A braquiterapia é utilizada no tratamento de diversas neoplasias. Essa modalidade de radioterapia consiste em
Acolocação de implantes radioativos diretamente ou próximo ao tumor, com retirada imediata após a aplicação.
Bcolocação de implantes radioativos diretamente ou próximo ao tumor, permanentemente.
Ccolocação de implantes radioativos diretamente ou próximo ao tumor, por tempo variável.
Daplicação de radioterapia a partir de equipamento que emite feixes de radiação de alta energia, direcionados de fora do corpo.
Eaplicação de radioterapia a partir de equipamento que emite feixes de prótons direcionados de fora do corpo.
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GabaritoC — colocação de implantes radioativos diretamente ou próximo ao tumor, por tempo variável.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Braquiterapia: conceito e modalidades
Gabarito: letra C. A braquiterapia consiste na colocação de implantes radioativos diretamente ou próximo ao tumor, por tempo variável — é exatamente essa flexibilidade temporal que a define e a distingue da teleterapia. A alternativa C captura a essência do método: a fonte radioativa fica em contato ou muito próxima do alvo, e o tempo de permanência varia conforme o tipo de implante (temporário ou permanente).
A braquiterapia é uma das duas grandes modalidades de radioterapia, sendo a outra a teleterapia. Enquanto a teleterapia (também chamada radioterapia externa) utiliza um equipamento que emite feixes de radiação de fora do corpo, direcionados ao tumor, a braquiterapia coloca a fonte radioativa diretamente no tumor ou em sua proximidade imediata. Essa proximidade permite entregar altas doses de radiação ao tecido-alvo, poupando os tecidos sadios adjacentes — uma vantagem física importante, pois a dose cai rapidamente com a distância.
A característica central da braquiterapia é a variabilidade do tempo de permanência do implante. Existem dois grandes grupos:
Implantes temporários: a fonte é inserida e retirada após um período determinado (minutos, horas ou dias). Exemplos: braquiterapia de alta taxa de dose (HDR), usada em tumores de colo de útero, próstata e mama, em que a fonte é posicionada por alguns minutos e depois removida; e braquiterapia de baixa taxa de dose (LDR), em que a fonte permanece por alguns dias.
Implantes permanentes: a fonte é deixada no local definitivamente, e a radiação vai diminuindo com o decaimento do isótopo. Exemplo clássico: sementes de iodo-125 ou paládio-103 no câncer de próstata.
A pegadinha da questão está em transformar uma característica específica (retirada imediata ou permanência definitiva) em regra geral. A banca oferece alternativas que descrevem apenas um dos dois cenários possíveis, como se fossem a definição completa da técnica. A alternativa C, ao dizer "por tempo variável", abrange corretamente tanto os implantes temporários quanto os permanentes.
Para fixar: a braquiterapia é definida pela posição da fonte (dentro ou próximo ao tumor) e pela flexibilidade temporal (o tempo de permanência varia conforme o planejamento). A teleterapia, por outro lado, é definida pela posição externa da fonte (feixes vindos de fora do corpo). É nessa fronteira — posição da fonte e tempo de permanência — que as alternativas se dividem.
Braquiterapia
1Posição da fonte
Dentro do tumor
Próximo ao tumor
2Tempo de permanência
Variável
Temporário (HDR/LDR)
Permanente (iodo-125)
3Vantagem
Alta dose no alvo
Poupa tecido sadio
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a braquiterapia envolve "retirada imediata após a aplicação". Isso descreve apenas um subgrupo — os implantes temporários de alta taxa de dose (HDR), em que a fonte é removida logo após a sessão. Mas não é a regra geral: existem implantes temporários de baixa taxa de dose (LDR), que permanecem por dias, e implantes permanentes, que nunca são retirados. A alternativa erra ao transformar uma modalidade específica em definição universal.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que os implantes são colocados "permanentemente". Isso descreve apenas os implantes permanentes (como as sementes de iodo-125 na próstata), mas ignora os implantes temporários, que são retirados após o tempo planejado. A braquiterapia não é necessariamente permanente — o tempo de permanência é uma variável do planejamento.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa C está correta porque captura a essência da braquiterapia: a colocação de implantes radioativos diretamente ou próximo ao tumor, com tempo de permanência variável. Essa variabilidade é o que permite classificar a braquiterapia em temporária (HDR, LDR) ou permanente, conforme o objetivo do tratamento e o isótopo utilizado. É a definição mais completa e precisa entre as opções.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Descreve a teleterapia (radioterapia externa), não a braquiterapia. Na teleterapia, a radiação é emitida por um equipamento externo (acelerador linear, por exemplo) e direcionada ao tumor de fora do corpo. A alternativa troca a posição da fonte: na braquiterapia, a fonte está dentro ou próxima ao tumor; na teleterapia, está fora do corpo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Também descreve a teleterapia, especificamente a protonterapia (radioterapia com feixes de prótons). Embora seja uma modalidade de radioterapia externa, não é braquiterapia. A alternativa confunde a modalidade de partícula (prótons) com a técnica de posicionamento da fonte, que é o que define a braquiterapia.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre braquiterapia e teleterapia. As alternativas D e E descrevem a radioterapia externa (feixes de fora do corpo), enquanto A e B descrevem apenas um dos dois tipos de braquiterapia (temporária ou permanente). A chave é lembrar que a braquiterapia é definida pela posição da fonte (dentro/próximo ao tumor) e pela variabilidade do tempo — não pela retirada imediata nem pela permanência definitiva. Com esse critério, você elimina as quatro erradas de uma vez.