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Questão de Medicina — Oncologia — VUNESP 2026

MedicinaOncologia
Código
vu119842
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFIPA
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Acesso Direto - Especialidades: Medicina da Família e Comunidade/Medicina Intensiva/Radiologia e Diagnóstico por Imagem
Sobre as estratégias de vigilância para neoplasias colorretais, é correto afirmar que
  1. Apacientes com doença inflamatória intestinal e colangite esclerosante primária devem iniciar a vigilância colonoscópica 15 anos após o diagnóstico.
  2. Ba pesquisa de sangue oculto nas fezes é o método de escolha para vigilância de pacientes com história prévia de ressecção de carcinoma colorretal.
  3. Cem pacientes com história de adenomas avançados removidos (≥ 1 cm, displasia de alto grau ou histologia vilosa), a primeira colonoscopia de vigilância deve ser realizada em até 3 anos pós-polipectomia.
  4. Dapós a polipectomia de adenomas não avançados (menores que 1 cm e com displasia de baixo grau), o intervalo recomendado para a próxima colonoscopia é de 15 anos.
  5. Epacientes submetidos à ressecção curativa de câncer colorretal, com achado de tumor estenosante intransponível no reto alto na colonoscopia pré-operatória, devem realizar o primeiro exame de vigilância 3 anos após a cirurgia.
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GabaritoC — em pacientes com história de adenomas avançados removidos (≥ 1 cm, displasia de alto grau ou histologia vilosa), a primeira colonoscopia de vigilância deve ser realizada em até 3 anos pós-polipectomia.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Vigilância pós-polipectomia e rastreamento de neoplasias colorretais

Gabarito: letra C. Em pacientes com adenomas avançados removidos (≥ 1 cm, displasia de alto grau ou histologia vilosa), a primeira colonoscopia de vigilância deve ser realizada em até 3 anos após a polipectomia, conforme as diretrizes de rastreamento do câncer colorretal. As demais alternativas apresentam intervalos incorretos ou métodos inadequados para a vigilância.

A vigilância após a remoção de pólipos adenomatosos é fundamental para prevenir o câncer colorretal, pois esses pólipos são lesões precursoras. O intervalo para a próxima colonoscopia depende da classificação do adenoma em avançado ou não avançado. Adenomas avançados são aqueles com tamanho ≥ 1 cm, presença de displasia de alto grau ou componente viloso (tubuloviloso ou viloso). Para esses casos, o risco de lesões sincrônicas ou metacrônicas é maior, justificando um intervalo mais curto de vigilância, de 3 anos. Já os adenomas não avançados (menores que 1 cm, com displasia de baixo grau e histologia tubular) apresentam menor risco, permitindo um intervalo maior, geralmente de 5 a 10 anos.

A lógica por trás desses intervalos é o tempo de progressão do adenoma para carcinoma, que em média leva de 10 a 15 anos. Adenomas avançados têm maior potencial de progressão, por isso a vigilância mais precoce. A colonoscopia de vigilância visa detectar e remover novos pólipos antes que se tornem malignos. É importante diferenciar a vigilância pós-polipectomia do rastreamento populacional, que se inicia aos 45-50 anos em indivíduos de risco médio, e da vigilância em grupos de alto risco, como pacientes com doença inflamatória intestinal (DII) ou síndromes hereditárias.

No contexto da DII, como retocolite ulcerativa e doença de Crohn colônica, a vigilância colonoscópica deve começar 8 a 10 anos após o início dos sintomas, com intervalos de 1 a 3 anos, dependendo do risco. Pacientes com colangite esclerosante primária (CEP) associada à DII têm risco particularmente aumentado e devem iniciar a vigilância anualmente após o diagnóstico de CEP. A pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF) é um método de rastreamento populacional, não sendo adequada para vigilância de pacientes com história prévia de ressecção de carcinoma colorretal, que devem ser acompanhados com colonoscopia. Após ressecção curativa de câncer colorretal, a primeira colonoscopia de vigilância deve ser realizada em 1 ano, e não 3 anos, independentemente da presença de tumor estenosante intransponível na colonoscopia pré-operatória.

A pegadinha desta questão está na confusão entre os intervalos de vigilância para adenomas avançados e não avançados, e entre a vigilância pós-polipectomia e a vigilância pós-ressecção de câncer. A banca explora a tendência de o candidato confundir o intervalo de 3 anos (adenoma avançado) com o de 5 anos (adenoma não avançado) ou com o de 1 ano (pós-câncer). Guarde a fronteira: adenoma avançado → 3 anos; adenoma não avançado → 5-10 anos; pós-câncer → 1 ano; DII → 8-10 anos após início dos sintomas, depois 1-3 anos; DII + CEP → anual.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que pacientes com DII e colangite esclerosante primária devem iniciar a vigilância colonoscópica 15 anos após o diagnóstico. O correto é que a vigilância deve ser anual após o diagnóstico de CEP, pois esses pacientes têm risco particularmente aumentado de câncer colorretal. O intervalo de 15 anos não corresponde a nenhuma recomendação; na DII sem CEP, a vigilância começa 8-10 anos após o início dos sintomas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que a pesquisa de sangue oculto nas fezes é o método de escolha para vigilância de pacientes com história prévia de ressecção de carcinoma colorretal. O correto é que a colonoscopia é o método de escolha para vigilância pós-ressecção, realizada após 1 ano da cirurgia. A PSOF é um método de rastreamento populacional, não sendo adequada para vigilância de pacientes com alto risco de recorrência.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta. Em pacientes com adenomas avançados removidos (≥ 1 cm, displasia de alto grau ou histologia vilosa), a primeira colonoscopia de vigilância deve ser realizada em até 3 anos pós-polipectomia. Esse intervalo é recomendado pelas diretrizes de rastreamento do câncer colorretal, como as da American Gastroenterological Association (AGA) e da US Multi-Society Task Force, devido ao maior risco de lesões sincrônicas ou metacrônicas nesses pacientes.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que após a polipectomia de adenomas não avançados (menores que 1 cm e com displasia de baixo grau), o intervalo recomendado para a próxima colonoscopia é de 15 anos. O correto é que o intervalo é de 5 a 10 anos, não 15. Adenomas não avançados têm baixo risco de progressão, mas ainda assim requerem vigilância periódica. O intervalo de 15 anos não é recomendado por nenhuma diretriz.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que pacientes submetidos à ressecção curativa de câncer colorretal, com achado de tumor estenosante intransponível no reto alto na colonoscopia pré-operatória, devem realizar o primeiro exame de vigilância 3 anos após a cirurgia. O correto é que a primeira colonoscopia de vigilância deve ser realizada 1 ano após a cirurgia, independentemente da presença de tumor estenosante. O intervalo de 3 anos é para adenomas avançados, não para vigilância pós-câncer.

Gabarito: letra C

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