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Questão de Medicina — Pneumologia — VUNESP 2026

MedicinaPneumologia
Código
vu119859
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFIPA
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Acesso Direto - Especialidades: Medicina da Família e Comunidade/Medicina Intensiva/Radiologia e Diagnóstico por Imagem
Mulher de 56 anos procura ambulatório com histórico de tabagismo de 1 maço de cigarro por dia por 40 anos. Ela parou de fumar há um ano. Na anamnese, ela relata tosse produtiva com expectoração branca e espumosa nos últimos 4 meses. Ela teve quadro semelhante no inverno passado, com uma tosse que durou mais de 3 meses.Qual(is) seria(m) o(s) exame(s) mais sensível(eis) para possível quadro de DPOC?
  1. ACapacidade vital forçada (CVF).
  2. BCapacidade pulmonar total (CPT).
  3. CVolume expiratório forçado no primeiro segundo (VEFt).
  4. DVolume expiratório forçado no primeiro segundo e capacidade vital forçada (VEF1/CVF).
  5. ETaxa de fluxo expiratório forçado no intervalo de 25% a 75% (FEF25%–75%) da capacidade vital forçada (CVF) total.
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GabaritoD — Volume expiratório forçado no primeiro segundo e capacidade vital forçada (VEF1/CVF).

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Espirometria na DPOC: o papel da relação VEF1/CVF

Gabarito: letra D. O exame mais sensível para o diagnóstico de DPOC é a espirometria, e o parâmetro que define a obstrução ao fluxo aéreo — condição essencial para o diagnóstico — é a relação VEF1/CVF pós-broncodilatador inferior a 0,7. A alternativa D é a única que combina os dois parâmetros (VEF1 e CVF) na forma de razão, que é exatamente o que a diretriz GOLD e as sociedades de pneumologia utilizam como critério funcional diagnóstico.

A DPOC é uma doença caracterizada por limitação do fluxo aéreo não totalmente reversível, e o diagnóstico funcional depende da demonstração dessa obstrução. A espirometria é o exame que mede volumes e fluxos respiratórios, e a relação VEF1/CVF é o índice que separa o padrão obstrutivo do restritivo. O VEF1 isolado, a CVF isolada, a CPT e o FEF25-75% são parâmetros que, sozinhos, não estabelecem o diagnóstico de obstrução — eles podem estar alterados em outras condições ou não capturar a essência do distúrbio obstrutivo.

A paciente do caso tem perfil clássico: tabagista de longa data (40 anos-maço), com tosse produtiva crônica e episódios repetidos. A suspeita de DPOC é alta, e a confirmação exige a espirometria com a relação VEF1/CVF < 0,7 após broncodilatador. A banca explora exatamente a confusão entre "medir o VEF1" e "avaliar a relação VEF1/CVF" — o primeiro é um volume, o segundo é o índice que define obstrução.

A classificação GOLD, que gradua a gravidade da DPOC, usa a relação VEF1/CVF < 0,7 como critério de entrada e o VEF1 pós-broncodilatador para estratificar a gravidade (GOLD 1 a 4). Isso reforça que a relação é o passo inicial e obrigatório do diagnóstico funcional.

Lei da espirometria (critério GOLD 2025):

"Espirometria: relação VEF1/CVF inferior a 0,7 pós-broncodilatador."

Guarde a distinção: VEF1 é o volume expiratório forçado no primeiro segundo; CVF é a capacidade vital forçada; a relação VEF1/CVF é o índice que revela obstrução quando < 0,7. É nessa fronteira que as alternativas se dividem.

  1. 1Espirometria
  2. 2VEF1/CVF < 0,7 pós-BD
  3. 3Obstrução confirmada
  4. 4GOLD 1-4 (VEF1)
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

A CVF isolada mede o volume total exalado, mas não avalia a velocidade do fluxo. Na DPOC, a CVF pode estar normal ou até aumentada (pela hiperinsuflação), e sua redução isolada sugere padrão restritivo, não obstrutivo. A CVF sozinha não é sensível para detectar obstrução — é a razão com o VEF1 que importa.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A CPT (capacidade pulmonar total) é um volume estático, medido por pletismografia ou diluição de gases, e está aumentada na DPOC pela hiperinsuflação (aprisionamento aéreo). Ela não avalia fluxo e não é o exame de escolha para diagnóstico de obstrução — serve mais para caracterizar padrão restritivo (onde está reduzida) ou quantificar hiperinsuflação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O VEF1 isolado é um volume que mede o fluxo no primeiro segundo, mas seu valor absoluto depende de idade, sexo e altura. Um VEF1 reduzido pode ocorrer em doenças restritivas também, e um VEF1 normal não exclui obstrução precoce. O diagnóstico de obstrução exige a relação VEF1/CVF, não o valor absoluto do VEF1.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A relação VEF1/CVF pós-broncodilatador < 0,7 é o critério funcional que define obstrução ao fluxo aéreo na DPOC, conforme a diretriz GOLD. É o parâmetro mais sensível e o primeiro passo diagnóstico: sem ele, não se confirma a doença. A alternativa combina exatamente os dois volumes que formam o índice decisivo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O FEF25-75% (fluxo expiratório forçado entre 25% e 75% da CVF) avalia as pequenas vias aéreas e pode estar reduzido precocemente na DPOC, mas é um parâmetro de alta variabilidade, pouco reprodutível e não é utilizado como critério diagnóstico pela GOLD. Ele pode sugerir doença de pequenas vias, mas não substitui a relação VEF1/CVF para o diagnóstico formal.

A regra de ouro: na suspeita de DPOC, a espirometria com relação VEF1/CVF < 0,7 pós-broncodilatador é o exame que confirma a obstrução — é o padrão-ouro funcional e o critério que a banca cobra.

Gabarito: letra D

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