Questão de Não definido — Geral — VUNESP 2026
Não definidoGeral
- Código
- vu119875
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- UNIFIPA
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Residência Médica - Acesso Direto - Especialidades: Medicina da Família e Comunidade/Medicina Intensiva/Radiologia e Diagnóstico por Imagem
Enzo, um menino de 7 anos de idade, é trazido ao médico pelos pais devido a queixas escolares crescentes nos últimos dois anos. A professora relata que Enzo tem dificuldade em permanecer sentado por longos períodos, interrompe as aulas frequentemente, “sonha acordado” durante as atividades e não consegue completar as tarefas, mesmo as mais simples, por falta de foco. Os pais descrevem-no como “ligado no 220 V” desde os 3 anos, com energia inesgotável, dificuldade em obedecer regras e impulsividade. Relatam que, ultimamente, ele tem se mostrado muito ansioso em situações sociais e apresenta dificuldade para dormir. Em alguns momentos de grande frustração com as tarefas escolares, a mãe notou pequenos cortes superficiais que Enzo faz na coxa com uma régua. O pai do menino revela ter tido “déficit de atenção” não tratado na infância. Ao exame físico, Enzo é ativo e alerta, sem dismorfias, nem visceromegalias ou achados neurológicos focais. Os pais expressam preocupação e não querem introdução de medicação.Qual é a conduta correta?
- ASolicitar um eletroencefalograma (EEG) e uma ressonância magnética (RM) de crânio para descartar epilepsia tipo ausência ou lesões cerebrais focais, dada a dificuldade de concentração e os episódios de “sonhar acordado”, antes de iniciar qualquer tratamento.
- BEncaminhar Enzo para avaliação neuropsicológica aprofundada para quantificar os déficits nas funções executivas e no QI e, com base nesses resultados, decidir sobre a introdução de metilfenidato.
- CIniciar imediatamente o tratamento farmacológico com metilfenidato de liberação prolongada, mesmo com a hesitação dos pais, pois é a primeira linha para crianças em idade escolar com TDAH, em associação com terapia cognitivo-comportamental (TCC) para manejo da ansiedade e da autoagressão.
- DPriorizar a psicoeducação dos pais e da escola, o treinamento parental com foco em estratégias comportamentais para manejo da hiperatividade e da impulsividade, e encaminhar Enzo para psicoterapia individual focada na autoagressão e ansiedade, avaliando a necessidade de medicação após um período de 3 a 6 meses, com orientação dos pais.
- EConsiderar que os sintomas de hiperatividade e impulsividade de Enzo, associados à dificuldade de obedecer regras, podem ser indicativos de Transtorno Opositor-Desafiador (TOD) como diagnóstico primário, exigindo um foco inicial no manejo comportamental e familiar para desafiar a oposição.