Questão de Medicina — Anatomia e Fisiologia Humana em Medicina — VUNESP 2026
Medicina›Anatomia e Fisiologia Humana em Medicina
Código
vu119905
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFIPA
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Fellow 4 - Especialidades: Radiologia Geral/Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética (TC e RM)/Radiologia Musculoesquelética
O estudo do registro da propagação geral da atividade elétrica através do coração, conhecido como eletrocardiograma, é necessário durante a realização dos exames dos pacientes submetidos à anestesia.A onda P é responsável pelo(a)
Arepolarização ventricular.
Bdespolarização ventricular.
Cdespolarização atrial.
Datraso nodal AV.
Eintervalo QT.
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GabaritoC — despolarização atrial.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Eletrocardiograma: as ondas e o que cada uma representa
Gabarito: letra C. A onda P corresponde à despolarização atrial — é o registro elétrico da ativação dos átrios, que precede a contração atrial. Essa é a definição clássica de fisiologia cardíaca, presente em qualquer manual de ECG e cobrada de forma direta pela banca.
O eletrocardiograma (ECG) registra a atividade elétrica do coração por meio de eletrodos na superfície corporal. Cada onda, intervalo e segmento do traçado corresponde a uma etapa específica do ciclo elétrico cardíaco. Entender essa correspondência é essencial não só para a interpretação do exame, mas também para o monitoramento durante a anestesia, como menciona o enunciado.
O ciclo elétrico começa no nó sinoatrial (SA), o marca-passo natural, localizado no átrio direito. O impulso se propaga pelos átrios, despolarizando-os — essa despolarização atrial é justamente o que gera a onda P. Em seguida, o impulso chega ao nó atrioventricular (AV), onde sofre um atraso fisiológico (representado pelo intervalo PR), permitindo que os átrios completem a contração e os ventrículos se encham antes de se contraírem. Depois, o impulso segue pelo feixe de His e fibras de Purkinje, despolarizando os ventrículos — o que gera o complexo QRS. Por fim, a onda T representa a repolarização ventricular, ou seja, a recuperação elétrica dos ventrículos.
Na prática, ao ler um ECG, o médico identifica cada componente e verifica se suas durações e amplitudes estão dentro dos padrões normais. Por exemplo, a onda P normal tem duração de 0,08 a 0,11 segundos e amplitude máxima de 2,5 mm; o intervalo PR normal varia de 0,12 a 0,20 segundos; o complexo QRS dura de 0,05 a 0,11 segundos; e o intervalo QT, que mede toda a atividade ventricular, varia de 0,30 a 0,44 segundos (ou QTc ≤ 440–460 ms). Alterações nesses valores indicam distúrbios como sobrecarga atrial, bloqueios de condução ou isquemia.
A pegadinha clássica desta questão é confundir a onda P com o complexo QRS ou com a onda T. A banca oferece alternativas que correspondem a outras ondas: a despolarização ventricular é o QRS, a repolarização ventricular é a onda T, e o atraso nodal AV é o intervalo PR. O intervalo QT, por sua vez, engloba a atividade ventricular completa. Portanto, a única alternativa que descreve corretamente a onda P é a letra C.
Guarde a correspondência: P = despolarização atrial; QRS = despolarização ventricular; T = repolarização ventricular; PR = atraso nodal AV; QT = atividade ventricular total. É exatamente essa tabela que separa as alternativas.
Ondas do ECG: Onda P (Despolarização atrial); Complexo QRS (Despolarização ventricular); Onda T (Repolarização ventricular); Intervalo PR (Atraso nodal AV); Intervalo QT (Atividade ventricular total)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A repolarização ventricular é representada pela onda T, não pela onda P. A onda T é a deflexão positiva após o complexo QRS, com morfologia assimétrica (ascensão lenta e descida rápida). A banca troca o evento elétrico: enquanto a onda P marca a ativação atrial, a onda T marca a recuperação ventricular.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A despolarização ventricular é representada pelo complexo QRS, que é a deflexão de alta amplitude após o intervalo PR. O QRS reflete a rápida propagação do impulso pelos ventrículos via feixe de His e fibras de Purkinje. A onda P não tem relação com a ativação ventricular.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A onda P é o registro da despolarização atrial, ou seja, da ativação elétrica dos átrios. Ela é a primeira deflexão do ciclo cardíaco, originada no nó sinoatrial, e precede a contração atrial. Em condições normais, é positiva em DI, DII e DIII e negativa em aVR, com duração de 0,08 a 0,11 segundos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O atraso nodal AV é representado pelo intervalo PR, que mede o tempo entre o início da onda P e o início do complexo QRS. Esse intervalo reflete a condução do impulso do nó SA ao nó AV e a passagem por ele, com duração normal de 0,12 a 0,20 segundos. A onda P em si não representa esse atraso.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O intervalo QT é a medida do início do complexo QRS até o final da onda T, representando toda a atividade elétrica ventricular (despolarização e repolarização). Não corresponde à onda P, que é um evento atrial isolado.
NÃO CAIA NESSA!
Para fixar, monte uma tabela mental: P = átrios (despolarização), QRS = ventrículos (despolarização), T = ventrículos (repolarização), PR = atraso nodal, QT = atividade ventricular total. Nas provas, a banca costuma trocar esses eventos — leia com atenção o que cada onda representa.