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Questão de Medicina — Oncologia — VUNESP 2026

MedicinaOncologia
Código
vu118380
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José do Rio Preto - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Especialista - Ginecologista
Em 2021 o câncer de mama tornou-se o câncer mais frequentemente diagnosticado no mundo.De acordo com as recomendações para o rastreamento do câncer de mama no Brasil, do Colégio Brasileiro de Radiologia, da Sociedade Brasileira de Mastologia e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, assinale a alternativa correta.
  1. ARecomenda-se que a tomossíntese, quando disponível, seja realizada com a mamografia, mesmo nas mulheres de risco populacional usual.
  2. BRecomenda-se o rastreamento bianual com mamografia para as mulheres a partir dos 50 anos.
  3. CNão se recomenda ultrassonografia como rastreamento suplementar em mulheres com risco habitual, incluindo as com mamas densas.
  4. DPara mulheres com estimativa de risco alto para o câncer de mama, a ultrassonografia deve ser priorizada em relação à ressonância magnética.
  5. EMulheres com mutação patogênica do gene BRCA1 devem realizar a ressonância magnética anualmente, a partir da idade em que o parente de 1o grau desenvolveu a doença.
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GabaritoA — Recomenda-se que a tomossíntese, quando disponível, seja realizada com a mamografia, mesmo nas mulheres de risco populacional usual.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Rastreamento do câncer de mama: recomendações das sociedades brasileiras

Gabarito: letra A. A recomendação conjunta do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) é que a tomossíntese, quando disponível, seja realizada em conjunto com a mamografia, inclusive para mulheres de risco populacional usual. As demais alternativas distorcem as recomendações oficiais sobre faixa etária, periodicidade, métodos suplementares e rastreamento de alto risco.

O rastreamento do câncer de mama é uma das estratégias mais importantes da oncologia preventiva, e o Brasil adota diretrizes específicas que diferem de outras sociedades internacionais. A recomendação vigente no país, alinhada ao INCA, é a mamografia bienal para mulheres de 50 a 69 anos, com risco habitual. Essa faixa etária e periodicidade foram definidas com base em evidências de redução de mortalidade, equilibrando benefícios e danos como sobrediagnóstico e resultados falso-positivos.

A tomossíntese, também chamada de mamografia 3D, é uma evolução tecnológica que permite a reconstrução tridimensional da mama, reduzindo a sobreposição de tecidos e aumentando a acurácia diagnóstica, especialmente em mamas densas. A recomendação das sociedades brasileiras é que, quando disponível, ela seja realizada em conjunto com a mamografia convencional (2D), e não como substituta. Isso vale inclusive para mulheres de risco usual, pois a técnica melhora a detecção de lesões e diminui a taxa de reconvocação.

Para mulheres de alto risco, como as portadoras de mutação BRCA1/2, a recomendação é o rastreamento com ressonância magnética anual, geralmente a partir dos 25-30 anos, e não a partir da idade em que o parente de primeiro grau desenvolveu a doença. A ultrassonografia é um método complementar útil em situações específicas, como mamas densas, mas não substitui a ressonância magnética no alto risco, que tem maior sensibilidade.

A distinção central que separa as alternativas é o público-alvo (risco habitual × alto risco) e o método de rastreamento indicado para cada um. A banca explora exatamente essa fronteira: confundir as recomendações para risco habitual com as de alto risco, e inverter a hierarquia dos métodos de imagem.

Critério

Risco habitual

Alto risco (BRCA1/2)

Método principal

Mamografia (bienal)

Ressonância magnética (anual)

Faixa etária

50–69 anos

A partir de 25–30 anos

Complemento

Tomossíntese (quando disponível)

Ultrassonografia (não substitui a RM)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa está correta ao afirmar que a tomossíntese, quando disponível, deve ser realizada com a mamografia, mesmo em mulheres de risco populacional usual. Essa é a recomendação expressa do CBR, SBM e Febrasgo: a tomossíntese é um complemento à mamografia 2D, e não um exame isolado. A combinação das duas técnicas aumenta a sensibilidade e a especificidade do rastreamento, reduzindo a necessidade de exames adicionais e biópsias desnecessárias.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa erra ao afirmar que o rastreamento bianual com mamografia é recomendado a partir dos 50 anos. A recomendação brasileira é para mulheres de 50 a 69 anos, ou seja, há um limite superior de idade. A banca omite o teto de 69 anos, o que torna a afirmação incompleta e, portanto, incorreta. Além disso, a periodicidade bienal está correta, mas a faixa etária precisa ser completa.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa erra ao afirmar que não se recomenda ultrassonografia como rastreamento suplementar em mulheres com risco habitual, incluindo as com mamas densas. Na prática, a ultrassonografia é um método complementar útil em mamas densas, pois a mamografia tem sensibilidade reduzida nesse grupo. A recomendação não é de uso rotineiro, mas a afirmação de que "não se recomenda" é categórica demais e contraria a prática clínica, que admite a US como complemento em situações específicas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa erra ao afirmar que, para mulheres com risco alto, a ultrassonografia deve ser priorizada em relação à ressonância magnética. A hierarquia é inversa: a ressonância magnética é o método de escolha para rastreamento de alto risco, por sua maior sensibilidade. A ultrassonografia é um complemento, mas não substitui a RM. A banca inverte a ordem de prioridade dos métodos.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa erra ao afirmar que mulheres com mutação BRCA1 devem realizar ressonância magnética anualmente a partir da idade em que o parente de primeiro grau desenvolveu a doença. A recomendação é iniciar o rastreamento com RM anual a partir dos 25-30 anos, independentemente da idade do familiar afetado. A banca troca o critério de início do rastreamento, que é baseado na idade da paciente, e não na idade do parente.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre as recomendações para risco habitual e alto risco. Na alternativa E, por exemplo, o candidato pode lembrar que o rastreamento de alto risco começa "10 anos antes da idade do familiar mais jovem", mas a regra para BRCA1/2 é diferente: começa aos 25-30 anos, independentemente da idade do parente. Fique atento a essa distinção.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, monte uma tabela mental: risco habitual → mamografia bienal 50-69 anos; alto risco (BRCA1/2) → RM anual a partir de 25-30 anos; mamas densas → US como complemento. A tomossíntese, quando disponível, é sempre adicionada à mamografia 2D.

Gabarito: letra A

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