Questão de Estatística — Conhecimentos de estatística — VUNESP 2026
Estatística›Conhecimentos de estatística
Código
vu118155
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José do Rio Preto - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Engenheiro de Segurança do Trabalho
A estatística de acidentes é muito importante para a empresa avaliar os procedimentos de segurança e a posição relativa da empresa em relação às empresas do mesmo ramo. Assim, uma empresa metalúrgica com 1.000 trabalhadores teve um total de 200.000 horas/homem/trabalhadas, com dois acidentes, com 100 dias de afastamento no mês e um dos trabalhadores perdeu a audição total do ouvido direito, com 600 dias debitados.A taxa de frequência e de gravidade são, respectivamente,
A12 e 4.000.
B10 e 350.
C10 e 350
D10 e 3.500.
E12 e 480.
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GabaritoD — 10 e 3.500.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Taxa de frequência e taxa de gravidade: indicadores de acidentes do trabalho
Gabarito: letra D. A taxa de frequência é calculada pela fórmula , em que é o número de acidentes e é o total de horas-homem trabalhadas; a taxa de gravidade é , em que é o tempo computado (dias perdidos + dias debitados). Com os dados do enunciado, obtém-se e .
Esses indicadores são padronizados pela legislação de segurança do trabalho (a antiga Portaria 3.214/1978, que aprovou as NRs, e a NBR 14.280 da ABNT, que trata do cadastro de acidentes). A taxa de frequência mede o número de acidentes por milhão de horas-homem trabalhadas; a taxa de gravidade mede o tempo computado (em dias) por milhão de horas-homem trabalhadas. O tempo computado é a soma dos dias perdidos (afastamentos) com os dias debitados (perdas de capacidade, como a perda auditiva).
A pegadinha central está em não esquecer de somar os dias debitados aos dias perdidos no cálculo da gravidade — quem usa apenas os 100 dias de afastamento chega a 500, um distrator. Além disso, é preciso lembrar que a base é 1.000.000 de horas-homem, não 1.000.000 de trabalhadores.
1Identificar N (acidentes)
2Identificar H (horas-homem)
3Somar dias perdidos + debitados
4Aplicar FA = N×1.000.000/H
5Aplicar G = T×1.000.000/H
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O valor 12 para a frequência está errado: . O valor 4.000 para a gravidade também está errado — seria obtido se o tempo computado fosse 800 dias (não é o caso).
Alternativa B — ❌ Incorreta
A frequência 10 está correta, mas a gravidade 350 está errada. Esse valor surgiria se o tempo computado fosse apenas 70 dias (350 = 70 × 1.000.000 / 200.000), o que não corresponde aos dados.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Mesma análise da alternativa B: frequência correta (10), gravidade incorreta (350). A repetição do valor não altera o erro de cálculo.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Cálculo correto: e . A soma dos dias perdidos (100) com os dias debitados (600) é essencial.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A frequência 12 está errada (o correto é 10). A gravidade 480 também está errada — seria obtida se o tempo computado fosse 96 dias, o que não corresponde aos dados.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora dois erros clássicos: (1) esquecer de somar os dias debitados (600) aos dias perdidos (100), o que levaria a uma gravidade de 500; (2) inverter a base de cálculo, usando 1.000.000 de trabalhadores em vez de 1.000.000 de horas-homem. Fique atento: a fórmula sempre usa horas-homem trabalhadas.
PEGA ESSA DICA!
Para não errar, monte o passo a passo: identifique (nº de acidentes), (horas-homem), some dias perdidos + debitados para obter , e aplique as fórmulas com a base 1.000.000. Treine com questões de concursos que cobram esses indicadores — a banca costuma variar os números, mas o método é sempre o mesmo.