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Questão de Medicina — Urologia — VUNESP 2026

MedicinaUrologia
Código
vu117179
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Osasco - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Urologista Plantonista
Paciente de 30 anos, vítima de acidente automobilístico, deu entrada no pronto socorro estável hemodinamicamente, lúcido e contactuante. Dor em flanco esquerdo. Realizou tomografia computadorizada que evidenciou hematoma perirenal e lesão de parênquima esquerdo de 1,2 cm, sem contato com via excretora (ausência de extravasamento de contraste).Nesse contexto, a correta classificação do trauma e a conduta inicial são, respectivamente:
  1. Atrauma renal grau II e conduta expectante.
  2. Btrauma renal grau III e conduta expectante.
  3. Ctrauma renal grau IV e conduta expectante.
  4. Dtrauma renal grau III e passagem de duplo J.
  5. Etrauma renal grau IV e passagem de duplo J.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — trauma renal grau III e conduta expectante.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Trauma renal: classificação AAST e conduta inicial

Gabarito: letra B. O paciente apresenta lesão de parênquima renal de 1,2 cm, sem extravasamento de contraste (sem lesão da via excretora), o que corresponde ao grau III da classificação da American Association for the Surgery of Trauma (AAST). Como está hemodinamicamente estável, a conduta inicial é expectante (tratamento não operatório). As demais alternativas erram ao classificar como grau II, grau IV ou indicar passagem de duplo J sem indicação.

A classificação do trauma renal pela AAST é um dos pontos mais cobrados em provas de cirurgia e urologia. Ela se baseia nos achados de imagem (tomografia com contraste) e divide as lesões em cinco graus, do mais leve ao mais grave. O que define o grau não é apenas o tamanho da lesão, mas principalmente a profundidade (se atinge córtex, medula ou via excretora) e a presença de extravasamento de contraste (que indica lesão do sistema coletor).

No caso apresentado, a lesão de 1,2 cm atinge o parênquima (córtex e medula), mas não há contato com a via excretora — ou seja, não há extravasamento de contraste. Isso a enquadra no grau III, que é definido como laceração de parênquima com extensão > 1 cm, sem extravasamento de contraste urinário. O grau II seria para lacerações < 1 cm, e o grau IV já envolveria lesão do sistema coletor com extravasamento.

A conduta inicial, por sua vez, é determinada pela estabilidade hemodinâmica do paciente, não pelo grau da lesão. Pacientes estáveis, mesmo com lesões de graus mais altos, são candidatos ao tratamento não operatório (conduta expectante), com monitorização, repouso e acompanhamento. A passagem de duplo J (cateter ureteral) é uma medida adjuvante, indicada em casos específicos, como extravasamento urinário persistente ou obstrução — não é a conduta inicial de rotina.

A pegadinha da banca está em trocar os graus da classificação e em associar a conduta ao grau em vez de à estabilidade clínica. O candidato que decora apenas o tamanho da lesão pode confundir grau II com III, e o que associa grau alto a intervenção pode errar ao indicar duplo J. A chave é: estabilidade hemodinâmica manda na conduta; anatomia da lesão manda no grau.

Guarde essa fronteira: grau II = laceração < 1 cm; grau III = laceração > 1 cm sem extravasamento; grau IV = lesão do sistema coletor com extravasamento. É exatamente nela que as alternativas se dividem.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erra ao classificar como grau II. A lesão de 1,2 cm ultrapassa 1 cm, o que a eleva ao grau III. A conduta expectante está correta, mas a classificação não.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Classifica corretamente como grau III (laceração > 1 cm sem extravasamento de contraste) e indica conduta expectante, adequada ao paciente hemodinamicamente estável. É a combinação exata entre anatomia da lesão e estabilidade clínica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erra ao classificar como grau IV. O grau IV exige lesão do sistema coletor com extravasamento de contraste, o que está explicitamente ausente no enunciado. A conduta expectante, isoladamente, estaria correta, mas a classificação invalida a alternativa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Acerta o grau (III), mas erra a conduta ao indicar passagem de duplo J. Em paciente estável, sem extravasamento urinário, não há indicação de cateterismo ureteral como conduta inicial — o tratamento é expectante.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erra duplamente: classifica como grau IV (quando é III) e indica duplo J (quando a conduta é expectante). Reproduz os dois erros mais comuns: superestimar o grau e intervir sem necessidade.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter os graus da AAST e associar conduta ao grau em vez de à estabilidade. Aqui, o paciente está estável e sem extravasamento — isso manda em tudo: grau III e conduta expectante. Se você decorou que "lesão > 1 cm = grau III", acertou; se tentou "adivinhar" pelo tamanho ou associou grau alto a intervenção, caiu nas alternativas C, D ou E. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪

PEGA ESSA DICA!

Para fixar a classificação, monte uma tabela mental: grau I = contusão/hematoma subcapsular; grau II = laceração < 1 cm sem extravasamento; grau III = laceração > 1 cm sem extravasamento; grau IV = lesão do sistema coletor com extravasamento; grau V = lesão vascular principal ou rim fragmentado. E lembre: conduta = estabilidade, não grau.

Gabarito: letra B

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