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Questão de Medicina — Urologia — VUNESP 2026

MedicinaUrologia
Código
vu117166
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Osasco - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Urologista Plantonista
Paciente masculino, 25 anos, dá entrada em pronto socorro com queixa de aumento de volume abdominal e inapetência. Ao exame clínico, massa abdominal fixa desde a pelve até o rebordo costal esquerdo. Ao exame genital, testículo esquerdo endurecido e aumentado, indolor à palpação e sem sinais flogísticos. Realizou tomografia computadorizada de abdomen, que revela lesão retroperitoneal de grande dimensão, com envolvimento circunferencial dos grandes vasos (aorta e veia cava).Com base nessas informações, é indicado realizar
  1. Acoleta de marcadores, orientar criopreservação seminal e biópsia da lesão retroperitoneal para definir conduta.
  2. Bcoleta de marcadores, orientar criopreservação seminal e orquiectomia radical por via escrotal, tendo em vista a massa abdominal que pode dificultar o acesso por inguinotomia.
  3. Corquiectomia radical por via inguinal, após coleta de marcadores, e orientar sobre criopreservação seminal.
  4. Dorquiectomia e linfadenectomia retroperitoneal no mesmo ato de imediato.
  5. Equimioterapia citorredutora empírica com carboplatina imediatamente, com base na suspeita clínica.
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GabaritoC — orquiectomia radical por via inguinal, após coleta de marcadores, e orientar sobre criopreservação seminal.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tumor de testículo com massa retroperitoneal

Gabarito: letra C. O quadro é de tumor de testículo (testículo endurecido, aumentado, indolor, sem sinais flogísticos) com massa retroperitoneal fixa envolvendo grandes vasos — provável metástase. A conduta correta é orquiectomia radical por via inguinal, precedida da coleta de marcadores tumorais (AFP, hCG, LDH) e da orientação sobre criopreservação seminal, pois a quimioterapia subsequente pode comprometer a fertilidade. A via inguinal é obrigatória para evitar a violação dos planos anatômicos e a disseminação linfática; a via escrotal é contraindicada.

O tumor de testículo é a neoplasia sólida mais comum em homens jovens (15–35 anos). O diagnóstico é essencialmente clínico: testículo endurecido, aumentado e indolor, frequentemente associado a massa abdominal (metástase retroperitoneal). A palpação revela consistência firme e superfície lisa, e a transiluminação é negativa (tumores são opacos). A massa retroperitoneal fixa, com envolvimento circunferencial da aorta e veia cava, é característica de linfonodomegalia metastática — o testículo drena para linfonodos retroperitoneais.

A orquiectomia radical por via inguinal é o padrão-ouro: a abordagem pela virilha permite o controle precoce do cordão espermático, evitando a disseminação de células tumorais pelos vasos linfáticos. A via escrotal é contraindicada porque viola os compartimentos anatômicos e aumenta o risco de recidiva local e metástases. A coleta de marcadores tumorais (AFP, beta-hCG, LDH) é essencial para o diagnóstico, estadiamento e monitoramento da resposta ao tratamento. A criopreservação seminal deve ser oferecida antes da quimioterapia ou radioterapia, pois esses tratamentos podem causar infertilidade permanente.

A conduta não inclui biópsia da lesão retroperitoneal (o diagnóstico é feito pela orquiectomia e pelos marcadores), nem linfadenectomia no mesmo ato (a linfadenectomia retroperitoneal é indicada após a orquiectomia, em casos selecionados, e não como procedimento de urgência), nem quimioterapia empírica sem confirmação histológica (a quimioterapia é indicada após o diagnóstico anatomopatológico e o estadiamento).

A pegadinha da banca está na alternativa B: ela sugere orquiectomia por via escrotal, justificando que a massa abdominal dificultaria o acesso inguinal. Isso é um erro grave — a via inguinal é sempre preferível, independentemente do tamanho da massa abdominal, pois é o acesso anatômico correto para o controle do cordão espermático.

  1. 1Coleta de marcadores (AFP, hCG, LDH)
  2. 2Orientar criopreservação seminal
  3. 3Orquiectomia radical por via inguinal
  4. 4Estadiamento e tratamento adjuvante
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A biópsia da lesão retroperitoneal não é indicada como primeiro passo. O diagnóstico de tumor de testículo é feito pela orquiectomia radical, que fornece o espécime para análise histológica. A biópsia da massa retroperitoneal poderia ser considerada em casos de dúvida diagnóstica, mas não substitui a orquiectomia, que é o procedimento terapêutico e diagnóstico definitivo. Além disso, a biópsia percutânea de massa retroperitoneal metastática pode ser arriscada e não é o padrão de cuidado.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A orquiectomia radical por via escrotal é contraindicada. A via escrotal viola os planos anatômicos e aumenta o risco de disseminação linfática e recidiva local. A justificativa de que a massa abdominal dificultaria o acesso inguinal é incorreta — a via inguinal é sempre o acesso de escolha, independentemente do tamanho da massa abdominal, pois permite o controle precoce do cordão espermático. A coleta de marcadores e a criopreservação seminal estão corretas, mas a via de acesso errada torna a alternativa incorreta.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A orquiectomia radical por via inguinal é o procedimento padrão para tumor de testículo. A coleta de marcadores tumorais (AFP, beta-hCG, LDH) antes da cirurgia é essencial para o diagnóstico e estadiamento. A orientação sobre criopreservação seminal é fundamental, pois a quimioterapia adjuvante pode comprometer a fertilidade. A via inguinal permite o controle do cordão espermático e evita a disseminação tumoral.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A linfadenectomia retroperitoneal não é realizada no mesmo ato da orquiectomia. A linfadenectomia é indicada após a orquiectomia, em casos selecionados (tumores não seminomatosos com marcadores normalizados, ou massas residuais), e não como procedimento de urgência. A conduta inicial é a orquiectomia, seguida de estadiamento e decisão sobre linfadenectomia ou quimioterapia.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A quimioterapia citorredutora empírica com carboplatina é incorreta. A quimioterapia é indicada após o diagnóstico anatomopatológico e o estadiamento, não empiricamente com base apenas na suspeita clínica. A carboplatina é usada em alguns esquemas, mas não como primeira linha empírica. O tratamento inicial é a orquiectomia radical, que fornece o diagnóstico e o estadiamento.

Gabarito: letra C

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