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Questão de Medicina — Anatomia e Fisiologia Humana em Medicina — VUNESP 2026

MedicinaAnatomia e Fisiologia Humana em Medicina
Código
vu119678
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Medicina Esportiva
A paralisia do músculo glúteo médio pode produzir a marcha de Trendelenburg. Quais raízes, frequentemente, podem estar envolvidas neste evento?
  1. AT11-T12-L1.
  2. BT12-L1-L2.
  3. CL2-L3-L4.
  4. DL3-L4-L5.
  5. EL4-L5-S1.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — L4-L5-S1.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Marcha de Trendelenburg: inervação do glúteo médio

Gabarito: letra E. A marcha de Trendelenburg decorre da fraqueza do músculo glúteo médio, cuja inervação é feita pelo nervo glúteo superior, que emerge das raízes de L4, L5 e S1 — exatamente o que a alternativa E descreve. As demais opções trazem raízes lombares altas ou médias, que não correspondem à inervação desse músculo abdutor do quadril.

O glúteo médio é um dos principais músculos abdutores do quadril e tem a função crucial de manter a pelve nivelada durante a marcha, especialmente na fase de apoio unipodal. Quando ele está insuficiente ou paralisado, a pelve cai para o lado contrário ao do membro apoiado, e o paciente compensa inclinando o tronco para o lado do apoio — esse conjunto de alterações caracteriza a marcha de Trendelenburg. A manobra clínica que pesquisa essa insuficiência é o teste de Trendelenburg, no qual o paciente fica em pé apoiado em um só membro; se a pelve cair para o lado oposto, o teste é positivo.

A inervação do glúteo médio é feita pelo nervo glúteo superior, que se origina do plexo sacral. Esse nervo recebe contribuições das raízes de L4, L5 e S1. Portanto, uma lesão que comprometa essas raízes — seja por radiculopatia, trauma, tumor ou outra causa — pode levar à fraqueza do glúteo médio e, consequentemente, à marcha de Trendelenburg.

É importante distinguir a inervação do glúteo médio da de outros músculos da região glútea. O glúteo máximo, por exemplo, é inervado pelo nervo glúteo inferior, que também se origina do plexo sacral, mas com contribuições de L5, S1 e S2. Já o tensor da fáscia lata, que também atua na abdução do quadril, é inervado pelo nervo glúteo superior, assim como o glúteo médio e o glúteo mínimo. Essa distinção é relevante porque a banca pode explorar a confusão entre os nervos glúteos superior e inferior.

A pegadinha desta questão está em associar a marcha de Trendelenburg a raízes lombares altas ou médias, que inervam outros grupos musculares. Por exemplo, as raízes de L2, L3 e L4 são responsáveis principalmente pela inervação do quadríceps femoral (via nervo femoral) e dos adutores do quadril (via nervo obturador), não do glúteo médio. Já as raízes de L4, L5 e S1 formam o nervo glúteo superior, que é o que realmente importa para a abdução do quadril.

Guarde a seguinte relação: glúteo médio → nervo glúteo superior → raízes L4-L5-S1. É esse o critério que separa a alternativa correta das demais.

Alternativa A — ❌ Incorreta

As raízes T11, T12 e L1 não inervam o glúteo médio. Essas raízes torácicas baixas e lombar alta estão mais relacionadas à inervação dos músculos da parede abdominal e do iliopsoas, não aos músculos abdutores do quadril. A marcha de Trendelenburg não está associada a esse nível radicular.

Alternativa B — ❌ Incorreta

As raízes T12, L1 e L2 também não correspondem à inervação do glúteo médio. O nervo glúteo superior, que inerva esse músculo, origina-se de L4, L5 e S1. As raízes lombares altas (L1 e L2) estão mais relacionadas à inervação do iliopsoas e de parte dos músculos da parede abdominal.

Alternativa C — ❌ Incorreta

As raízes L2, L3 e L4 inervam principalmente o quadríceps femoral (via nervo femoral) e os músculos adutores do quadril (via nervo obturador). A fraqueza desses músculos pode causar outros padrões de marcha, mas não a marcha de Trendelenburg, que é específica da insuficiência do glúteo médio.

Alternativa D — ❌ Incorreta

As raízes L3, L4 e L5 não formam o nervo glúteo superior. Embora L4 e L5 participem da formação desse nervo, a raiz L3 não contribui. Além disso, falta a raiz S1, que é essencial para a inervação do glúteo médio. A alternativa D está incompleta e incorreta.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

As raízes L4, L5 e S1 formam o nervo glúteo superior, que inerva o glúteo médio, o glúteo mínimo e o tensor da fáscia lata. A paralisia ou fraqueza do glúteo médio, por comprometimento dessas raízes, leva à marcha de Trendelenburg. Esta é a alternativa correta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato oferecendo raízes lombares altas e médias (L1-L2-L3), que inervam outros músculos do membro inferior, como o quadríceps e os adutores. A chave é lembrar que o glúteo médio é inervado pelo nervo glúteo superior, que vem de L4-L5-S1. Se você decorar essa relação, elimina as alternativas A, B, C e D rapidamente.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de inervação muscular, monte uma tabela mental com os principais músculos e seus nervos:

Músculo

Nervo

Raízes

Glúteo médio

Glúteo superior

L4-L5-S1

Glúteo máximo

Glúteo inferior

L5-S1-S2

Quadríceps femoral

Femoral

L2-L3-L4

Adutores do quadril

Obturador

L2-L3-L4

Essa tabela cobre as principais pegadinhas de inervação do quadril e da coxa.

Gabarito: letra E

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