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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — VUNESP 2026

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
vu119840
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFIPA
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Acesso Direto - Especialidades: Medicina da Família e Comunidade/Medicina Intensiva/Radiologia e Diagnóstico por Imagem
RN a termo, com 39 semanas, nascido por cesariana eletiva, apresenta-se em apneia e hipotonia generalizada ao nascer. Após os passos iniciais de estabilização (secagem vigorosa, aquecimento e posicionamento) realizados em 30 segundos, a frequência cardíaca (FC) é de 60 bpm. Uma ventilação com pressão positiva (VPP) via máscara facial com ar ambiente é prontamente iniciada. Após 60 segundos de VPP, com a equipe confirmando boa vedação da máscara e elevação torácica bilateral adequada, a FC persiste em 58 bpm. Oximetria de pulso e eletrodos de monitorização cardíaca já estão posicionados, mostrando SpO₂ de 70%.Diante desse cenário, qual é a conduta mais adequada e imperativa para o pediatra neste momento, segundo as diretrizes atuais da Sociedade Brasileira de Pediatria?
  1. AIniciar imediatamente as compressões torácicas coordenadas com a VPP, mantendo a ventilação com máscara facial e aumentando a FiO₂ para 100%.
  2. BInsistir com a VPP com máscara, mesmo com elevação torácica e boa vedação já confirmadas, porém com aumento cuidadoso da FiO₂ para 30%.
  3. CManter a VPP com máscara, mas, devido às condições de bradicardia e dessaturação, aumentar a FiO₂ para 50%, por mais 30 segundos.
  4. DProceder à intubação orotraqueal e, após assegurar a via aérea, confirmar a ventilação efetiva pela cânula.
  5. EAdministrar adrenalina por cateterismo umbilical, enquanto se otimiza a VPP com máscara facial, considerando que a bradicardia é grave e que a SpO₂ está limítrofe.
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GabaritoD — Proceder à intubação orotraqueal e, após assegurar a via aérea, confirmar a ventilação efetiva pela cânula.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reanimação Neonatal: VPP ineficaz e indicação de intubação traqueal

Gabarito: letra D. Após 60 segundos de VPP com máscara facial, com boa vedação e elevação torácica bilateral adequadas confirmadas, a FC persiste em 58 bpm — caracterizando falha da ventilação com máscara. Nesse cenário, a conduta imperativa é a intubação orotraqueal para assegurar via aérea definitiva e ventilação efetiva, conforme as diretrizes de reanimação neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

A reanimação neonatal segue uma sequência lógica e cronometrada, na qual cada passo só é abandonado quando se mostra ineficaz. O recém-nascido (RN) a termo, após os passos iniciais (secagem, aquecimento, posicionamento), apresenta FC de 60 bpm — abaixo do limiar de 100 bpm —, indicando a necessidade imediata de ventilação com pressão positiva (VPP). A VPP com máscara facial é a primeira intervenção para RN com apneia ou FC < 100 bpm, e deve ser iniciada com ar ambiente, conforme a recomendação de não iniciar a reanimação com altas concentrações de oxigênio.

O ponto crítico do caso é a falha da VPP com máscara. Após 60 segundos de ventilação, com a equipe confirmando boa vedação da máscara e elevação torácica bilateral adequada, a FC permanece em 58 bpm. Isso significa que a ventilação está sendo aplicada corretamente, mas não está sendo efetiva — ou seja, o problema não é técnico (vedação, posicionamento, pressão), mas sim a necessidade de uma via aérea mais segura e definitiva. Nesse momento, a diretriz é clara: se após a correção da técnica a FC permanece < 100 bpm, está indicada a intubação traqueal para ventilar o paciente.

A intubação orotraqueal é o passo seguinte na sequência de reanimação quando a VPP com máscara falha. Ela permite ventilar diretamente a traqueia, contornando possíveis obstruções ou dificuldades de vedação, e é essencial para garantir a ventilação alveolar efetiva. A alternativa D é a única que reflete essa conduta imperativa: proceder à intubação orotraqueal e, após assegurar a via aérea, confirmar a ventilação efetiva pela cânula.

As demais alternativas apresentam condutas incorretas ou prematuras. A alternativa A sugere iniciar compressões torácicas, mas isso só é indicado quando a FC é < 60 bpm após VPP efetiva por 30 segundos — e, no caso, a VPP não está sendo efetiva, pois a FC não melhora. A alternativa B insiste na VPP com máscara, ignorando a falha já confirmada. A alternativa C mantém a VPP com máscara, apenas aumentando a FiO₂, o que não resolve o problema da ventilação ineficaz. A alternativa E sugere adrenalina, mas esta só é indicada após VPP efetiva e massagem cardíaca, o que não é o caso.

A pegadinha da banca está em confundir a sequência de reanimação: o aluno pode pensar que, com FC < 60 bpm, deve iniciar massagem cardíaca imediatamente. No entanto, a massagem cardíaca só é iniciada após garantir VPP efetiva (por intubação, se necessário). Como a VPP com máscara falhou, o próximo passo é a intubação, não a massagem.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Iniciar compressões torácicas é prematuro. A massagem cardíaca só é indicada quando a FC é < 60 bpm após VPP efetiva por 30 segundos. No caso, a VPP com máscara não está sendo efetiva (FC permanece 58 bpm), então o passo correto é assegurar a via aérea com intubação antes de considerar compressões. Além disso, a massagem cardíaca deve ser coordenada com VPP, mas a VPP precisa ser efetiva primeiro.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Insistir na VPP com máscara, mesmo com elevação torácica e boa vedação confirmadas, é ignorar a falha da ventilação. A diretriz indica que, se após a correção da técnica a FC permanece < 100 bpm, está indicada a intubação traqueal. Aumentar a FiO₂ para 30% não resolve o problema da ventilação ineficaz.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Manter a VPP com máscara e aumentar a FiO₂ para 50% por mais 30 segundos é uma conduta que atrasa a intervenção definitiva. A falha da VPP já foi confirmada, e a diretriz manda progredir para intubação, não insistir na mesma técnica com ajustes menores.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A intubação orotraqueal é a conduta imperativa quando a VPP com máscara falha, mesmo com técnica correta. Após assegurar a via aérea, deve-se confirmar a ventilação efetiva pela cânula (elevação torácica, ausculta, etc.). Esta é a sequência correta da reanimação neonatal.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Administrar adrenalina é prematuro. A adrenalina só é indicada após VPP efetiva e massagem cardíaca, quando a FC permanece < 60 bpm. No caso, a VPP ainda não é efetiva, então o passo é intubar, não administrar adrenalina.

Gabarito: letra D

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