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Questão de Medicina — Geriatria — VUNESP 2026

MedicinaGeriatria
Código
vu118339
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José do Rio Preto - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Especialista - Fisiatra
Sobre sarcopenia, é correto afirmar:
  1. Aacomete cerca de 50% dos idosos institucionalizados.
  2. Bnão há correlação com os índices de mortalidade.
  3. Co principal tratamento é o exercício resistido, individualizado e supervisionado, associado à otimização da ingestão proteica (1–1,5 g/kg/dia), correção de deficiências nutricionais, especialmente vitamina D e uso de esteróides anabolizantes nos casos graves.
  4. Do diagnóstico deve levar em conta um instrumento de triagem, a mensuração da força muscular e a mensuração da massa muscular; o desempenho físico irá determinar a gravidade.
  5. Eo diagnóstico é feito por análise da composição corporal na DXA de corpo total.
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GabaritoD — o diagnóstico deve levar em conta um instrumento de triagem, a mensuração da força muscular e a mensuração da massa muscular; o desempenho físico irá determinar a gravidade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Sarcopenia: diagnóstico e tratamento

Gabarito: letra D. O diagnóstico de sarcopenia segue um fluxo estruturado: triagem, mensuração da força muscular, mensuração da massa muscular e, por fim, o desempenho físico para classificar a gravidade — exatamente o que a alternativa D descreve. As demais alternativas contêm erros conceituais ou dados imprecisos, como a prevalência em institucionalizados, a correlação com mortalidade e o papel dos esteroides anabolizantes.

A sarcopenia é uma síndrome geriátrica caracterizada pela perda progressiva e generalizada de força e massa muscular esquelética, associada ao envelhecimento. Essa condição é um dos principais fatores de incapacidade funcional no idoso, aumentando o risco de quedas, fraturas, hospitalização e mortalidade. A perda muscular começa por volta dos 30 anos, com declínio mais acentuado após os 60, podendo chegar a 20–40% da massa muscular total entre os 20 e os 80 anos. A fisiopatologia é multifatorial, envolvendo redução de hormônios anabólicos (testosterona, GH), inflamação crônica de baixo grau, estresse oxidativo, resistência à insulina, inatividade física e inadequação nutricional, especialmente proteica.

O diagnóstico de sarcopenia não se resume a uma única medida. O consenso atual (EWGSOP2 — European Working Group on Sarcopenia in Older People) estabelece um algoritmo claro: primeiro, a triagem com o questionário SARC-F; em seguida, a confirmação pela baixa força muscular (medida por dinamometria de preensão palmar ou teste de levantar da cadeira); depois, a confirmação da baixa quantidade/qualidade muscular (por DXA, bioimpedância ou outras técnicas); e, por fim, a avaliação do desempenho físico (velocidade de marcha, Short Physical Performance Battery — SPPB, Timed Up and Go — TUG) para determinar a gravidade. A força muscular é hoje considerada o principal parâmetro para o diagnóstico, enquanto a massa muscular é usada para confirmar, e o desempenho físico para classificar a gravidade.

O tratamento da sarcopenia tem como pilar o exercício resistido progressivo, individualizado e supervisionado, associado à otimização da ingestão proteica (1,0–1,5 g/kg/dia) e à correção de deficiências nutricionais, especialmente vitamina D. O uso de esteroides anabolizantes não é recomendado rotineiramente, pois os riscos superam os benefícios na maioria dos idosos, sendo reservado a situações muito específicas e com acompanhamento rigoroso. A suplementação proteica isolada, sem exercício, tem efeito limitado.

A prevalência de sarcopenia varia conforme a população estudada e os critérios diagnósticos utilizados. Em idosos institucionalizados, a prevalência é alta, mas não chega a 50% na maioria dos estudos; valores em torno de 10–30% são mais frequentemente relatados, podendo ser maiores em populações muito fragilizadas. A sarcopenia está fortemente associada a maior mortalidade, sendo um preditor independente de óbito em idosos.

A DXA de corpo total é uma ferramenta útil para medir a massa muscular, mas o diagnóstico de sarcopenia não se baseia apenas nela. É necessário combinar a medida de massa com a avaliação de força e desempenho físico, conforme o algoritmo descrito. A DXA isolada não é suficiente para o diagnóstico.

Guarde o fluxo diagnóstico da sarcopenia: triagem → força → massa → desempenho. É exatamente essa sequência que a alternativa D descreve e que as demais alternativas distorcem.

  1. 1Triagem (SARC-F)
  2. 2Força muscular
  3. 3Massa muscular
  4. 4Desempenho físico (gravidade)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a sarcopenia acomete cerca de 50% dos idosos institucionalizados. Esse percentual é superestimado. Embora a prevalência seja maior em instituições de longa permanência, a maioria dos estudos aponta valores entre 10% e 30%, dependendo dos critérios diagnósticos. O número de 50% não corresponde à realidade epidemiológica descrita na literatura.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que não há correlação com os índices de mortalidade. Isso é falso. A sarcopenia é um preditor independente de mortalidade em idosos, associada a maior risco de quedas, fraturas, hospitalização e óbito. A perda de massa e força muscular compromete a funcionalidade e a reserva fisiológica, aumentando a vulnerabilidade a eventos adversos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa descreve corretamente o exercício resistido e a otimização proteica, mas erra ao incluir o uso de esteroides anabolizantes como parte do tratamento padrão nos casos graves. Os esteroides anabolizantes não são recomendados rotineiramente na sarcopenia, pois os riscos (cardiovasculares, hepáticos, psiquiátricos) superam os benefícios na maioria dos idosos. O tratamento se baseia em exercício resistido, nutrição adequada e correção de deficiências, sem o uso rotineiro de anabolizantes.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve corretamente o fluxo diagnóstico da sarcopenia: triagem (SARC-F), mensuração da força muscular (dinamometria), mensuração da massa muscular (DXA ou bioimpedância) e avaliação do desempenho físico para determinar a gravidade. Essa é a sequência recomendada pelo consenso EWGSOP2, que prioriza a força como parâmetro principal e o desempenho para classificar a severidade.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que o diagnóstico é feito apenas pela análise da composição corporal na DXA de corpo total. A DXA é útil para medir a massa muscular, mas o diagnóstico de sarcopenia exige a combinação de força muscular e desempenho físico. A DXA isolada não é suficiente, pois não avalia a função muscular, que é o componente central da síndrome.

Gabarito: letra D

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