Questão de Medicina — Endocrinologia — VUNESP 2026
Medicina›Endocrinologia
Código
vu118325
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José do Rio Preto - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Especialista - Endocrinologista
Qual é a conduta adequada após o tratamento com teriparatida durante 2 anos em pacientes de alto risco de fratura?
AIntroduzir bisfosfonato oral ou intravenoso após a suspensão da teriparatida.
BIntroduzir denosumabe imediatamente e manter a aplicação a cada 6 meses continuamente.
CReiniciar o tratamento com teriparatida durante mais 1 ano.
DSuspender o tratamento e iniciar risedronato após 6 meses.
EIntroduzir romosozumabe imediatamente após a suspensão da teriparatida.
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GabaritoA — Introduzir bisfosfonato oral ou intravenoso após a suspensão da teriparatida.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Osteoporose: sequência terapêutica após anabólico
Gabarito: letra A. Após 2 anos de teriparatida (anabólico), a conduta é iniciar um antirreabsortivo — bisfosfonato oral ou intravenoso — para preservar o ganho de massa óssea e prevenir a perda rápida de DMO que ocorre com a suspensão abrupta. Essa recomendação consta das diretrizes de osteoporose (Endocrine Society / NOF) e é o princípio que decide a questão.
A teriparatida é um agente anabólico (estimula a formação óssea), usado por no máximo 2 anos. Ao suspender, há um fenômeno conhecido como "efeito rebote": a reabsorção óssea aumenta e o ganho de DMO obtido pode ser perdido rapidamente. Por isso, a transição para um antirreabsortivo potente (bisfosfonato ou denosumabe) é obrigatória. A escolha entre bisfosfonato e denosumabe depende do perfil do paciente, mas ambos são opções válidas; a alternativa A é a mais completa e direta, pois menciona explicitamente o bisfosfonato, que é a primeira linha na prática.
O raciocínio clínico é: anabólico (teriparatida) → antirreabsortivo (bisfosfonato/denosumabe). Nunca se deve reiniciar o anabólico (perde eficácia e há risco teórico de osteossarcoma), nem trocar por outro anabólico (romosozumabe) sem antirreabsortivo de manutenção. A alternativa D erra ao postergar o antirreabsortivo por 6 meses — o intervalo deve ser mínimo. A alternativa B erra ao sugerir denosumabe "continuamente" sem considerar a necessidade de transição, embora o denosumabe seja uma opção válida; o erro está em "manter continuamente" sem mencionar a necessidade de bisfosfonato após a suspensão do denosumabe (risco de fratura vertebral múltipla).
A pegadinha central é a confusão entre a sequência correta (anabólico → antirreabsortivo) e a tentação de "continuar" o anabólico ou trocar por outro anabólico. A banca explora o conhecimento de que o tratamento da osteoporose é crônico, mas a regra específica é a transição obrigatória.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca a sequência correta (anabólico → antirreabsortivo) por opções que parecem lógicas, mas violam a regra: reiniciar teriparatida (perde eficácia), trocar por romosozumabe (outro anabólico, sem manutenção) ou postergar o antirreabsortivo (perda óssea). O candidato que sabe que "não se pode parar o tratamento" pode cair na B, mas o erro está em "manter continuamente" sem a transição para bisfosfonato após a suspensão do denosumabe.
Após 2 anos de teriparatida, a conduta é iniciar bisfosfonato (oral ou IV) para preservar o ganho de DMO. O bisfosfonato é o antirreabsortivo de primeira linha, com eficácia comprovada na redução de fraturas vertebrais e não vertebrais. A transição deve ser feita imediatamente após a suspensão, sem intervalo, para evitar o efeito rebote.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O denosumabe é um antirreabsortivo potente e poderia ser uma opção de transição, mas a alternativa erra ao afirmar "manter a aplicação a cada 6 meses continuamente". O denosumabe não tem limite de duração, porém, ao ser suspenso, há risco de perda óssea acelerada e fraturas vertebrais múltiplas — por isso, a suspensão exige transição para bisfosfonato. A alternativa não menciona essa necessidade e sugere uso contínuo sem estratégia de saída, o que é tecnicamente incorreto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Reiniciar teriparatida por mais 1 ano é contraindicado. O tratamento com teriparatida é limitado a 2 anos na vida do paciente; a reexposição não é recomendada por perda de eficácia e risco teórico de osteossarcoma (em estudos animais). Após o ciclo, a conduta é antirreabsortivo, não novo anabólico.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Suspender e iniciar risedronato após 6 meses é errado por dois motivos: (1) o intervalo de 6 meses é longo demais — a transição deve ser imediata para evitar perda óssea; (2) o risedronato é um bisfosfonato, mas a alternativa erra ao postergar o início. A conduta correta é iniciar o antirreabsortivo imediatamente após a suspensão.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O romosozumabe é outro agente anabólico (anticorpo anti-esclerostina), não um antirreabsortivo. Trocar teriparatida por romosozumabe sem a devida transição para antirreabsortivo não é a conduta padrão. Além disso, o romosozumabe tem uso limitado a 1 ano e também exige seguimento com bisfosfonato. A alternativa confunde a classe farmacológica e a sequência terapêutica.
Gabarito: letra A — a única que segue a regra de transição anabólico → antirreabsortivo imediato.