Imagens desfocadas como exemplo da beleza natural
Gabarito: letra A. A única alternativa que encontra respaldo direto no texto é a A, pois a autora afirma que "Adoro, especialmente, fotos desfocadas, com sua imperfeição poética, humana" e defende o "abandono da excelência a favor da essência", associando a imperfeição ao que é natural e verdadeiro.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A autora utiliza as fotos desfocadas como exemplo do belo imperfeito e natural. No trecho: "Adoro, especialmente, fotos desfocadas, com sua imperfeição poética, humana" e "A essência, ao contrário, é inexata, transcende, se move, esparrama. A essência não se falsifica, transforma a própria falha em gozo." Ela valoriza o que é natural (não artificial) e usa a imagem fora de foco como metáfora disso. Nenhum erro.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Contradiz o texto. A autora afirma: "Estou longe de desprezar genialidades, como uma foto de Sebastião Salgado, uma página de Guimarães Rosa, o canto de Caetano Veloso. Aproximam-se do sagrado." Ou seja, ela considera essas obras de grande valor, e não de pouco valor.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Fora do escopo / extrapolação. O texto informa que a autora, quando criança, via os pais como perfeitos e agradecia a Deus por isso, mas não há qualquer menção de que isso era "caro" ou que ela não tornava público. Pelo contrário: "ai de quem duvidasse" sugere que ela defendia abertamente essa visão.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Extrapolação. A autora diz que "se furtaria à vergonha de passar o resto da vida inebriada pela própria ilusão", indicando que evitou cair nessa vergonha, mas não afirma que se envergonha hoje de ter acreditado na perfeição familiar. O texto não sustenta esse sentimento atual.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Troca de conceito. O texto afirma: "Temos várias versões sobrepostas, somos reais assim como somos fictícios, seres indeterminados..." — essa multiplicidade é associada à imperfeição e à impossibilidade de enquadramento, e não à busca humana de perfeição. A alternativa inverte a relação: a multiplicidade é fruto da imperfeição, não da busca pela perfeição.