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Questão de Não definido — Geral — VUNESP 2026

Não definidoGeral
Código
vu119880
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFIPA
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Acesso Direto - Especialidades: Medicina da Família e Comunidade/Medicina Intensiva/Radiologia e Diagnóstico por Imagem
Paciente de 35 anos relata epigastralgia e pirose há um mês. Foi submetido à endoscopia digestiva alta, que identificou um segmento de mucosa de aspecto colunar, cor salmão, no esôfago distal, com extensão máxima inferior a 1 cm acima da transição esofagogástrica. O resultado histopatológico das biópsias evidencia metaplasia intestinal sem displasia.Considerando os achados endoscópicos e histológicos, qual é a conduta mais adequada?
  1. AInstituir tratamento clínico para doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e indicar fundoplicatura cirúrgica.
  2. BInstituir tratamento clínico para DRGE e indicar ablação do segmento por radiofrequência.
  3. CInstituir tratamento clínico para DRGE e indicar ressecção endoscópica da mucosa (ESD).
  4. DInstituir tratamento clínico para DRGE e iniciar vigilância endoscópica segundo o protocolo de Seattle a cada 3 meses.
  5. EInstituir tratamento clínico para DRGE e dispensar vigilância endoscópica periódica.
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GabaritoE — Instituir tratamento clínico para DRGE e dispensar vigilância endoscópica periódica.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Esôfago de Barrett curto sem displasia

A questão aborda a conduta em paciente com Esôfago de Barrett (EB) ultrasshort (< 1 cm), sem displasia. O principal ponto é que, segundo as diretrizes atuais (ASGE, ACG, SBED), segmentos de Barrett com extensão < 1 cm e sem displasia não necessitam de vigilância endoscópica periódica, pois o risco de progressão para adenocarcinoma é extremamente baixo. O tratamento clínico da DRGE com inibidor de bomba de prótons (IBP) é a base, e a vigilância pode ser dispensada.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A fundoplicatura cirúrgica é indicada em casos de DRGE refratária ao tratamento clínico ou com complicações, não como conduta inicial para Barrett curto sem displasia. Não há indicação cirúrgica apenas pelos achados endoscópicos descritos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A ablação por radiofrequência é reservada para Barrett com displasia de alto grau ou neoplasia precoce. Na ausência de displasia, não há benefício comprovado e o risco do procedimento supera o benefício.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A ressecção endoscópica da mucosa (ESD) é indicada para lesões elevadas ou nodulares com suspeita de neoplasia. No caso, não há lesão visível, apenas mucosa colunar metaplásica sem displasia.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O protocolo de Seattle (biópsias a cada 1-2 cm nos 4 quadrantes) é utilizado para vigilância de Barrett com displasia ou segmentos longos (≥ 1 cm). Para Barrett ultrashort sem displasia, a vigilância a cada 3 meses é excessiva e não recomendada.

Alternativa E — ✅ Correta

A conduta mais adequada é tratar a DRGE clinicamente (IBP) e dispensar vigilância endoscópica periódica, conforme as diretrizes atuais. O risco de progressão neoplásica em segmentos < 1 cm sem displasia é mínimo, e a vigilância não traz benefício comprovado.

PEGA ESSA DICA!

Decore a regra: Barrett curto (< 1 cm) sem displasia → sem vigilância. Barrett ≥ 1 cm sem displasia → vigilância a cada 3-5 anos. Displasia de baixo grau → vigilância a cada 6-12 meses ou ablação. Displasia de alto grau → ablação ou ressecção.

Gabarito: letra E

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