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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — VUNESP 2026

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
vu117138
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Osasco - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Socorrista Plantonista
O exame morfológico de 20 semanas de gestação evidencia assimetria das câmaras cardíacas, com cavidade ventricular cardíaca esquerda reduzida e hipoplasia da válvula mitral. Qual é o diagnóstico para esse caso?
  1. ATransposição de grandes vasos.
  2. BTetralogia de Fallot.
  3. CDefeito do septo atrioventricular.
  4. DHipoplasia do coração esquerdo.
  5. EAtresia pulmonar.
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GabaritoD — Hipoplasia do coração esquerdo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Hipoplasia do coração esquerdo: diagnóstico na ultrassonografia morfológica

Gabarito: letra D. O quadro descrito — assimetria das câmaras cardíacas com cavidade ventricular esquerda reduzida e hipoplasia da valva mitral — é a tríade clássica da síndrome de hipoplasia do coração esquerdo (SHCE), uma cardiopatia congênita grave em que o lado esquerdo do coração (átrio, ventrículo, valva mitral e aorta) não se desenvolve adequadamente. O diagnóstico é feito pela ultrassonografia morfológica do segundo trimestre, que evidencia exatamente essas alterações estruturais.

A síndrome de hipoplasia do coração esquerdo é uma das cardiopatias congênitas mais graves e de pior prognóstico, caracterizada pelo subdesenvolvimento das estruturas do coração esquerdo. No feto, o sangue que chega ao átrio esquerdo precisa cruzar o forame oval para o átrio direito, e o ventrículo direito acaba sendo o responsável por bombear o sangue para a circulação sistêmica através do canal arterial. Essa fisiologia fetal explica por que o feto consegue sobreviver até o nascimento, mas o recém-nascido depende da manutenção do canal arterial para sobreviver até a correção cirúrgica.

O diagnóstico pré-natal é fundamental porque permite o planejamento do parto em centro terciário com cirurgia cardíaca pediátrica disponível. A ultrassonografia morfológica de 20 semanas (realizada idealmente entre 18 e 24 semanas) é o exame de rastreamento, e o ecocardiograma fetal confirma o diagnóstico. Os achados ecocardiográficos típicos incluem: ventrículo esquerdo pequeno e não funcionante, valva mitral hipoplásica ou atrésica, aorta ascendente hipoplásica e, frequentemente, forame oval restritivo.

A distinção entre as cardiopatias congênitas listadas nas alternativas é essencial, pois cada uma tem características morfológicas próprias que as diferenciam no exame de imagem. A transposição de grandes vasos cursa com ventrículos bem formados, mas com discordância ventrículo-arterial; a tetralogia de Fallot apresenta comunicação interventricular, estenose pulmonar, dextroposição da aorta e hipertrofia ventricular direita; o defeito do septo atrioventricular envolve comunicação entre todas as quatro câmaras; e a atresia pulmonar compromete a via de saída do ventrículo direito. Nenhuma dessas condições apresenta a hipoplasia do ventrículo esquerdo e da valva mitral como achado central.

A pegadinha desta questão está em reconhecer que o achado "cavidade ventricular esquerda reduzida" é o dado mais específico e decisivo. Enquanto as outras alternativas envolvem defeitos que podem coexistir com ventrículos de tamanho normal ou aumentado, a SHCE é a única em que o ventrículo esquerdo é estruturalmente pequeno desde o início. A hipoplasia da valva mitral reforça o diagnóstico, pois essa valva é a via de entrada do ventrículo esquerdo — se ela não se desenvolve, o ventrículo também não se desenvolve.

Guarde o critério que separa as alternativas: a presença de hipoplasia do ventrículo esquerdo associada à hipoplasia da valva mitral aponta diretamente para a síndrome de hipoplasia do coração esquerdo, enquanto as demais opções apresentam outras alterações morfológicas predominantes.

1Hipoplasia do coração esquerdo (SHCE)
Ventrículo esquerdo reduzido
Valva mitral hipoplásica
Aorta ascendente hipoplásica
2Transposição de grandes vasos
Ventrículos bem formados
Discordância ventrículo-arterial
3Tetralogia de Fallot
CIV + estenose pulmonar
Dextroposição da aorta
Hipertrofia ventricular direita
4Defeito do septo atrioventricular
Comunicação entre as 4 câmaras
Valva AV única ou fendida
5Atresia pulmonar
Obstrução da via de saída do VD
Ventrículo direito hipoplásico
Cardiopatias congênitas
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Cardiopatias congênitas: Hipoplasia do coração esquerdo (SHCE) (Ventrículo esquerdo reduzido, Valva mitral hipoplásica, Aorta ascendente hipoplásica); Transposição de grandes vasos (Ventrículos bem formados, Discordância ventrículo-arterial); Tetralogia de Fallot (CIV + estenose pulmonar, Dextroposição da aorta, Hipertrofia ventricular direita); Defeito do septo atrioventricular (Comunicação entre as 4 câmaras, Valva AV única ou fendida); Atresia pulmonar (Obstrução da via de saída do VD, Ventrículo direito hipoplásico)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A transposição de grandes vasos (TGV) é uma cardiopatia cianótica em que há discordância entre os ventrículos e as grandes artérias: a aorta origina-se do ventrículo direito e a artéria pulmonar do ventrículo esquerdo. Nessa condição, os ventrículos são morfologicamente normais e bem formados — não há hipoplasia do ventrículo esquerdo nem da valva mitral. O achado central da TGV é a relação anômala entre as grandes artérias, não a assimetria das câmaras ventriculares.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A tetralogia de Fallot é caracterizada por quatro alterações: comunicação interventricular, estenose da via de saída do ventrículo direito, dextroposição da aorta (cavalgamento) e hipertrofia ventricular direita. O ventrículo esquerdo não é hipoplásico nessa condição; pelo contrário, a hipertrofia é do ventrículo direito. A valva mitral também não é afetada. O quadro descrito no enunciado não corresponde a nenhuma das quatro alterações da tetralogia.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O defeito do septo atrioventricular (DSAV) envolve comunicação entre átrios e ventrículos, com valva atrioventricular única ou fendida. Embora possa haver assimetria das câmaras, o achado típico é a comunicação entre as quatro câmaras cardíacas, e não a hipoplasia isolada do ventrículo esquerdo com valva mitral hipoplásica. No DSAV, as valvas atrioventriculares são anormais, mas não hipoplásicas, e o ventrículo esquerdo geralmente tem tamanho normal ou aumentado.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A síndrome de hipoplasia do coração esquerdo (SHCE) é exatamente o que o enunciado descreve: assimetria das câmaras cardíacas com cavidade ventricular esquerda reduzida e hipoplasia da valva mitral. É uma cardiopatia congênita grave em que o ventrículo esquerdo, a valva mitral, o átrio esquerdo e a aorta ascendente são subdesenvolvidos. O diagnóstico pré-natal pela ultrassonografia morfológica de 20 semanas é fundamental para o planejamento do parto e da cirurgia neonatal.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A atresia pulmonar é uma cardiopatia em que há obstrução completa da via de saída do ventrículo direito, com ausência de continuidade entre o ventrículo direito e a artéria pulmonar. O ventrículo direito é tipicamente hipoplásico, mas o ventrículo esquerdo e a valva mitral são normais. O enunciado descreve hipoplasia do ventrículo esquerdo, o que aponta para o lado esquerdo do coração, não para a via de saída do ventrículo direito.

Gabarito: letra D — a síndrome de hipoplasia do coração esquerdo é a única alternativa que explica a assimetria das câmaras com ventrículo esquerdo reduzido e valva mitral hipoplásica.

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