Nas diretrizes para o rastreamento do câncer de colo de útero, publicadas em 2025, o exame principal para o rastreamento dessa neoplasia, a faixa etária e o intervalo entre os exames para mulheres com resultados negativos são, respectivamente:
Acitologia oncótica; 25 a 75 anos; 2 anos.
Bteste de Papanicolaou; 25 a 64 anos; 2 anos.
Cteste do DNA-HPV; 25 a 75 anos; 2 anos.
Dteste de DNA-HPV;25 a 64 anos; 5 anos.
Ecitologia oncótica; 25 a 64 anos; anualmente.
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GabaritoD — teste de DNA-HPV;25 a 64 anos; 5 anos.
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Rastreamento do câncer de colo de útero: diretrizes de 2025
Gabarito: letra D. As diretrizes de 2025 para o rastreamento do câncer de colo de útero estabelecem o teste de DNA-HPV como exame principal, para mulheres de 25 a 64 anos, com intervalo de 5 anos entre exames com resultados negativos. Essa recomendação representa uma mudança em relação à citologia oncótica (Papanicolaou), que era o método tradicional, e está alinhada à maior sensibilidade do teste molecular para detectar infecções por HPV de alto risco, principal causa da neoplasia.
O rastreamento do câncer de colo de útero é um dos maiores sucessos da medicina preventiva: a detecção precoce de lesões precursoras reduz drasticamente a mortalidade. A doença tem progressão lenta, o que permite que o rastreamento periódico identifique e trate lesões intraepiteliais antes da invasão. As infecções por HPV de alto risco (tipos 16 e 18) são responsáveis por aproximadamente 70% dos casos, e o pico de incidência da infecção ocorre em mulheres com menos de 25 anos, sendo a maioria transitória.
A evolução das diretrizes reflete o avanço tecnológico. Historicamente, a citologia oncótica (Papanicolaou) era o exame padrão, com coleta a partir dos 21 anos e repetição a cada 3 anos. Aos 30 anos, podia-se optar pelo cotesting (citologia + HPV) a cada 5 anos. As diretrizes de 2025, porém, priorizam o teste de DNA-HPV como exame primário, dada sua maior sensibilidade para detectar lesões de alto grau e adenocarcinoma, permitindo intervalos mais longos e maior segurança nos resultados negativos. A faixa etária de 25 a 64 anos foi definida por estudos de custo-efetividade e pela história natural da doença: antes dos 25 anos, a alta prevalência de infecções transitórias geraria muitos exames desnecessários; após os 64 anos, com rastreamento adequado, o risco de desenvolver a doença é muito baixo.
A principal distinção que a banca explora é entre o teste de DNA-HPV e a citologia oncótica (Papanicolaou). Enquanto a citologia analisa células esfoliadas do colo do útero em busca de alterações morfológicas, o teste de DNA-HPV detecta a presença do material genético do vírus oncogênico. O teste molecular é mais sensível, mas menos específico, pois identifica infecções que podem regredir espontaneamente. Por isso, o intervalo de 5 anos é seguro: um resultado negativo para HPV de alto risco tem alto valor preditivo negativo, ou seja, a probabilidade de desenvolver lesão de alto grau nos próximos anos é mínima.
A pegadinha desta questão está na combinação de três elementos: exame, faixa etária e intervalo. O candidato que memorizou as diretrizes antigas (citologia a partir de 21 anos, a cada 3 anos) ou as recomendações internacionais (citologia até 65 anos) pode se confundir. A banca oferece alternativas que misturam o exame correto com faixa etária ou intervalo incorretos, e vice-versa. O critério decisivo é: teste de DNA-HPV + 25 a 64 anos + 5 anos — essa tríade é a marca das diretrizes de 2025.
Rastreamento do câncer de colo de útero: diretrizes 2025; Exame principal (Teste de DNA-HPV, (citologia oncótica era o método antigo)); Faixa etária (25 a 64 anos, (antes dos 25: infecções transitórias), (após 64: baixo risco)); Intervalo (5 anos (resultado negativo), (alto valor preditivo negativo))
Alternativa A — ❌ Incorreta
Apresenta a citologia oncótica como exame principal, o que contraria a diretriz de 2025 que prioriza o teste de DNA-HPV. Além disso, a faixa etária de 25 a 75 anos está incorreta (o limite superior é 64 anos) e o intervalo de 2 anos não corresponde à recomendação de 5 anos para resultados negativos. A citologia oncótica, embora ainda seja um método válido em contextos específicos, não é o exame principal das novas diretrizes.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Menciona o teste de Papanicolaou (sinônimo de citologia oncótica), que não é o exame principal das diretrizes de 2025. A faixa etária de 25 a 64 anos está correta, mas o intervalo de 2 anos está errado — o correto para resultados negativos é 5 anos. A alternativa mistura um elemento correto (faixa etária) com dois incorretos (exame e intervalo), o que a torna inválida.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Acerta o exame (teste de DNA-HPV) e o intervalo (5 anos), mas erra a faixa etária ao estender até 75 anos. O limite superior estabelecido pelas diretrizes de 2025 é 64 anos. Essa alternativa é a mais próxima da correta, mas o erro na faixa etária a invalida — a banca explora exatamente essa confusão entre os limites de idade.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Apresenta a tríade correta: teste de DNA-HPV como exame principal, faixa etária de 25 a 64 anos e intervalo de 5 anos para mulheres com resultados negativos. Essa combinação reflete a recomendação das diretrizes de 2025, que priorizam o teste molecular pela sua alta sensibilidade e valor preditivo negativo, permitindo intervalos mais longos e seguros.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erra o exame (citologia oncótica) e o intervalo (anualmente). A faixa etária de 25 a 64 anos está correta, mas o rastreamento anual não é recomendado para mulheres com resultados negativos — seria um excesso de exames sem benefício adicional e com custos e danos potenciais. A citologia oncótica, quando utilizada, segue intervalos maiores (3 anos), nunca anuais para rastreamento de rotina.
A regra de ouro para a prova: nas diretrizes de 2025, o rastreamento do câncer de colo de útero é feito com teste de DNA-HPV, na faixa de 25 a 64 anos, com intervalo de 5 anos para resultados negativos. Memorize essa tríade e você elimina rapidamente as alternativas que misturam elementos de diretrizes antigas ou internacionais.