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Questão de Medicina — Urologia — VUNESP 2026

MedicinaUrologia
Código
vu117180
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Osasco - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Urologista Plantonista
Uma gestante de 28 semanas realizou o USG pré-natal e foi identificado hidronefrose moderada em rim direito no feto, líquido amniótico normal e desenvolvimento fetal normal. Gestação evolui a termo sem complicações. O parto foi a termo e o recém-nascido apresentou micção normalmente.Com relação ao USG de controle pós-natal, é correto afirmar que
  1. Anão é necessário, pois apresenta líquido amniótico normal.
  2. Bdeve ser realizado imediatamente após o parto.
  3. Cdeve ser realizado 24 horas após o parto.
  4. Ddeve ser realizado 48 horas após o parto.
  5. Edeve ser realizado 72 horas após o parto.
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GabaritoD — deve ser realizado 48 horas após o parto.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Hidronefrose fetal: seguimento pós-natal

Gabarito: letra D. Em recém-nascidos com hidronefrose fetal, o ultrassom de controle deve ser realizado 48 horas após o parto, pois é o momento em que a diurese neonatal já se estabeleceu, permitindo uma avaliação mais fidedigna do trato urinário. O achado de líquido amniótico normal não exclui a necessidade do exame, e a realização imediata ou em 24 horas pode subestimar a dilatação, enquanto 72 horas é um intervalo desnecessariamente tardio.

A hidronefrose fetal é a anormalidade mais frequentemente detectada na ultrassonografia pré-natal, correspondendo a cerca de 1-5% de todas as gestações. Ela representa uma dilatação do sistema coletor renal (pelve e cálices), que pode ser fisiológica ou patológica. A grande maioria dos casos é transitória e se resolve espontaneamente, mas uma parcela significativa pode estar associada a obstruções do trato urinário, refluxo vesicoureteral ou outras malformações que exigem intervenção. Por isso, o seguimento pós-natal é fundamental para distinguir os casos benignos daqueles que necessitam de tratamento.

O momento ideal para o ultrassom pós-natal é um ponto crítico. Nas primeiras 24 horas de vida, o recém-nascido apresenta um estado de oligúria fisiológica, com baixo débito urinário, o que pode mascarar ou subestimar uma dilatação real. Após 48 horas, a diurese já está plenamente estabelecida, e o exame reflete com maior precisão a anatomia e a função renal. A realização precoce, portanto, pode gerar falsos negativos, enquanto a realização tardia pode atrasar o diagnóstico de condições que necessitam de intervenção precoce, como a válvula de uretra posterior.

A conduta diante de uma hidronefrose fetal moderada, com líquido amniótico normal e desenvolvimento fetal adequado, é expectante durante a gestação. O parto a termo e a micção espontânea do recém-nascido são bons sinais, mas não eliminam a necessidade do controle ultrassonográfico. O exame deve ser realizado de forma programada, no momento adequado, para que se possa classificar a dilatação e definir a necessidade de exames complementares, como a uretrocistografia miccional ou a cintilografia renal.

A principal pegadinha desta questão é a tentação de associar o líquido amniótico normal à ausência de necessidade de seguimento. O líquido amniótico é produzido, em grande parte, pela urina fetal, e sua normalidade sugere que a função renal fetal está preservada. No entanto, isso não exclui a possibilidade de uma obstrução parcial ou de um refluxo que possa se manifestar após o nascimento. A banca explora exatamente essa falsa sensação de segurança, oferecendo a alternativa A como um distrator atraente para quem não domina o protocolo de seguimento.

Guarde o marco temporal de 48 horas como o ponto de equilíbrio entre a fisiologia neonatal e a necessidade de diagnóstico precoce. É esse critério que vai separar a alternativa correta das demais, que propõem intervalos inadequados.

  1. 1Parto a termo
  2. 2Oligúria fisiológica (0-24h)
  3. 3Diurese plena (48h)
  4. 4USG de controle (48h)
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o USG de controle não é necessário devido ao líquido amniótico normal. O líquido amniótico normal é um bom sinal prognóstico, pois indica função renal fetal preservada, mas não exclui a possibilidade de hidronefrose patológica que necessite de intervenção. O seguimento pós-natal é obrigatório em todos os casos de hidronefrose fetal, independentemente do volume de líquido amniótico.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Propõe a realização do exame imediatamente após o parto. Nesse momento, o recém-nascido encontra-se em oligúria fisiológica, com baixo débito urinário, o que pode subestimar ou mascarar uma dilatação real do trato urinário. O exame precoce pode gerar falsos negativos e comprometer o diagnóstico de condições que exigem intervenção precoce.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Sugere a realização do exame 24 horas após o parto. Embora a diurese já esteja começando a se estabelecer, o débito urinário ainda não atingiu seu pico, e a avaliação pode não refletir a real condição do trato urinário. O intervalo de 48 horas é o mais adequado, pois garante uma diurese plena e uma avaliação mais fidedigna.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O ultrassom de controle deve ser realizado 48 horas após o parto. Nesse momento, a diurese neonatal já está plenamente estabelecida, permitindo uma avaliação precisa da dilatação do sistema coletor renal. Esse é o intervalo recomendado para o seguimento de recém-nascidos com hidronefrose fetal, pois equilibra a fisiologia neonatal com a necessidade de diagnóstico precoce de possíveis obstruções ou refluxo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Propõe a realização do exame 72 horas após o parto. Embora não seja um intervalo prejudicial, é desnecessariamente tardio. O exame realizado em 48 horas já oferece uma avaliação fidedigna, e o atraso pode postergar o diagnóstico e a intervenção em casos que necessitam de tratamento precoce, como a válvula de uretra posterior.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta induzir o candidato a associar o líquido amniótico normal à ausência de necessidade de seguimento. Lembre-se: o líquido amniótico normal indica função renal fetal preservada, mas não exclui a possibilidade de hidronefrose patológica. O seguimento pós-natal é obrigatório em todos os casos, e o momento ideal é 48 horas após o parto, quando a diurese neonatal já está plenamente estabelecida. Com esse raciocínio, você elimina as alternativas A, B, C e E com segurança.

Gabarito: letra D

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