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Questão de Medicina — Oncologia — VUNESP 2026

MedicinaOncologia
Código
vu118573
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José do Rio Preto - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Especialista - Oncologista
A presença de instabilidade de microssatélites (MSI, do inglês microstellite instability) é um elemento importante para a indicação de tratamento agnóstico com imunoterapia em diversos tipos de câncer. A presença de elevada MSI (MSI-H)
  1. Aestá relacionada à presença de mais de 30% de mutações em microssatélites.
  2. Bé correlacionada com alta habilidade de correção de erros na duplicação do DNA.
  3. Cé encontrada com maior frequência em câncer de mama do que em câncer de endométrio.
  4. Dnão tem correlação com resposta à imunoterapia.
  5. Eestá correlacionada com a proficiência em enzimas do reparo do DNA.
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GabaritoA — está relacionada à presença de mais de 30% de mutações em microssatélites.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Instabilidade de Microssatélites (MSI) e Imunoterapia

Gabarito: letra A. A instabilidade de microssatélites (MSI) é um marcador molecular preditivo de resposta à imunoterapia, e a definição de MSI-H (alta instabilidade) está relacionada à presença de mutações em mais de 30% dos microssatélites analisados. As demais alternativas invertem o conceito: a MSI é consequência de um sistema de reparo do DNA deficiente, não proficiente, e não tem relação com maior frequência em câncer de mama.

A instabilidade de microssatélites é um fenômeno genético que ocorre quando o sistema de reparo de erros de pareamento do DNA (MMR, do inglês mismatch repair) está defeituoso. Os microssatélites são sequências curtas e repetitivas de DNA (de 1 a 6 bases) espalhadas pelo genoma. Quando o reparo falha, essas regiões repetitivas acumulam erros — inserções ou deleções — que alteram seu tamanho. Essa alteração é o que se chama de instabilidade de microssatélites.

A presença de MSI é um marcador importante na oncologia porque tumores com alta instabilidade (MSI-H) apresentam uma carga mutacional elevada. Isso significa que essas células cancerosas produzem muitas proteínas anormais (neoantígenos), que podem ser apresentadas pelo complexo principal de histocompatibilidade (MHC) e reconhecidas pelo sistema imunológico. Por isso, tumores MSI-H respondem bem à imunoterapia com inibidores de checkpoint (anti-PD-1, anti-PD-L1, anti-CTLA-4), que "desbloqueiam" os linfócitos T para atacar o tumor.

A definição de MSI-H, conforme os critérios de Bethesda, é a presença de instabilidade em mais de 30% dos marcadores de microssatélites analisados. Quando a instabilidade ocorre em menos de 30% dos marcadores, o tumor é classificado como MSI-L (baixa instabilidade), e quando não há instabilidade, é MSS (estável). Essa distinção é crucial para a prática clínica: apenas tumores MSI-H são elegíveis para tratamento agnóstico com imunoterapia, independentemente do tipo histológico.

A banca explora aqui a confusão entre o conceito de MSI e o de proficiência do reparo do DNA. A MSI é justamente o oposto de um reparo eficiente: ela indica que o sistema de reparo está deficiente. Além disso, a frequência de MSI varia conforme o tipo de tumor — é muito mais comum em câncer de endométrio e colorretal do que em câncer de mama, onde é rara. Guarde esses dois eixos: o percentual de 30% e a relação inversa com a proficiência do reparo — são eles que separam as alternativas.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A definição de MSI-H, segundo os critérios de Bethesda, é a presença de instabilidade em mais de 30% dos microssatélites analisados. Esse é o limiar que classifica o tumor como de alta instabilidade e, portanto, elegível para imunoterapia. A alternativa espelha exatamente esse critério.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A MSI é consequência de um sistema de reparo deficiente, não proficiente. A alternativa inverte o conceito: alta instabilidade de microssatélites significa que o reparo de erros na duplicação do DNA está comprometido, não que há alta habilidade de correção. A proficiência do reparo (pMMR) é o oposto da deficiência (dMMR) que gera MSI.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A MSI é muito mais frequente em câncer de endométrio e colorretal do que em câncer de mama. No câncer de mama, a instabilidade de microssatélites é rara (menos de 2% dos casos), enquanto no endométrio pode chegar a 20-30%. A alternativa inverte a epidemiologia do marcador.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A MSI-H tem forte correlação com resposta à imunoterapia. Tumores com alta instabilidade de microssatélites apresentam alta carga mutacional e muitos neoantígenos, o que os torna particularmente sensíveis aos inibidores de checkpoint. Essa é a base do tratamento agnóstico aprovado para tumores MSI-H, independentemente do tipo histológico.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A MSI está correlacionada com a deficiência das enzimas de reparo do DNA (dMMR), não com a proficiência. Quando o sistema de reparo é proficiente (pMMR), os microssatélites permanecem estáveis (MSS). A alternativa troca o conceito de deficiência por proficiência, invertendo a relação causal.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte a relação entre MSI e reparo do DNA: nas alternativas B e E, apresenta a MSI como consequência de um reparo proficiente, quando na verdade ela é marcador de deficiência do sistema MMR. Além disso, a alternativa C troca a epidemiologia — MSI é comum em endométrio e colorretal, não em mama. Fique atento: MSI-H = reparo defeituoso = alta carga mutacional = boa resposta à imunoterapia.

PEGA ESSA DICA!

Para memorizar o limiar, lembre-se do critério de Bethesda: MSI-H é definido por instabilidade em mais de 30% dos marcadores. Na prova, quando a questão falar de MSI, associe automaticamente a três palavras-chave: deficiência de reparo, alta carga mutacional e resposta à imunoterapia. Se alguma alternativa inverter qualquer uma dessas relações, está errada.

Gabarito: letra A

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