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Questão de Medicina — Oncologia — VUNESP 2026

MedicinaOncologia
Código
vu119791
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFIPA
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Acesso Direto - Especialidades: Medicina da Família e Comunidade/Medicina Intensiva/Radiologia e Diagnóstico por Imagem
O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais incidente na população masculina em todas as regiões do país, atrás apenas dos tumores de pele não melanoma. No Brasil, estimam-se 71.730 novos casos de câncer de próstata por ano para o triênio 2023-2025. Atualmente, é a segunda causa de óbito por câncer na população masculina, reafirmando sua importância epidemiológica no país.Assinale a alternativa correta sobre essa doença.
  1. AO rastreamento é o principal procedimento para detectar o câncer de próstata precocemente, permitindo a realização de biópsia e cirurgia, se for o caso, trazendo benefícios ao paciente.
  2. BDiretrizes nacionais e internacionais recomendam a utilização do exame de antígeno prostático específico (PSA) e toque retal para avaliação de homens com intensa atividade sexual.
  3. CEstudos mostram que o controle do tabaco, atividade física e combate ao sedentarismo, alimentação saudável têm pouca influência sobre os fatores de risco de prevalência de câncer de próstata.
  4. DA realização de campanhas para convocar homens assintomáticos para a realização de rastreamento com PSA e/ou toque retal é a estratégia principal do SUS para a saúde masculina.
  5. EA idade é o principal fator de risco para o câncer de próstata, sendo mais incidente em homens a partir da sexta década de vida, bem como histórico familiar de câncer de próstata antes dos 60 anos e obesidade para tipos histológicos avançados.
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GabaritoE — A idade é o principal fator de risco para o câncer de próstata, sendo mais incidente em homens a partir da sexta década de vida, bem como histórico familiar de câncer de próstata antes dos 60 anos e obesidade para tipos histológicos avançados.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Câncer de Próstata: Fatores de Risco e Rastreamento

Gabarito: letra E. A alternativa correta identifica corretamente a idade como o principal fator de risco para o câncer de próstata, com maior incidência a partir da sexta década de vida, além de citar o histórico familiar (diagnóstico antes dos 60 anos) e a obesidade como fatores associados a tipos histológicos avançados. As demais alternativas contêm erros conceituais sobre rastreamento, fatores de risco e estratégias do SUS.

O câncer de próstata (CaP) é a neoplasia maligna mais comum em homens no Brasil (excluindo tumores de pele não melanoma) e a segunda causa de morte por câncer nessa população. Compreender seus fatores de risco e as controvérsias sobre o rastreamento é essencial para o médico, especialmente na Atenção Primária à Saúde (APS).

Fatores de Risco: Os principais fatores de risco são idade avançada, etnia negra, histórico familiar de primeiro grau com diagnóstico antes dos 65 anos e mutações genéticas (como BRCA). A idade é o fator mais importante — a incidência aumenta significativamente após os 50 anos, com idade mediana ao diagnóstico de 65 anos. Homens com parente de primeiro grau afetado têm risco 5 a 10 vezes maior. A obesidade está associada a formas mais agressivas da doença.

Rastreamento: O rastreamento do câncer de próstata é um tema controverso. As diretrizes atuais (como as da USPSTF) recomendam a tomada de decisão compartilhada entre médico e paciente para homens de 55 a 69 anos, discutindo riscos e benefícios do rastreamento com PSA. Não se recomenda rastreamento populacional em massa, pois o PSA tem baixa especificidade (falso-positivo em 76% dos homens com PSA > 3 ng/mL) e pode levar a sobrediagnóstico e sobretratamento. O toque retal, embora comum, não tem evidências de benefício como teste isolado de rastreamento, mas aumenta o valor preditivo positivo quando combinado ao PSA elevado.

Prevenção: Estima-se que até 50% dos casos de câncer sejam preveníveis com controle dos fatores de risco modificáveis (tabagismo, álcool, obesidade, sedentarismo, baixo consumo de frutas e vegetais). No entanto, para o câncer de próstata especificamente, nenhum alimento, vitamina ou suplemento demonstrou reduzir o risco. O controle do tabaco, atividade física e alimentação saudável têm influência na prevenção de diversos cânceres, mas a afirmação de que têm "pouca influência" sobre os fatores de risco do câncer de próstata é incorreta — embora não haja medida dietética específica comprovada, o estilo de vida saudável é recomendado de forma geral.

