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Questão de Medicina — Anatomia e Fisiologia Humana em Medicina — VUNESP 2026

MedicinaAnatomia e Fisiologia Humana em Medicina
Código
vu119670
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Medicina Esportiva
Considerando a fisiologia da cicatrização óssea, a progressão dos exercícios deve ser orientada por
  1. Afases inflamatória, reparativa e de remodelação do osso.
  2. Bconsolidação completa antes de qualquer mobilização.
  3. Cretorno imediato às atividades esportivas.
  4. Dprotocolo rígido de 12 semanas para todos os pacientes.
  5. Eausência total de dor durante todo o processo de reabilitação.
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GabaritoA — fases inflamatória, reparativa e de remodelação do osso.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Fisiologia da cicatrização óssea e progressão de exercícios

Gabarito: letra A. A progressão dos exercícios na reabilitação de fraturas deve ser orientada pelas fases da cicatrização óssea — inflamatória, reparativa e de remodelação — pois cada fase apresenta características biomecânicas distintas que determinam o tipo e a intensidade de carga segura (fisiologia do exercício aplicada à ortopedia).

A cicatrização óssea é um processo biológico sequencial e previsível, dividido didaticamente em três fases principais. A fase inflamatória (primeiros dias) é marcada pela formação do hematoma fraturário, influxo de células inflamatórias e início da formação do calo mole; a fase reparativa (semanas) envolve a formação do calo ósseo (inicialmente cartilaginoso, depois ósseo) e a estabilização progressiva da fratura; a fase de remodelação (meses a anos) é caracterizada pela substituição do osso imaturo por osso lamelar maduro, com restauração da arquitetura e resistência óssea. Cada fase impõe limites mecânicos diferentes: na fase inflamatória, a mobilização precoce é permitida, mas com cargas mínimas; na fase reparativa, há progressão gradual de carga conforme a consolidação; na fase de remodelação, o retorno às atividades de maior impacto pode ser liberado progressivamente.

A progressão dos exercícios não segue um protocolo rígido de tempo, mas sim a avaliação clínica e radiológica da consolidação, respeitando a biologia da reparação. A mobilização precoce, quando indicada, é benéfica para evitar rigidez articular e atrofia muscular, desde que respeite os limites de cada fase. O retorno imediato às atividades esportivas é contraindicado, pois a fratura ainda não apresenta resistência suficiente. A ausência total de dor não é um critério absoluto, pois alguma dor durante a reabilitação pode ser esperada, especialmente nas fases iniciais; o que se busca é evitar dor de caráter mecânico que indique sobrecarga excessiva.

A distinção crucial é entre cronologia biológica (fases da cicatrização) e cronologia de calendário (semanas fixas). A banca explora exatamente essa confusão: o candidato que decora prazos fixos (como 12 semanas) erra, pois a consolidação varia conforme o osso fraturado, o tipo de fratura, a idade do paciente e comorbidades. O critério decisivo é sempre a avaliação da fase de cicatrização em que o paciente se encontra, não um tempo pré-determinado.

  1. 1Inflamatória (dias)
  2. 2Reparativa (semanas)
  3. 3Remodelação (meses)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa correta espelha exatamente o princípio fisiológico: a progressão dos exercícios deve ser orientada pelas fases da cicatrização óssea (inflamatória, reparativa e de remodelação). Cada fase tem características biomecânicas próprias — na fase inflamatória, o calo é frágil e a carga deve ser mínima; na fase reparativa, o calo ósseo ganha resistência e a carga pode ser progressivamente aumentada; na fase de remodelação, o osso atinge resistência próxima do normal e o retorno às atividades de maior impacto pode ser liberado. É a avaliação da fase que determina o tipo, a intensidade e a progressão dos exercícios, respeitando a biologia da reparação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que a mobilização só deve ocorrer após a consolidação completa. Isso contraria o princípio da mobilização precoce, que é benéfica para evitar rigidez articular, atrofia muscular e trombose venosa, desde que respeitados os limites de cada fase. A consolidação completa é um processo que leva meses; esperar por ela para iniciar qualquer mobilização resultaria em complicações significativas. A mobilização precoce, com cargas adequadas à fase, é parte integrante do tratamento.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O retorno imediato às atividades esportivas é contraindicado, pois a fratura recém-tratada não apresenta resistência mecânica suficiente para suportar as cargas do esporte. O retorno deve ser gradual, baseado na avaliação da consolidação (clínica e radiológica) e na progressão das fases de cicatrização. Retornar imediatamente aumentaria o risco de falha da consolidação, retardo de união ou nova fratura.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Um protocolo rígido de 12 semanas para todos os pacientes ignora a variabilidade biológica da cicatrização óssea. O tempo de consolidação varia conforme o osso fraturado (ex.: clavícula consolida mais rápido que tíbia), o tipo de fratura, a idade, o estado nutricional e comorbidades. A progressão deve ser individualizada, baseada na avaliação da fase de cicatrização, não em um prazo fixo. O número 12 semanas é um distrator que não corresponde a nenhum padrão universal.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A ausência total de dor durante todo o processo de reabilitação não é um critério realista nem adequado. Algum desconforto pode ser esperado, especialmente nas fases iniciais, devido à inflamação e ao início da mobilização. O que se busca é evitar dor de caráter mecânico (que indica sobrecarga excessiva na fratura), mas a dor leve e controlada não impede a progressão. O critério correto é a avaliação da fase de cicatrização e a resposta clínica ao exercício, não a ausência absoluta de dor.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre cronologia biológica e cronologia de calendário. O candidato que decora prazos fixos (12 semanas) ou critérios absolutos (ausência total de dor, consolidação completa antes de qualquer mobilização) erra, pois a reabilitação é guiada pela avaliação da fase de cicatrização, que varia de paciente para paciente. A alternativa D é o distrator clássico: um número específico que parece razoável, mas não corresponde a nenhum padrão universal.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de reabilitação de fraturas, lembre-se sempre das três fases da cicatrização óssea (inflamatória, reparativa, remodelação) e associe cada uma a um nível de carga permitido. Na dúvida entre um prazo fixo e uma avaliação individualizada, prefira a individualizada — a biologia não segue calendário.

Gabarito: letra A

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