Sobre o uso de agentes radiofármacos para avaliação funcional dos rins, é correto afirmar que o
ADTPA e MAG3 são usados para avaliar hipertensão renovascular, função de transplante renal e refluxo vesicoureteral.
Bemprego de DTPA está relacionado com a secreção tubular, e do MAG3 com a filtração glomerular.
CDTPA e o DMSA são usados para avaliar hipertensão renovascular, função do transplante renal e refluxo vesicoureteral.
DDMSA é usado para avaliação de infecção, cicatrizes renais e para rejeição aguda de transplante renal.
EMAG3 é usado para avaliação de infecção, cicatrizes renais e principalmente para avaliação de rejeição aguda de transplante renal.
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GabaritoD — DMSA é usado para avaliação de infecção, cicatrizes renais e para rejeição aguda de transplante renal.
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Radiofármacos na avaliação funcional renal
Gabarito: letra D. O DMSA (ácido dimercaptossuccínico) é o radiofármaco de escolha para avaliar o parênquima renal funcionante, sendo utilizado na detecção de infecção, cicatrizes renais e na avaliação de rejeição aguda do transplante renal. A alternativa D está correta ao associar o DMSA a essas indicações, enquanto as demais confundem as funções dos diferentes radiofármacos (DTPA, MAG3 e DMSA).
Os radiofármacos são compostos que emitem radiação e são utilizados em medicina nuclear para avaliar a função de órgãos. No caso dos rins, eles permitem avaliar a perfusão, a filtração glomerular, a secreção tubular e a integridade do parênquima. Cada radiofármaco tem uma farmacocinética específica, o que determina sua aplicação clínica. O DTPA (ácido dietilenotriaminopentacético) é um agente que é filtrado livremente pelos glomérulos, sendo utilizado para medir a taxa de filtração glomerular (TFG) e avaliar a perfusão renal. O MAG3 (mercaptoacetiltriglicina) é secretado ativamente pelos túbulos proximais, sendo útil para avaliar a função tubular e a obstrução do trato urinário. Já o DMSA é captado e retido pelas células tubulares proximais, refletindo a massa de parênquima renal funcionante, sendo ideal para detectar cicatrizes e infecções.
A cintigrafia renal é uma técnica que permite avaliar simultaneamente a função e a perfusão de cada rim, como descrito no contexto. Essa capacidade é fundamental para o diagnóstico de estenose da artéria renal, especialmente quando o exame é realizado antes e após a administração de inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA). A estenose da artéria renal é uma causa de hipertensão renovascular, e a cintigrafia com DTPA ou MAG3 é um método diagnóstico importante nesse cenário. O DTPA, por ser filtrado, é útil para avaliar a perfusão e a filtração, enquanto o MAG3, por ser secretado, é mais sensível para detectar obstrução e avaliar a função tubular.
A distinção entre os radiofármacos é crucial para a prática clínica. O DTPA é usado para avaliar a filtração glomerular, a perfusão renal e a obstrução, sendo também utilizado no estudo de hipertensão renovascular e na avaliação de transplante renal. O MAG3 é usado para avaliar a função tubular, a obstrução e a perfusão, sendo particularmente útil em pacientes com função renal comprometida, pois sua excreção é menos dependente da filtração glomerular. O DMSA, por sua vez, é usado para avaliar a integridade do parênquima renal, sendo o exame de escolha para detectar cicatrizes renais, pielonefrite aguda e avaliar a função diferencial dos rins. A rejeição aguda do transplante renal pode ser avaliada com DMSA, pois a captação do radiofármaco reflete a viabilidade do parênquima.
A pegadinha da banca está em inverter as funções dos radiofármacos. A alternativa B, por exemplo, afirma que o DTPA está relacionado com a secreção tubular e o MAG3 com a filtração glomerular, o que é exatamente o oposto da realidade. Essa inversão é uma armadilha clássica, pois o candidato pode confundir os mecanismos de excreção de cada agente. A alternativa A e C também apresentam erros ao associar o DTPA e o DMSA com refluxo vesicoureteral, que é uma indicação mais específica da cistografia, não da cintilografia renal. A alternativa E erra ao atribuir ao MAG3 a avaliação de infecção e cicatrizes renais, que são indicações do DMSA.
Guarde a fronteira entre os radiofármacos: DTPA = filtração glomerular, MAG3 = secreção tubular, DMSA = parênquima renal. É exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.
Parênquima renal, infecção, cicatrizes, rejeição aguda de transplante
Radiofármacos renais: DTPA (filtração glomerular, perfusão e obstrução); MAG3 (secreção tubular, função em rins comprometidos); DMSA (parênquima renal, infecção e cicatrizes, rejeição aguda de transplante)
Alternativa A — ❌ Incorreta
O DTPA e o MAG3 são usados para avaliar hipertensão renovascular e função de transplante renal, mas não são os agentes de escolha para refluxo vesicoureteral. O refluxo vesicoureteral é avaliado por cistografia, não por cintilografia renal. A alternativa erra ao incluir o refluxo vesicoureteral como indicação desses radiofármacos.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa inverte as funções dos radiofármacos. O DTPA é filtrado pelos glomérulos, sendo usado para avaliar a filtração glomerular, enquanto o MAG3 é secretado pelos túbulos, sendo usado para avaliar a secreção tubular. A afirmação está exatamente ao contrário da realidade.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O DTPA e o DMSA não são usados para avaliar refluxo vesicoureteral. O DTPA é usado para avaliar filtração glomerular e perfusão, enquanto o DMSA é usado para avaliar o parênquima renal. O refluxo vesicoureteral é avaliado por cistografia, não por cintilografia renal.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O DMSA é o radiofármaco de escolha para avaliar a integridade do parênquima renal. Ele é usado para detectar infecção (pielonefrite), cicatrizes renais e para avaliar a rejeição aguda do transplante renal, pois a captação do DMSA reflete a massa de parênquima funcionante. A alternativa está correta ao associar o DMSA a essas indicações.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O MAG3 não é usado para avaliar infecção e cicatrizes renais. O MAG3 é usado para avaliar a função tubular e a obstrução do trato urinário. A avaliação de infecção e cicatrizes renais é feita com DMSA, não com MAG3.