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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — VUNESP 2026

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
vu118632
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José do Rio Preto - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Especialista - Pediatra
Escolar, sexo feminino, 6 anos de idade, sem comorbidades, vem à UBS para consulta de rotina. A mãe informa que a criança apresenta bom crescimento pondero-estatural e desenvolvimento, porém não recebeu algumas vacinas por “esquecimento”. Constam na caderneta:• BCG e hepatite B ao nascer;• Pneumocócica 10 – valente: 3 doses – aos 2 meses, 4 meses e 12 meses;• Pentavalente e VIP: 3 doses – aos 2, 4 e 6 meses;• Rotavírus: 2 doses – aos 2 e 4 meses;• Meningocócica C: 3 doses – aos 3 meses, 5 meses e 12 meses;• Febre amarela: 1 dose aos 9 meses;• Hepatite A: 1 dose aos 12 meses;• Tríplice viral: 1 dose aos 12 meses;• Tetraviral: 1 dose aos 15 meses;• DTP + VIP: 1 dose aos 15 meses.A criança está afebril, sem queixas, e os responsáveis autorizam atualização vacinal.Com base no Programa Nacional de Imunizações (PNI) e excetuando eventuais campanhas de influenza e covid, o esquema a ser seguido hoje é aplicar
  1. Apentavalente e agendar as demais para 30 dias.
  2. BDTP, varicela e febre amarela.
  3. CDTP, febre amarela e VOP agora e varicela em 30 dias.
  4. Dvaricela, deixando DTP e VOP para reforço aos 7 anos.
  5. Eapenas febre amarela, pois as demais vacinas estão atualizadas.
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GabaritoB — DTP, varicela e febre amarela.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Atualização vacinal na infância: esquema atrasado aos 6 anos

Gabarito: letra B. A criança de 6 anos está com o esquema de DTP (reforço) e varicela (2ª dose) atrasados, além da febre amarela (reforço aos 4 anos) — por isso, hoje devem ser aplicadas DTP, varicela e febre amarela, conforme o Calendário Nacional de Vacinação do PNI. A alternativa B é a única que contempla exatamente essas três vacinas, sem antecipar a VOP (que aos 6 anos já foi substituída pela VIP no esquema de reforço) nem adiar indevidamente a varicela.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) estabelece um calendário de vacinação com idades recomendadas para cada dose, mas a regra de ouro para o atraso vacinal é simples: qualquer vacina ou dose não administrada na idade recomendada deve ser aplicada na visita subsequente, independentemente do tempo decorrido. Isso significa que, ao identificar uma criança com esquema incompleto, o profissional deve avaliar cada vacina individualmente e aplicar as doses em atraso no mesmo dia, respeitando apenas os intervalos mínimos entre doses de uma mesma vacina e as contraindicações específicas.

No caso apresentado, a menina de 6 anos tem o seguinte histórico: recebeu BCG e hepatite B ao nascer; pneumocócica 10-valente (3 doses: 2, 4 e 12 meses); pentavalente e VIP (3 doses: 2, 4 e 6 meses); rotavírus (2 doses: 2 e 4 meses); meningocócica C (3 doses: 3, 5 e 12 meses); febre amarela (1 dose aos 9 meses); hepatite A (1 dose aos 12 meses); tríplice viral (1 dose aos 12 meses); tetraviral (1 dose aos 15 meses); e DTP + VIP (1 dose aos 15 meses).

Comparando com o calendário do PNI para essa idade, identificamos as seguintes pendências:

  • DTP (reforço): o esquema básico da DTP é de 3 doses (2, 4 e 6 meses) + 2 reforços (15 meses e 4-6 anos). A criança recebeu as 3 doses da pentavalente (que inclui DTP) e o 1º reforço aos 15 meses, mas falta o 2º reforço, previsto entre 4 e 6 anos.

  • Varicela: o calendário prevê 1 dose aos 15 meses (tetraviral) e 1 dose de reforço aos 4 anos. A criança recebeu a tetraviral aos 15 meses, mas falta a 2ª dose de varicela.

  • Febre amarela: o esquema prevê 1 dose aos 9 meses e 1 dose de reforço aos 4 anos. A criança recebeu a 1ª dose aos 9 meses, mas falta o reforço.

