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Questão de Medicina — Clínica Médica Humana — VUNESP 2026

MedicinaClínica Médica Humana
Código
vu117062
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Osasco - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Pneumologista Plantonista
Quanto à avaliação do risco cirúrgico cardiopulmonar, pode-se afirmar que
  1. Ase indica a espirometria no pré-operatório de toda cirurgia torácica se o paciente for portador de pneumopatia ou de sintomas respiratórios crônicos.
  2. Ba radiografia de tórax é indispensável para avaliação pré-operatória com ou sem indício de pneumonia, mesmo em caso de asma leve e controlada.
  3. Cprocedimentos urológicos, retroperitoniais, em pacientes com DPOC estágio 2 ou 3, indica-se anestesia geral.
  4. Do tabagismo está associado à maior taxa de complicação pós-operatória, somente nos pacientes com DPOC.
  5. Esão considerados riscos cardiorrespiratórios intermediários: idade avançada e ECG anormal.
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GabaritoA — se indica a espirometria no pré-operatório de toda cirurgia torácica se o paciente for portador de pneumopatia ou de sintomas respiratórios crônicos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Avaliação do risco cirúrgico cardiopulmonar

Gabarito: letra A. A espirometria está indicada no pré-operatório de cirurgia torácica quando o paciente tem pneumopatia ou sintomas respiratórios crônicos, pois esses fatores elevam o risco de complicações pulmonares e a prova de função pulmonar ajuda a predizer a função pulmonar pós-operatória. As demais alternativas erram ao generalizar indicações de exames, associar tabagismo apenas à DPOC ou classificar incorretamente os riscos cardiorrespiratórios.

A avaliação do risco cirúrgico cardiopulmonar é uma etapa essencial do pré-operatório, especialmente em cirurgias torácicas, onde a função pulmonar é diretamente afetada. O objetivo é identificar pacientes com maior probabilidade de complicações respiratórias e cardíacas no pós-operatório, permitindo otimização clínica e planejamento anestésico adequado. A anamnese e o exame físico são o ponto de partida, e os exames complementares — como espirometria, radiografia de tórax e ECG — são solicitados seletivamente, com base em condições clínicas específicas, e não de forma rotineira para todos os pacientes.

A espirometria, ou prova de função pulmonar (PFP), mede volumes e capacidades pulmonares, como VEF1 (volume expiratório forçado no primeiro segundo) e CVF (capacidade vital forçada). Em cirurgias de ressecção pulmonar, a PFP é essencial para estimar a função pulmonar pós-operatória e decidir se o paciente tolerará a perda de parênquima. Em pacientes com pneumopatia ou sintomas respiratórios crônicos, a espirometria pré-operatória é indicada para avaliar a gravidade da doença e otimizar o tratamento antes da cirurgia. Para pacientes assintomáticos, geralmente não há necessidade de radiografias de tórax pré-operatórias ou testes de função pulmonar.

A radiografia de tórax, por sua vez, não é indispensável em todos os casos. Ela é solicitada quando há suspeita de doença pulmonar ativa, como pneumonia, ou em pacientes com sintomas respiratórios. Em asma leve e controlada, sem sintomas atuais, a radiografia de tórax não é obrigatória. O tabagismo é um fator de risco para complicações pós-operatórias em todos os pacientes, não apenas naqueles com DPOC. Fumar dentro de 8 semanas após a cirurgia aumenta o risco de complicações pulmonares. A classificação dos riscos cardiorrespiratórios em intermediários inclui fatores como idade avançada e ECG anormal, mas essa classificação é mais específica e não se aplica de forma genérica.

A pegadinha da banca está em generalizar indicações de exames e associar fatores de risco a condições específicas. A alternativa A é a única que reflete a prática clínica baseada em evidências, indicando a espirometria seletivamente para pacientes com pneumopatia ou sintomas respiratórios crônicos em cirurgia torácica. As demais alternativas contêm erros conceituais ou de indicação.

Avaliação do risco cirúrgico cardiopulmonar
  • 1Espirometria (PFP)
    • Indicada
      • pneumopatia ou sintomas respiratórios crônicos
    • Não rotineira em assintomáticos
  • 2Radiografia de tórax
    • Suspeita de doença pulmonar ativa
    • Não obrigatória em asma leve controlada
  • 3Tabagismo
    • Risco de complicações em todos os pacientes
  • 4Riscos cardiorrespiratórios
    • Idade avançada
    • ECG anormal
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A espirometria está indicada no pré-operatório de cirurgia torácica quando o paciente tem pneumopatia ou sintomas respiratórios crônicos. Isso porque a PFP ajuda a predizer a função pulmonar pós-operatória e a identificar pacientes com maior risco de complicações. Em pacientes assintomáticos, não há necessidade de PFP de rotina. A alternativa está correta ao especificar a indicação seletiva da espirometria.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A radiografia de tórax não é indispensável para avaliação pré-operatória em todos os casos. Em asma leve e controlada, sem sintomas atuais, a radiografia de tórax não é obrigatória. A radiografia é indicada quando há suspeita de doença pulmonar ativa, como pneumonia, ou em pacientes com sintomas respiratórios. A alternativa erra ao generalizar a indicação do exame.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Procedimentos urológicos, retroperitoniais, em pacientes com DPOC estágio 2 ou 3, não indicam necessariamente anestesia geral. A escolha da técnica anestésica depende de vários fatores, incluindo a extensão da cirurgia, a função pulmonar do paciente e a preferência do anestesiologista. A alternativa erra ao afirmar que a anestesia geral é indicada de forma obrigatória.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O tabagismo está associado a maior taxa de complicação pós-operatória em todos os pacientes, não apenas naqueles com DPOC. Fumar dentro de 8 semanas após a cirurgia aumenta o risco de complicações pulmonares. A alternativa erra ao restringir o risco ao grupo com DPOC.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Idade avançada e ECG anormal são considerados fatores de risco cardiorrespiratórios, mas não são classificados como riscos intermediários de forma genérica. A classificação dos riscos é mais específica e depende do contexto clínico. A alternativa erra ao simplificar a classificação.

Gabarito: letra A

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