídeo, ou monoterapia com quinolona respiratória (levofloxacino, moxifloxacino). Em pacientes graves, internados em UTI, a recomendação é terapia combinada com betalactâmico e macrolídeo ou quinolona respiratória, sempre considerando fatores de risco para Pseudomonas aeruginosa ou MRSA.

A alternativa C está correta porque, em pacientes diabéticos, a presença de comorbidade justifica a cobertura dupla com betalactâmico e quinolona respiratória, conforme as diretrizes ATS/IDSA. As demais alternativas contêm erros: a letra A troca o agente mais comum (que é o pneumococo), a letra B subestima a cobertura dos macrolídeos, a letra D generaliza o uso de cefalosporinas e a letra E restringe o tazobactam a todos os pacientes de UTI, sem considerar a necessidade de cobertura para Pseudomonas.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o agente etiológico mais comum da PAC (pneumococo) e o Haemophilus influenzae, que é mais associado a exacerbações de DPOC. Além disso, a letra E sugere que todo paciente de UTI deve receber tazobactam, mas isso só se aplica quando há fatores de risco para Pseudomonas — a maioria dos pacientes de UTI recebe betalactâmico + macrolídeo ou quinolona.

PAC: tratamento empírico
  • 1Ambulatorial baixo risco
    • Sem comorbidades
      • Amoxicilina ou macrolídeo
    • Com comorbidades (diabetes, DPOC)
      • Betalactâmico + macrolídeo
      • Ou quinolona respiratória
  • 2Enfermaria
    • Betalactâmico + macrolídeo
    • Ou quinolona respiratória
  • 3UTI
    • Betalactâmico + macrolídeo
    • Ou quinolona respiratória
    • Tazobactam só se risco de Pseudomonas
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O Haemophilus influenzae não é o agente bacteriano mais comum em pacientes diabéticos. O agente mais frequente em todas as formas de PAC é o Streptococcus pneumoniae. O H. influenzae é um patógeno relevante, mas ocupa posição secundária, sendo mais associado a exacerbações de DPOC e a pacientes com comorbidades respiratórias. A alternativa erra ao atribuir a ele a primazia em diabéticos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A afirmação de que macrolídeo cobre apenas pneumonias não complicadas como agentes atípicos é incorreta. Os macrolídeos (azitromicina, claritromicina) têm atividade contra bactérias atípicas (Mycoplasma, Chlamydophila, Legionella), mas também contra o pneumococo e outros agentes típicos. Eles são opção de monoterapia para PAC ambulatorial de baixo risco, e também são usados em combinação com betalactâmico em pacientes internados, inclusive nos graves. A cobertura não se restringe a "pneumonias não complicadas".

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Para tratamento de pneumonia bacteriana em diabéticos, recomenda-se a associação de 1 betalactâmico e 1 quinolona respiratória. O diabetes é uma comorbidade que aumenta o risco de desfechos desfavoráveis, e as diretrizes indicam terapia combinada ou monoterapia com quinolona respiratória para esses pacientes, especialmente se internados. A combinação betalactâmico + quinolona é uma das opções válidas, conforme as diretrizes ATS/IDSA.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A opção de tratamento para pacientes com comorbidades, e não internados em enfermaria, não são as cefalosporinas isoladamente. Para pacientes com comorbidades que necessitam de internação, a recomendação é terapia combinada com betalactâmico (que pode ser uma cefalosporina como ceftriaxona) associado a macrolídeo, ou monoterapia com quinolona respiratória. A alternativa sugere cefalosporinas como opção única, o que não é a conduta padrão, pois não cobre adequadamente os agentes atípicos.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Pacientes com PAC internados em UTI não devem receber tazobactam de rotina. O tazobactam (associado à piperacilina) é reservado para casos com fatores de risco para Pseudomonas aeruginosa ou outros bacilos Gram-negativos resistentes. Para a maioria dos pacientes de UTI, sem esses fatores, a recomendação é betalactâmico (ceftriaxona, cefotaxima, ampicilina/sulbactam) associado a macrolídeo ou quinolona respiratória. A alternativa generaliza indevidamente o uso de tazobactam.

Gabarito: letra C

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