  • VIP (reforço): o esquema da VIP é de 3 doses (2, 4 e 6 meses) + 2 reforços (15 meses e 4-6 anos). A criança recebeu as 3 doses e o 1º reforço aos 15 meses, mas falta o 2º reforço, previsto entre 4 e 6 anos. No entanto, com a suspensão da VOP no Brasil desde novembro/2024, os reforços passaram a ser feitos com a VIP, e o PNI disponibiliza a vacina para menores de 5 anos — a criança já tem 6 anos, então não receberá a VIP neste momento.

Portanto, as vacinas em atraso que devem ser aplicadas hoje são: DTP, varicela e febre amarela. A VOP não se aplica porque a criança já tem 6 anos (a VOP é usada apenas até os 5 anos, e mesmo assim foi substituída pela VIP). A alternativa B é a única que contempla exatamente essas três vacinas.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre VOP e VIP. A criança tem 6 anos, e o reforço de poliomielite aos 4-6 anos deve ser feito com VIP, não com VOP. Além disso, o PNI disponibiliza a VIP apenas para menores de 5 anos, então aos 6 anos a criança não recebe reforço de pólio neste momento. A alternativa C erra ao incluir a VOP, e a alternativa A erra ao propor pentavalente (que não é mais indicada nessa idade).

Vacina em atraso

Dose prevista (PNI)

Situação da criança

DTP

2º reforço (4–6 anos)

Atrasada — aplicar hoje

Varicela

2ª dose (4 anos)

Atrasada — aplicar hoje

Febre amarela

Reforço (4 anos)

Atrasada — aplicar hoje

VIP (pólio)

2º reforço (4–6 anos)

Não indicada (idade > 5 anos)

VOP

Reforço (4–6 anos)

Não indicada (suspensa/substituída pela VIP)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A pentavalente (DTP + Hib + hepatite B) é uma vacina do esquema básico do lactente, com doses aos 2, 4 e 6 meses. Aos 6 anos, a criança já completou esse esquema (recebeu as 3 doses da pentavalente) e não há indicação de dose adicional dessa vacina. Além disso, a alternativa propõe agendar as demais vacinas para 30 dias, o que contraria a regra de aplicar as doses em atraso na mesma visita. O erro está em propor uma vacina que não é mais indicada para a idade e em adiar indevidamente as vacinas em atraso.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A criança está com três vacinas em atraso: DTP (2º reforço, previsto aos 4-6 anos), varicela (2ª dose, prevista aos 4 anos) e febre amarela (reforço, previsto aos 4 anos). Todas devem ser aplicadas hoje, conforme a regra de atualização vacinal do PNI. A alternativa B contempla exatamente essas três vacinas, sem incluir vacinas desnecessárias ou adiar doses.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C inclui a VOP (vacina oral contra poliomielite), que não é indicada para essa criança. Aos 6 anos, o reforço de poliomielite (4-6 anos) deve ser feito com a VIP (vacina inativada), e não com a VOP. Além disso, com a suspensão da VOP no Brasil desde novembro/2024, os reforços passaram a ser feitos com a VIP, e o PNI disponibiliza a VIP apenas para menores de 5 anos — a criança já tem 6 anos, então não receberá reforço de pólio neste momento. A alternativa também propõe adiar a varicela para 30 dias, o que contraria a regra de aplicar as doses em atraso na mesma visita.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D propõe aplicar apenas a varicela, deixando DTP e VOP para o reforço aos 7 anos. Isso está errado por dois motivos: (1) a DTP está em atraso e deve ser aplicada hoje, não adiada para os 7 anos; (2) a VOP não é indicada para essa criança (aos 6 anos, o reforço de pólio seria com VIP, e mesmo assim não está disponível para maiores de 5 anos). A varicela, de fato, está em atraso, mas não é a única vacina pendente.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E afirma que apenas a febre amarela está em atraso, o que é falso. Além da febre amarela (reforço aos 4 anos), a criança também está com a DTP (2º reforço) e a varicela (2ª dose) em atraso. A alternativa ignora duas vacinas pendentes e, portanto, está incorreta.

Gabarito: letra B — DTP, varicela e febre amarela.

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