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Questão de Medicina — Urologia — VUNESP 2026

MedicinaUrologia
Código
vu117167
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Osasco - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Urologista Plantonista
Paciente feminina de 60 anos, submetida à Ressecção Transuretal da Bexiga (RTU) por lesão vesical única de 2 cm em parede lateral esquerda. Exame anátomo patológico revelou tratar-se de neoplasia urotelial pT1 alto grau cis+.Frente ao exposto, qual a próxima conduta adequada para o tratamento?
  1. ACistectomia parcial sem linfadenectomia.
  2. BImunoterapia com BCG intravesical.
  3. CQuimioterapia com gencitabina intravesical.
  4. DRe-rtu bexiga em curto prazo.
  5. ECistoscopia de controle e citologia urinária em três meses.
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GabaritoD — Re-rtu bexiga em curto prazo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Câncer de bexiga não músculo-invasivo: conduta após RTU de tumor pT1 alto grau com CIS

Gabarito: letra D. Em tumor urotelial de bexiga pT1 alto grau com carcinoma in situ (CIS) associado, a conduta recomendada é a re-ressecção transuretral (re-RTU) em curto prazo, pois há alto risco de doença residual e subestadiamento. As diretrizes de urologia indicam re-RTU em 2 a 6 semanas para tumores T1 de alto grau, especialmente quando não há músculo na peça ou há CIS associado.

O carcinoma urotelial de bexiga é classificado em não músculo-invasivo (Ta, T1, CIS) e músculo-invasivo (T2 ou mais). No caso apresentado, a paciente tem pT1 (invasão da lâmina própria, sem atingir a muscular própria) de alto grau, com CIS associado. Esse cenário é de alto risco para recidiva e progressão. A re-RTU tem papel fundamental: permite reestadiar a doença (confirmar se não há invasão muscular que tenha passado despercebida), ressecar doença residual e melhorar a resposta ao tratamento intravesical. A presença de CIS aumenta ainda mais o risco, tornando a re-RTU ainda mais recomendada.

A re-RTU deve ser realizada em 2 a 6 semanas após a primeira ressecção. O objetivo é garantir que não haja tumor residual e que o estadiamento esteja correto, especialmente porque a primeira RTU pode ter sido incompleta ou sem músculo na peça. Estudos mostram que a re-RTU altera o estadiamento em uma parcela significativa dos casos e melhora a sobrevida livre de recidiva.

Após a re-RTU, se confirmado doença não músculo-invasiva, o tratamento adjuvante padrão é a imunoterapia intravesical com BCG. A cistectomia é reservada para casos de falha do BCG, doença progressiva ou invasão muscular. A quimioterapia intravesical com gencitabina é uma opção em casos selecionados, mas não é o padrão para tumor de alto risco como este. A cistectomia parcial não é indicada para tumor não músculo-invasivo de alto risco, pois há alto risco de recidiva e o tratamento padrão é a re-RTU seguida de BCG.

A alternativa E (cistoscopia de controle e citologia em três meses) seria uma conduta de seguimento, mas não é a próxima conduta adequada antes da re-RTU. A re-RTU é o passo imediato e obrigatório nesse cenário.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato oferecendo a imunoterapia com BCG (alternativa B) como primeira conduta. O BCG é o tratamento adjuvante após a re-RTU, não a conduta imediata. A sequência correta é: re-RTU → BCG intravesical. Quem marca BCG direto erra por não considerar a necessidade de reestadiamento e ressecção de doença residual.

  1. 1RTU inicial
  2. 2Re-RTU (2-6 semanas)
  3. 3BCG intravesical
  4. 4Seguimento
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Cistectomia parcial sem linfadenectomia não é indicada para tumor não músculo-invasivo de alto risco. A cistectomia parcial é uma opção para tumores músculo-invasivos selecionados, mas não para pT1 de alto grau com CIS. O tratamento padrão para CBSIM de alto risco é a re-RTU seguida de BCG, não a cistectomia parcial.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A imunoterapia com BCG intravesical é o tratamento adjuvante padrão após a re-RTU, mas não é a próxima conduta imediata. Antes de iniciar BCG, é obrigatória a re-RTU para reestadiar e ressecar doença residual. A banca explora a confusão entre tratamento adjuvante e conduta imediata.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A quimioterapia intravesical com gencitabina é uma opção para tumores de baixo risco ou como alternativa ao BCG em casos selecionados, mas não é o padrão para tumor pT1 de alto grau com CIS. O padrão é re-RTU seguida de BCG. A gencitabina intravesical não é a primeira escolha nesse cenário de alto risco.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A re-RTU em curto prazo é a conduta recomendada para tumor pT1 de alto grau com CIS associado. As diretrizes indicam re-RTU em 2 a 6 semanas para reestadiar, ressecar doença residual e melhorar a resposta ao tratamento adjuvante. A presença de CIS aumenta o risco e reforça a indicação.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Cistoscopia de controle e citologia urinária em três meses é uma conduta de seguimento, não a próxima conduta adequada. Antes do seguimento, é necessária a re-RTU para garantir a ressecção completa e o correto estadiamento. A conduta de vigilância seria aplicável após o tratamento completo, não como primeiro passo.

Gabarito: letra D — re-RTU em curto prazo é a conduta correta para tumor pT1 de alto grau com CIS.

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