Estratégias do SUS: O SUS realiza campanhas de conscientização (como o Novembro Azul) e recomenda o rastreamento oportunístico, ou seja, durante consultas de rotina, com tomada de decisão compartilhada. Não se recomenda a convocação em massa de homens assintomáticos para rastreamento com PSA e/ou toque retal como estratégia principal, pois isso contraria as evidências atuais sobre os riscos do sobrediagnóstico.

A pegadinha central desta questão está em distinguir o que é fato científico consolidado (idade, histórico familiar, obesidade como fatores de risco) do que é mito ou prática superada (rastreamento em massa como principal estratégia, benefício comprovado do rastreamento, pouca influência de fatores modificáveis). A alternativa E é a única que apresenta informações corretas e atuais sobre os fatores de risco.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o rastreamento é o principal procedimento para detectar precocemente o câncer de próstata, "trazendo benefícios ao paciente". O erro está em apresentar o rastreamento como algo inequivocamente benéfico. As evidências atuais mostram que o rastreamento com PSA pode reduzir a mortalidade, mas também causa sobrediagnóstico e sobretratamento, com danos como incontinência urinária e disfunção erétil. Por isso, as diretrizes recomendam tomada de decisão compartilhada, não rastreamento universal. O benefício não é automático — é preciso discutir riscos e benefícios caso a caso.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que diretrizes recomendam PSA e toque retal para "homens com intensa atividade sexual". Isso é um absurdo clínico — a atividade sexual não é indicação para rastreamento de câncer de próstata. As diretrizes recomendam a discussão sobre rastreamento para homens de 55 a 69 anos (e para grupos de maior risco, como negros e com histórico familiar, a partir dos 40-45 anos). A banca troca o critério correto (idade e fatores de risco) por um critério inventado (atividade sexual).

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que controle do tabaco, atividade física e alimentação saudável têm "pouca influência" sobre os fatores de risco do câncer de próstata. O erro está na generalização indevida. Embora não exista medida dietética específica comprovada para reduzir o risco de CaP, o estilo de vida saudável é recomendado de forma geral para prevenção de câncer. Além disso, a obesidade é um fator de risco reconhecido para formas avançadas da doença. A afirmação de que esses fatores têm "pouca influência" é incorreta e contraria as recomendações de promoção de saúde.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que "a realização de campanhas para convocar homens assintomáticos para a realização de rastreamento com PSA e/ou toque retal é a estratégia principal do SUS". Isso é falso. O SUS adota o rastreamento oportunístico, ou seja, a oferta do exame durante consultas de rotina, com tomada de decisão compartilhada. Não há recomendação de convocação em massa de homens assintomáticos, pois isso levaria a sobrediagnóstico e sobretratamento. As campanhas (como Novembro Azul) visam conscientização, não convocação para rastreamento em massa.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa está correta ao afirmar que a idade é o principal fator de risco, com maior incidência a partir da sexta década de vida (após os 50 anos). Também corretamente cita o histórico familiar (diagnóstico antes dos 60 anos em parente de primeiro grau) e a obesidade como fatores associados a tipos histológicos avançados. Esses são os fatores de risco bem estabelecidos na literatura médica, conforme as fontes de referência em urologia e oncologia.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre fatores de risco bem estabelecidos (idade, histórico familiar, obesidade) e práticas de rastreamento controversas. O candidato pode ser tentado a marcar a alternativa A, que parece "óbvia" (rastreamento traz benefícios), mas as evidências atuais mostram que o rastreamento em massa tem riscos significativos. A alternativa E é a única que apresenta fatos científicos consolidados, sem cair em simplificações ou mitos.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre câncer de próstata, memorize os fatores de risco clássicos: idade avançada, etnia negra, histórico familiar (parente de 1º grau < 65 anos) e mutações BRCA. Sobre rastreamento, lembre-se da tomada de decisão compartilhada (homens 55-69 anos) e dos riscos de sobrediagnóstico. Desconfie de alternativas que afirmem benefício absoluto do rastreamento ou que citem fatores de risco não comprovados.

Gabarito: letra E

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