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Questão de Português — Sintaxe — VUNESP 2026

PortuguêsSintaxe
Código
vu117567
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José do Rio Preto - SP
Ano
2026
Nível
Médio
Cargo
Agente Administrativo
A reescrita do trecho “Os motivos alegados podiam ser reais, mas não era verdade que sua memória estivesse fraca...” preserva o sentido original e a norma-padrão em:
  1. ACaso os motivos alegados pudessem ser reais, não era verdade que sua memória estava fraca...
  2. BComo os motivos alegados podiam ser reais, não era verdade que sua memória estivesse fraca...
  3. CEmbora os motivos alegados pudessem ser reais, não era verdade que sua memória estivesse fraca...
  4. DPara que os motivos alegados pudessem ser reais, não era verdade que sua memória estava fraca...
  5. EAinda que os motivos alegados podiam ser reais, não era verdade que sua memória estivesse fraca...
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GabaritoC — Embora os motivos alegados pudessem ser reais, não era verdade que sua memória estivesse fraca...

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Reescrita com Concessão ("mas" → "embora")

Gabarito: letra C. A única alternativa que preserva o sentido original de contraste/concessão e respeita a norma-padrão (subjuntivo após conjunção concessiva).

Análise do Trecho Original

“Os motivos alegados podiam ser reais, mas não era verdade que sua memória estivesse fraca…”

O conectivo “mas” estabelece uma relação de oposição/concessão: admite-se que os motivos podiam ser reais, mas isso não anula o fato de que a memória não era fraca. A banca pede uma reescrita que preserve esse sentido e a norma-padrão (especialmente o modo verbal).


1Concessivas
Embora
Ainda que
Mesmo que
Sentido: contraste/oposição
2Condicionais
Caso
Se
Contanto que
Sentido: condição/hipótese
3Causais
Como
Porque
Já que
Sentido: causa/motivo
Conjunções subordinativas
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Conjunções subordinativas: Concessivas (Embora, Ainda que, Mesmo que, Sentido: contraste/oposição); Condicionais (Caso, Se, Contanto que, Sentido: condição/hipótese); Causais (Como, Porque, Já que, Sentido: causa/motivo)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Caso os motivos alegados pudessem ser reais, não era verdade que sua memória estava fraca…

  • Erro: a conjunção “caso” introduz condição (se fosse o caso), e não concessão. O sentido original é de contraste, não de condição.

  • Norma: “estava” (indicativo) é inadequado nesta construção; o subjuntivo “estivesse” seria obrigatório numa oração subordinada substantiva, mas o erro principal é semântico.

  • Armadilha: troca de sentido (condição em vez de concessão) + modo verbal inadequado.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Como os motivos alegados podiam ser reais, não era verdade que sua memória estivesse fraca…

  • Erro: “como” pode expressar causa ou conformidade, jamais concessão. A frase passa a ideia de que, porque os motivos eram reais, a memória não era fraca – o oposto do sentido original (que afirma que mesmo sendo reais, a memória não era fraca).

  • Armadilha: troca de conectivo causal por concessivo, alterando totalmente a lógica do período.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Embora os motivos alegados pudessem ser reais, não era verdade que sua memória estivesse fraca…

  • Acerto: “embora” é conjunção concessiva por excelência. Expressa exatamente a mesma ideia de contraste: apesar de os motivos serem reais, a memória não era fraca.

  • Norma: “embora” exige verbo no subjuntivo (“pudessem”; “estivesse”) – tudo conforme a regra. A redação está perfeita.

  • Por que as distratoras erram: trocam a relação lógica (A, B, D) ou quebram a concordância de modo (E).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Para que os motivos alegados pudessem ser reais, não era verdade que sua memória estava fraca…

  • Erro: “para que” indica finalidade (objetivo). O trecho original não diz que os motivos existiam com a finalidade de algo; é uma concessão.

  • Norma: “estava” (indicativo) inadequado – o correto seria “estivesse” (subjuntivo), mas o problema central é semântico.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Ainda que os motivos alegados podiam ser reais, não era verdade que sua memória estivesse fraca…

  • Erro: “ainda que” é concessivo (sentido correto), mas exige o subjuntivo: “pudessem”. O uso do indicativo “podiam” viola a regência da conjunção.

  • Armadilha: a banca escolhe uma conjunção com sentido adequado, mas troca o modo verbal – pegadinha clássica de norma-padrão.


NÃO CAIA NESSA!

As alternativas A, B e D trocam o tipo de relação lógica (condição, causa, finalidade), enquanto a E acerta o sentido mas erra o modo verbal. A única que acerta ambos é a C.

PEGA ESSA DICA!

Em reescritas com “mas”, busque conjunções concessivas: embora, ainda que, mesmo que, apesar de – e confira o modo: concessão exige subjuntivo.

Gabarito: letra C

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