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Questão de Medicina — Nefrologia — VUNESP 2026

MedicinaNefrologia
Código
vu117135
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Osasco - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Socorrista Plantonista
Homem de 50 anos apresenta cisto cortical renal com paredes regulares, fina septação interna e calcificação parietal de aspecto nodular irregular evidenciado no exame de tomografia. Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, a classificação de Bosniak para cistos renais e a conduta.
  1. ABosniak I; expectante.
  2. BBosniak II; expectante.
  3. CBosniak IIF; controle seriado (ressonância magnética / tomografia computadorizada) em 6 meses.
  4. DBosniak III; excisão cirúrgica.
  5. EBosniak IV; expectante.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Bosniak IIF; controle seriado (ressonância magnética / tomografia computadorizada) em 6 meses.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Cistos renais complexos: classificação de Bosniak e conduta

Gabarito: letra C. O cisto descrito — paredes regulares, fina septação interna e calcificação parietal nodular irregular — corresponde à categoria Bosniak IIF, cuja conduta é o controle seriado por imagem (TC ou RM) em 6 meses, conforme a classificação de Bosniak e as diretrizes de manejo de massas císticas renais.

A classificação de Bosniak, introduzida em 1986 e revisada desde então, é o principal sistema para estratificar o risco de malignidade de cistos renais complexos com base em achados de tomografia computadorizada (TC) trifásica. Ela divide os cistos em cinco categorias (I, II, IIF, III e IV), cada uma com características de imagem específicas e uma conduta correspondente. O objetivo é distinguir lesões benignas, que não exigem tratamento, daquelas com risco significativo de carcinoma de células renais, que demandam intervenção.

A categoria IIF (F de follow-up, acompanhamento) foi criada para lesões que são mais complicadas que as da categoria II, mas que ainda não apresentam características francamente malignas. Os achados típicos incluem múltiplos septos finos, espessamento liso mínimo da parede ou dos septos, e calcificações que podem ser espessas e nodulares — exatamente o que o enunciado descreve: "fina septação interna e calcificação parietal de aspecto nodular irregular". O risco de malignidade varia de 0 a 38% (algumas fontes citam 3 a 10%), o que justifica o acompanhamento radiológico seriado em vez de cirurgia imediata.

Na prática, a conduta para cada categoria é:

Categoria

Características principais

Conduta

I

Cisto simples, parede fina, sem septos, calcificações ou componentes sólidos

Nenhuma (benigno)

II

Poucos septos finos, pequenas calcificações ou calcificação ligeiramente espessa em curto segmento

Nenhuma (benigno)

IIF

Múltiplos septos finos, espessamento liso mínimo, calcificações espessas e nodulares

Controle seriado (TC/RM) em 6 meses

III

Paredes ou septos espessos, irregulares ou lisos, com realce

Excisão cirúrgica (risco ~50%)

IV

Componentes de tecido mole com realce, adjacentes ou independentes da parede/septo

Excisão cirúrgica (risco 85-100%)

A pegadinha da questão está em diferenciar a categoria IIF da II e da III. A presença de calcificação nodular irregular é o que eleva o cisto de II para IIF, pois na categoria II as calcificações são pequenas ou em curto segmento ligeiramente espesso. Já a categoria III exige espessamento irregular ou realce, o que não está descrito no enunciado. Portanto, a classificação correta é IIF, e a conduta é o acompanhamento seriado.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre as categorias II e IIF. A calcificação nodular irregular é o diferencial: na categoria II, as calcificações são pequenas ou lineares; na IIF, podem ser espessas e nodulares. O candidato que memoriza apenas "septos finos = II" erra, pois a presença de calcificação nodular irregular eleva a classificação para IIF, exigindo acompanhamento.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Bosniak I; expectante. A categoria I corresponde a cisto simples, com parede fina e ausência de septos, calcificações ou componentes sólidos. O enunciado descreve septação interna e calcificação, o que exclui a categoria I. A conduta expectante seria correta para Bosniak I, mas a classificação está errada.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Bosniak II; expectante. A categoria II permite poucos septos finos e pequenas calcificações, mas a calcificação nodular irregular descrita é característica da categoria IIF. A conduta expectante (sem acompanhamento) é inadequada para IIF, que exige controle seriado.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Bosniak IIF; controle seriado (ressonância magnética / tomografia computadorizada) em 6 meses. A descrição — paredes regulares, fina septação interna e calcificação parietal nodular irregular — é típica da categoria IIF. A conduta recomendada é o acompanhamento por imagem em 6 meses, pois o risco de malignidade é intermediário (0-38%).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Bosniak III; excisão cirúrgica. A categoria III exige paredes ou septos espessos, irregulares ou lisos, com realce na TC. O enunciado descreve paredes regulares e septos finos, sem realce, o que não se enquadra em III. A excisão cirúrgica seria indicada para III ou IV, mas a classificação está incorreta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Bosniak IV; expectante. A categoria IV é caracterizada por componentes de tecido mole com realce, adjacentes ou independentes da parede ou do septo. O enunciado não descreve esses componentes. Além disso, a conduta expectante é totalmente inadequada para IV, que tem risco de malignidade de 85-100% e exige excisão cirúrgica.

Gabarito: letra C — Bosniak IIF, com controle seriado em 6 meses.

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