Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), para o ano de 2023, foram estimados, no Brasil, 704 mil casos novos de câncer. Com exceção do câncer de pele não melanoma, os demais tipos de câncer mais incidentes corresponderão a cerca de 70% de todos os casos.Nesse contexto, é correto afirmar que
Aos cânceres de mama feminina e de próstata representam, cada um, cerca de 15% dos casos novos.
Bos cânceres de colo de útero representam 15% dos casos novos.
Cos cânceres de cólon e reto representam 30% dos casos novos.
Do câncer de colo de útero é o segundo mais frequente em mulheres.
Eo câncer de pulmão é o segundo mais frequente em homens.
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GabaritoA — os cânceres de mama feminina e de próstata representam, cada um, cerca de 15% dos casos novos.
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Epidemiologia do câncer no Brasil: estimativas do INCA para 2023
Gabarito: letra A. Segundo as estimativas do INCA para 2023, os cânceres de mama feminina e de próstata são os mais incidentes (excluindo pele não melanoma), cada um representando cerca de 15% dos casos novos — exatamente o que afirma a alternativa A. As demais alternativas erram ao superestimar percentuais (colo de útero, cólon e reto) ou ao inverter a ordem de frequência por sexo.
O enunciado traz um dado central: dos 704 mil casos novos estimados para 2023, cerca de 70% correspondem aos tipos mais incidentes, excluído o câncer de pele não melanoma. Isso significa que os principais tumores — mama feminina, próstata, cólon e reto, pulmão e estômago — concentram a maior parte da carga da doença. A epidemiologia descritiva do câncer no Brasil segue um padrão conhecido: mama e próstata lideram em seus respectivos sexos, com proporções semelhantes (em torno de 15% cada), seguidos por cólon e reto (cerca de 10%), pulmão (cerca de 8%) e estômago (cerca de 5%).
A banca explora exatamente a memória desses percentuais e a ordem de frequência. O candidato que decora apenas os "top 3" pode confundir as proporções, achando que mama e próstata representam 20% ou 30% cada. Na verdade, a soma de mama (15%) + próstata (15%) + cólon e reto (10%) + pulmão (8%) + estômago (5%) já alcança 53%, e os demais tipos (tireoide, colo de útero, pâncreas, etc.) completam os 70% mencionados. É um raciocínio de proporcionalidade que exige precisão, não apenas reconhecimento dos nomes.
Outro ponto que merece atenção é a frequência por sexo. No Brasil, o câncer de mama é o mais incidente em mulheres, seguido pelo de cólon e reto e, depois, pelo de colo de útero — que ocupa a terceira posição, não a segunda. Já entre os homens, o câncer de próstata é o mais frequente, seguido pelo de pulmão e, depois, pelo de cólon e reto. A alternativa E erra ao afirmar que o pulmão é o segundo mais frequente em homens — na verdade, é o terceiro, atrás do cólon e reto. A alternativa D erra ao colocar o colo de útero como segundo em mulheres, quando ele é o terceiro.
A pegadinha central desta questão é a troca de percentuais e de posições no ranking. A banca oferece números que parecem plausíveis (15%, 30%) e afirmações de ordem que confundem quem não domina a hierarquia exata. Para acertar, é preciso ter clareza sobre os valores aproximados de cada tumor e sobre a sequência de incidência por sexo. A alternativa A é a única que reproduz fielmente os dados do INCA para 2023.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca os percentuais e as posições no ranking. O candidato que lembra que mama e próstata são os mais incidentes pode achar que representam 20% ou 30% cada — mas o INCA estima cerca de 15% para cada. Além disso, a ordem por sexo é armadilha: colo de útero é o terceiro em mulheres (não o segundo), e pulmão é o terceiro em homens (não o segundo). Com treino, você fixa esses números e não cai mais.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa afirma que os cânceres de mama feminina e de próstata representam, cada um, cerca de 15% dos casos novos. Isso está em conformidade com as estimativas do INCA para 2023: mama feminina e próstata são os tumores mais incidentes (excluindo pele não melanoma), cada um com aproximadamente 15% do total. A soma dos dois (30%) já é uma fatia significativa dos 70% mencionados no enunciado, o que reforça a coerência do dado.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que os cânceres de colo de útero representam 15% dos casos novos. O percentual está superestimado: o câncer de colo de útero é o terceiro mais frequente em mulheres, com cerca de 7% dos casos novos (aproximadamente 17 mil casos em 2023). O valor de 15% corresponde, na verdade, à proporção de mama feminina ou de próstata — a banca trocou o percentual de um tumor pelo de outro.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que os cânceres de cólon e reto representam 30% dos casos novos. O percentual está muito acima do real: cólon e reto correspondem a cerca de 10% dos casos novos (aproximadamente 46 mil casos em 2023). O valor de 30% seria a soma de mama + próstata, não de cólon e reto isoladamente. A banca usa um número que não corresponde a nenhum tumor específico, apenas à soma de dois outros.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que o câncer de colo de útero é o segundo mais frequente em mulheres. Na verdade, o colo de útero ocupa a terceira posição em incidência feminina, atrás do câncer de mama (primeiro) e do de cólon e reto (segundo). A alternativa troca a posição: o segundo mais frequente em mulheres é o cólon e reto, não o colo de útero.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que o câncer de pulmão é o segundo mais frequente em homens. Na verdade, o pulmão ocupa a terceira posição em incidência masculina, atrás do câncer de próstata (primeiro) e do de cólon e reto (segundo). A alternativa troca a posição: o segundo mais frequente em homens é o cólon e reto, não o pulmão.