Questão de Medicina — Otorrinolaringologia — VUNESP 2026
Medicina›Otorrinolaringologia
Código
vu119697
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Otorrinolaringologia/Cirurgia de Cabeça e Pescoço
Os osteomas nasossinusais são tumores ósseos benignos que acometem a região de cabeça e pescoço. Em quais seios paranasais são mais frequentes?
AEsfenoide e etmoide.
BEtmoide e maxilar.
CFrontal e etmoide.
DMaxilar e esfenoide.
EMaxilar e frontal.
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GabaritoC — Frontal e etmoide.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Osteomas nasossinusais: localização mais frequente
Gabarito: letra C. Os osteomas nasossinusais são tumores ósseos benignos que acometem com maior frequência o seio frontal, seguido do seio etmoidal — essa é a ordem clássica de incidência descrita na literatura de otorrinolaringologia e cirurgia de cabeça e pescoço. A alternativa C (frontal e etmoide) espelha exatamente essa distribuição, enquanto as demais trocam ou invertem os seios mais acometidos.
O osteoma é a neoplasia benigna mais comum dos seios paranasais, caracterizada por crescimento lento de osso compacto ou esponjoso. Embora possa surgir em qualquer seio, a frequência não é uniforme: o frontal responde por cerca de 60–80% dos casos, o etmoidal por aproximadamente 20–30%, e os seios maxilar e esfenoidal são acometidos de forma bem menos comum. Essa predileção anatômica tem relação com a embriologia e com a maior superfície de mucosa sinusal em contato com o osso — o frontal e o etmoide são os seios que mais se desenvolvem e os que apresentam maior área de ossificação intramembranosa, origem mais provável desses tumores.
Na prática clínica, o osteoma frontal costuma ser um achado incidental em exames de imagem (tomografia computadorizada) solicitados por outros motivos, como cefaleia ou sinusite. Quando sintomático, pode causar dor facial, cefaleia frontal, obstrução do óstio sinusal e, em casos mais avançados, complicações orbitárias ou intracranianas — especialmente quando atinge o etmoide, que é vizinho da órbita e da base do crânio. O diagnóstico é essencialmente radiológico: na TC, o osteoma aparece como lesão hiperdensa, bem delimitada, de densidade óssea, podendo ser classificado em três tipos histológicos (ebúrneo, esponjoso e misto).
A distinção que importa aqui é entre a frequência de acometimento e a acessibilidade ao exame clínico. O material de apoio menciona que os seios mais acessíveis ao exame clínico são o frontal, o maxilar e, em menor grau, o etmoidal — mas isso não se confunde com a frequência dos osteomas. O maxilar, embora acessível, é sede pouco comum de osteoma; o esfenoide, por sua localização profunda, é o menos acometido de todos. A banca explora exatamente essa confusão: o candidato que lembra da acessibilidade clínica pode marcar maxilar, mas a pergunta é sobre a frequência do tumor, não sobre o exame.
A pegadinha central desta questão é a inversão da ordem de frequência. Muitos candidatos decoram que o osteoma é comum no etmoide e no maxilar (por associação com outras patologias, como o osteoma osteoide ou a sinusite), mas a literatura é consistente: frontal > etmoide > maxilar > esfenoide. Guarde essa sequência — é exatamente nela que as alternativas se dividem.
1Frontal (60–80%)
2Etmoide (20–30%)
3Maxilar (incomum)
4Esfenoide (mais raro)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que os seios mais frequentes são esfenoide e etmoide. O esfenoide é, na verdade, o menos acometido pelos osteomas, devido à sua localização profunda e ao menor desenvolvimento da mucosa sinusal. A alternativa erra ao incluir o esfenoide como um dos mais frequentes, quando ele ocupa o último lugar na ordem de incidência.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Apresenta etmoide e maxilar como os mais frequentes. Embora o etmoide seja o segundo mais acometido, o maxilar é sede pouco comum de osteoma — bem menos frequente que o frontal. A alternativa troca o frontal (o mais comum) pelo maxilar, invertendo a ordem correta.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Indica frontal e etmoide, que são exatamente os dois seios mais acometidos pelos osteomas nasossinusais. O frontal lidera com folga (60–80% dos casos), seguido do etmoide (20–30%). Essa é a distribuição clássica descrita na literatura de otorrinolaringologia.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Sugere maxilar e esfenoide como os mais frequentes. Ambos são, na verdade, os menos acometidos — o maxilar é sede incomum e o esfenoide é o mais raro de todos. A alternativa inverte completamente a ordem de frequência, colocando os dois últimos como se fossem os primeiros.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Traz maxilar e frontal. O frontal está correto (é o mais frequente), mas o maxilar não — ele é sede pouco comum de osteoma. A alternativa acerta um dos seios, mas erra ao substituir o etmoide (segundo mais comum) pelo maxilar.
A regra de ouro para a prova: quando a questão perguntar sobre a frequência dos osteomas nasossinusais, lembre-se da sequência frontal > etmoide > maxilar > esfenoide. O frontal é disparado o mais comum; o esfenoide, o mais raro. Não confunda com a acessibilidade ao exame clínico, que é outro conceito — o maxilar é acessível, mas não é frequente para esse tumor.